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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A casa dos sonhos

Quando criança eu imaginava que a casa dos sonhos era algo grandioso. Uma mansão em um bairro nobre, com piscina, jardim, muitos quartos, empregados e fantasias do gênero. Com o passar do tempo e da minha percepção do mundo conclui que a casa dos sonhos e a casa da vida real podem ser a mesma coisa. Desde que sonhemos com coisas realmente importantes e necessárias, e não com grandiosidades e cafonices a la Hollywood. 

Atualmente a minha casa dos sonhos é rústica, simples, iluminada e aconchegante. É de madeira, com uma cozinha espaçosa, para meu amor fazer o que mais gosta. Com um escritório com uma janela grande com vista para um lugar silencioso para eu trabalhar. Um quintal com grama para andar descalço e uma horta para colher ingredientes frescos. Outras coisas essenciais são, um bom liquidificador, uma boa cama e um bom chuveiro. Não preciso de muito. 

Juntando meu conceito de casa dos sonhos fiz uma seleção de casas na Noruega, que são assim, simples, de madeira, as janelas são enfeitadas com cortinas e flores e a vista é sempre para um lugar lindo. Tudo simples, tudo charmoso e uma paz sem fim. 

Convido você a passear pelas casas dos meus sonhos versão norueguesa!





Plus! Com a mesma arquitetura de madeira encontramos também este hotel em Flam!



E esta lindeza ao pé da montanha e na beira do rio é uma escola, também em Flam. Que não gostaria de poder levar os filhos para a aula em um cenário destes?










quarta-feira, 16 de abril de 2014

As maiores saias justas ao redor do mundo!


Não basta abrir mão de tudo em terra, compartilhar uma cabine minúscula com mais 3 pessoas, trabalhar muitas horas por dia, administrar as dores no corpo e a saudade. Você ainda vai passar por muitas saias justas fora do barco. Selecionei as minhas 3.

1º Compras frustradas na Turquia
Quando recebi meu primeiro salário estava ávida por comprinhas. Então um dia, desci com as colegas em Izmir, na Turquia, uma cidade portuária, com um ótimo comércio. Sai com pouco mais de cem euros, uma nota inteira e alguns trocados. Entramos em uma loja fast fashion, tipo uma prima turca da C&A. Escolhi um vestido e algumas daquelas peças que não preciso, mas gostei e vou levar, do tipo acessórios, meias e zas. Quando chegamos ao caixa, a primeira colega passou suas compras, e o moço do caixa usou aquela caneta que identifica notas falsas, se a caneta riscar na nota é porque a nota não é confiável. E a bendita riscou nas notas dela, mas ela, prevenida tinha mais dinheiro e conseguiu pagar suas compras. Quando chegou a minha vez, estava tranquila, afinal, o dinheiro novinho que eu acabara de receber a bordo, com certeza, era confiável. Mas me enganei, o brutamontes pegou meus suados cem euros e tascou a caneta, fez um risco amarelo na minha nota e perguntou se eu tinha outra. Eu disse que não. Ele disse que aquela nota ele não aceitava. Eu perguntei então, como faria para pagar. Ele disse que sentia muito, mas que como meu dinheiro não era confiável eu não poderia comprar. O queeee???? Cooooomo assim?
Falei todos os palavrões, não, quase todos. Poupei os de baixo calão, como sempre. E o que mais me indignava é que eu estava dando uma lição de moral e gastando meus seletos palavrões e o infeliz do turco não estava entendendo absolutamente nada.
No meio desta confusão toda, entra na loja a minha Best Friend on board e diz:
"- Niqui, tem uma loja linda aqui na frente, cê vai enlouquecer!"
Resumo, entramos na loja, fomos atendidas pelos proprietários, que eram os únicos que tinham uma leve noção de inglês. Fomos tratadas que nem princesas. Naquele dia voltei para o barco cem euros mais pobre, e com a mala muito mais cheia, de roupas lindas, por preços que se contar, nem eu acredito.


2º Buenos Aires, 50º!

No nosso primeiro porto em Buenos Aires, estava um calor absurdo. Me sentí queimando no mármore do inferno ao dar um rolé na calle Florida. Na ida, minha best friend on board e eu pegamos um taxi honesto. Na volta o tempo estava curto, fomos em busca de um taxi, e eu que já conheço os taxistas da capital porteña de outros carnavais já estava preparada para algum golpe. Um deles queria nos cobrar 500 pesos, para andar 5 minutos. Oi? O outro, simplesmente arrancou o carro a hora em que perguntei se ele "prendia o taxímetro". Resumo, do final da Florida até o porto não era longe. Era só um caminho curto, porém desconhecido, em uma zona portuária, sob um sol que deixava o asfalto mais quente que chapa de xis. Fomos caminhando, caminhando, caminhando. E o tempo para chegar ao trabalho cada vez mais curto, até que tivemos a brilhante ideia de correr. Claro! Sair correndo, atravessando a rua no meio de caminhões, afinal, zona portuária. E o sol cozinhando todas as partes da nossa pele em que a roupa não cobria. Quando chegamos a cabine nos deparamos com a cor das nossas peles. Era um vermelho de gringo que passa o dia em copacabana sem protetor solar. Na cabine tomamos uma ducha, afinal e subimos para trabalhar uns 5 minutos atrasadas. Porém exaustas e com a pele cor de pimentão que  foi motivo de gargalhadas dos colegas. Naquele dia fomos carinhosamente chamadas de "well done", (carne bem passada) pelos colegas.



3º  O capuccino mais caro do mundo

Em Gibraltar, uma ilha no mediterrâneo que pertence a Inglaterra, era a minha última parada antes do desembarque. E, como eu já sabia que teria muitas horas de espera nos aeroportos, precisava de um lugar com internet para configurar meu computador. Só que a cidadezinha foi ficando deserta, as pessoas iam sumindo da rua, os bares e restaurantes fechando, e encontrar um local com internet foi ficando cada vez mais difícil. Restou só um pub, que acabou sendo o bar dos tripulantes. E lá havia o que eu precisava: wifi. Para não ficar chato, me infiltrar no meio da galera, colocar a senha da internet e depois sair sem consumir nada, eu pedi um capuccino, desses comuns. Capuccino, mesa a meia luz e computador, clima perfeito, para o namorado ficar com ciúmes, do computador, é claro. Usei a leeenta internet e consegui fazer parte do que eu queria. Na hora de ir embora, fui pagar e, adivinha? Cinco libras!!! O que? Cinco libras por um capuccino? Isso são 20 reais, por uma taça média, um namorado emburrado e meia hora de internet a lenha. O problema maior não é pagar 5 libras e sim, se sentir refém da falta de opção.

Dias depois, meu namorado encontrou uma moedinha no chão da cabine, e eu já havia guardado tantas moedinhas de tantos lugares que, já estava com medo que por conta delas eu corria o risco de pagar excesso de bagagem e, nem dei bola. Quando ele disse: "Ó, é uma libra!" Dei um pulo, na terra da rainha, uma libra vale um capuccino da minha terra. Passa essa moedinha pra cá.



segunda-feira, 14 de abril de 2014

A parte do Rio em que ele continua lindo



Neste último verão estive no Rio de Janeiro pelo menos umas 10 vezes. A maioria das chegadas ao Rio eram pela manhã, tão cedo que nem o sol havia nascido ainda. O sol, chegava junto conosco e acordar antes das 6hs da manhã para presenciar este espetáculo estava valendo a pena. A cidade começava a revelar sua silhueta, de morros, prédios e praias e ao fundo todos os tons do amanhecer. Meo deos mas que cidade linda!

 Mas, como o tempo de tripulante é curto, meus passeios eram aos arredores do porto e do centro da cidade. Me batia uma sincera ansiedade de ir mais longe e descobrir aquela parte do Rio que inspirava canções de Tom e Vinícius.
Na virada do ano, em alto mar presenciamos a queima de fogos em Copacabana, que sem dúvida foi um momento, UAU!  Em um domingo de sol, meu namorado e eu tomamos um táxi e fomos para o famoso posto 9, em Ipanema. Meo deos, que praia mais lotada! Relax não se encontra por lá. O metro quadrado na areia é disputado, não só por quem quer um lugar ao sol para repor a vitamina D, já que bronzeado, no meu caso estava muito difícil. Mas também por aqueles que querem vender alimentos, suvenir e bebidas para quem está na areia e mais, os que querem concorrer com os que estão vendendo. Ou seja, caos total. A água do mar bem que estava agradável, o bixcoito globo  bem que estava gostoso e o côco, geladinho. Mas muvuca, não é a minha praia.

As semanas iam passando e minhas oportunidades de ir mais longe ficando cada vez mais difíceis.  Queria conhecer a floresta da Tijuca, Santa Tereza, o Pão de Açúcar e claro, o Redentor. Eis que na nossa última ida a cidade, apareceu uma oportunidade imperdível. Tratava-se de uma excursão ao Cristo, especial para tripulantes e com um preço inacreditável.
E claro, eu não poderia deixar de aproveitar. Não sou muito adepta de excursões. Gosto de me perder pelo caminho, e com hora marcada e guia acompanhando os momentos a sós comigo mesma ficam impraticáveis. Mas era pegar ou largar. No dia marcado eu estava lá, pronta para cruzar mais uma fronteira. Subi no ônibus, escutei todas as histórias contadas pela guia e embarquei no trem vermelho junto com gente do mundo inteiro. Passeamos pela floresta e quando chegamos lá em cima, uau! Ele estava lá, entre nuvens e raios de sol. O Redentor, de braços abertos a nos receber. Que sensação maravilhosa. Me senti feliz da vida, não sabia se contemplava ele ou, a vida que havia lá em baixo com aquela vista de 360° da cidade. Momento memorável. O Rio de janeiro já havia me mostrado seu morador mais ilustre, ou o morador ilustre é que havia me apresentado sua cidade maravilhosa.

Fui embora de volta para o barco com aquela deliciosa sensação de fronteira cruzada e com a certeza de que Tom e Vinicius não haviam exagerado, o Rio, realmente é lindo.




sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Diário de Bordo - Santorini

Quantos suspiros cabem em uma Santorini?

Talvez o destino mais charmoso da Grécia, Santorini foi originado pela erupção de um vulcão que fica logo em frente a cidade principal. E lá, no topo de uma das montanhas rochosas do arquipélago que estão as famosas casinhas brancas debruçadas sobre o mar azul do mediterrâneo.

                                                               Amor a primeira visita!

 O vulcão!
Lá em cima podemos avistar a cidade no topo da montanha rochosa.

                                                                         Uma pintura?

Santorini é uma festa para os olhos.  Já na saída do teleférico um dos pontos mais famosos para fotos indica a festa que os olhos terão pela frente. É difícil escolher o que é mais bonito, se a vista panorâmica do arquipélago, se os navios suntuosos  sobre o mar azul, se a arquitetura cheia de personalidade ou se todo o charme e o estilo low profile das ruas estreitas cheias de lojas, bares, restaurantes, igrejas e gente do mundo todo circulando por ali.



                                                    Uma das tantas igrejas de Santorini.

É essa a vista que Santorini nos recebe na chegada!

Sapatos confortáveis, roupas leves, câmera fotográfica e uma garrafa de água são escolhas necessárias para quem quer aproveitar o dia na cidade. Por ser um destino turístico Santorini não é barata. Mas se pensar em quantas vezes se pode estar na cidade, cada centavo valerá a pena. Para quem busca opções mais em conta, nas ruas onde transitam os carros, fora do circuito mais turístico, há uma diversidade de bares e restaurantes mais econômicos, porém sem aquela vista deslumbrante de bônus.


As ruas de Santorini.

Há em Santorini outra espécie de beleza natural. Basta sair da zona turística e ir em busca das ruas onde é possível transitar de carro para ver, por todos os lados, de moto sem capacete, vestindo coletes e óculos de sol, lá estão eles, os gregos. Os homens gregos são um capítulo a parte e nos fazem entender o porque são chamados de "deuses gregos". Como gosto é uma coisa muito pessoal, recomendo as moças de plantão que vão pessoalmente conferir as belezas que só Santorini possui.


Quantos suspiros cabem neste café?

Há três formas de chegar na ilha, pelas escadas, pelo teleférico que custa dois euros e é a alternativa mais rápida ou os famosos burrinhos que sobem as escadas com os turistas no lombo. Que tal experimentar?


Quase 600 degraus para chegar no topo!

domingo, 3 de novembro de 2013

Diário de Bordo - Istambul


Contemporânea e conservadora. Istambul é feita de contrastes e fronteiras. Divida pelo passado e pelo presente na ponte que liga a Istambul Moderna a Istambul Antiga e pelo estreito do Bósforo e sua ponte (na foto abaixo) imponente que a noite se ilumina e sinaliza que de um lado estamos na Ásia e do outro na Europa.

Ao fundo a ponte do estreito do Bósforo.

 A religiosidade está por toda parte,as mesquitas e suas torres imponentes podem ser vistas de longe e de todos os lados, especialmente na parte antiga de Istambul. Pelas ruas as mulheres transitam apressadas e quase sempre acompanhadas, com seus cabelos cobertos por lenços coloridos ou com o tradicional xador, aquele que cobre o corpo todo e deixa só os olhos visíveis atrás dos panos negros.



Em frente a uma das dezenas de Mesquitas.

Os turcos horam a fama de serem bons de negócio. Não há como não entrar em uma loja sem chorar um descontinho. No meu primeiro dia, já sabendo desta fama, fui comprar pashiminas. A primeira que gostei custava 20 liras. Uns 20 minutos, muito choro e negociação saí da loja com 3 pashiminas, incluindo a primeira que gostei, pelas mesmas vinte liras e um beijinho na bochecha do vendedor.

Tradicionais "loxinhas" turcas.

Eu tinha uma grande expectativa em conhecer o Grand Bazaar. E comprovei novamente que, a expectativa é a mãe da frustração. O bazar tem muitas lojas e lindas mercadorias tipicas turcas como as jóias, as luminárias e claro, as pashiminas. Além de réplicas de bolsas, roupas e sapatos de grifes famosas para todos os gostos. Os preços não são os mais atraentes, talvez por ser uma região muito turística. Não dá para aceitar a primeira oferta e para fazer bons negócios é imprescindível que se leve tempo para negociar, dinheiro para comprar e muita paciência para transitar pelos labirintos do bazar. A comunicação não é difícil, a maioria dos vendedores fala alguma coisa de inglês e como são bons de lábia, sempre sabem alguma frase em espanhol e até português.

Tratando de "negócios" com direito ao tradicional chá turco.

No meu roteiro faltaram diversos lugares que eu gostaria de ir, como a Mesquita Azul, ah dizem que a noite de Istambul é super agitada, mas esses programas ficarão para uma próxima oportunidade.
A cidade tem um eficiente serviço de transporte público, uma espécie de metrô que liga a Istambul Moderna a Istambul Antiga por 3 liras. Cada lira vale um pouco mais de 1 real. O metrô já vem sinalizado com os principais pontos turísticos como o Grand Bazaar e o porto.



Minha despedida da Turquia foi no deck 7 do navio, com a cidade iluminada ao fundo e um gostinho de quero mais!


By by Turquia!


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