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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A casa dos sonhos

Quando criança eu imaginava que a casa dos sonhos era algo grandioso. Uma mansão em um bairro nobre, com piscina, jardim, muitos quartos, empregados e fantasias do gênero. Com o passar do tempo e da minha percepção do mundo conclui que a casa dos sonhos e a casa da vida real podem ser a mesma coisa. Desde que sonhemos com coisas realmente importantes e necessárias, e não com grandiosidades e cafonices a la Hollywood. 

Atualmente a minha casa dos sonhos é rústica, simples, iluminada e aconchegante. É de madeira, com uma cozinha espaçosa, para meu amor fazer o que mais gosta. Com um escritório com uma janela grande com vista para um lugar silencioso para eu trabalhar. Um quintal com grama para andar descalço e uma horta para colher ingredientes frescos. Outras coisas essenciais são, um bom liquidificador, uma boa cama e um bom chuveiro. Não preciso de muito. 

Juntando meu conceito de casa dos sonhos fiz uma seleção de casas na Noruega, que são assim, simples, de madeira, as janelas são enfeitadas com cortinas e flores e a vista é sempre para um lugar lindo. Tudo simples, tudo charmoso e uma paz sem fim. 

Convido você a passear pelas casas dos meus sonhos versão norueguesa!





Plus! Com a mesma arquitetura de madeira encontramos também este hotel em Flam!



E esta lindeza ao pé da montanha e na beira do rio é uma escola, também em Flam. Que não gostaria de poder levar os filhos para a aula em um cenário destes?










terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Marrocos - Casablanca




Um sol de rachar no final do mês de setembro, assim era o clima quando chegamos em CasaBlanca, Marrocos. Todas as pessoas que conheço que já haviam passado por lá relatavam más experiências em termos de assédio e "tudo pelo seu dinheiro". Então, três amigas e eu já saímos prevenidas. Tentamos ir o mais cobertas possível para não expormos "a figura" e não chamarmos tanto atenção. Mas, nosso sacrifício foi quase em vão. Ao colocarmos o pé para fora do porto começaram a chover ofertas de táxis, cada um com um valor e um motorista mais insistente que o outro. Elegemos um que nos levou para um pequeno tur nos dois lugares que mais nos interessavam conhecer: uma mesquista e a medina.

E lá fomos nós para a importante e imponente mesquita para uma sessão de fotos na área externa já que não somos muçulmanas e não podemos entrar (há horários específicos para visitação).




 Saindo de lá nosso motorista de olho no nosso dinheirinho queria nos levar para comprar tapetes, óleo de argam e outros produtos típicos marroquinos. Fomos curtas e grossas diante de tamanha insistência, e fomos a medina. Depois de muito argumentar, lá estávamos nós, expondo a figura em meio de mil lojinhas de suvenirs, artesanatos, roupas e vestes típicas, bem como de produtos falsificados de marcas famosas.



A fome e a sede foram aumentando e naquele lugar de limpeza duvidosa não havia onde comer. Encontramos um café onde literalmente só poderiamos consumir cafés, chás e sucos. Nada, nadinha para comer. Até que passou por nós um senhor carregando uma bandejinha contendo vinagrete, pão, suco de limão e algo que estava coberto mas, com um cheiro delicioso. Sem opção de onde comer e, com muita fome seguimos o senhor. Ele não falava uma palavra de inglês, mas compreendia alguma coisa em francês e, fizemos ele nos levar até a fonte da comida cheirosa. E lá fomos nós, pelas ruas estreitas da medina, dobra aqui, sobe alí, anda mais um pouquinho, sobe uma escada estreita e tadãããam! Chegamos a cozinha do Sr. Mustafá. Tudo bem pequeno, bem simples e bem longe de estar limpo. Ele serve trabalhadores da medina em um mini restaurante improvisado na sua própria casa. E é lá no terraço que ele prepara o famoso tangine marroquino em panelinhas artesanais de barro.

Tudo o que tinha de feio o lugar, tinha de simpatia o senhor Mustafá que nos serviu exatamente o que havíamos visto na bandejinha e mais um delicioso chá de menta, sem açúcar, para atender ao nosso pedido.





Será que preciso dizer quem é o Mustafá? O senhor querido que não tem o hábito de tirar retratos é que foi o nosso guia e ao centro minha amada amiga e companheira de aventuras, Camila!

O almoço no terraço do Senhor Mustafá foi uma das experiências mais bacanas dos últimos tempos. A simplicidade do local e a experiência de sermos muito bem acolhidas, na casa de nativos daquele país de cultura exótica, onde a mulher não tem voz, nem vez. E saírmos de lá alimentadas, não só do estômago, mas a alma também, foi sem dúvida uma experiência irretocável. Leve sua coragem ao Marrocos!

domingo, 8 de junho de 2014

Cataratas do Iguaçú


Um dos principais destinos turísticos do Brasil, que é divido amigavelmente com Argentina, as Cataratas do Iguaçu é um passeio imperdível para toda a família. Trata-se de  um mergulho na natureza, em uma área de mais de 600 mil hectares, de floresta Atlântica, além de uma rica fauna e flora. 
Vamos a visita!


 Chegando no parque já com o ingresso na mão. Você pode adianta e comprar por aqui. Se você for brasileiro lembre-se de levar a sua identidade, pois para nós o ingresso é mais barato!



Pensa em uma paz e um cheirinho de mato! É aqui!



 Saindo do espaço ao visitante você pode tomar o ônibus que o levará ao inicio da trilha! Detalhe, todos os ônibus são lindos assim, com imagens da fauna local.


Já no primeiro mirante, onde podemos avistar as lindas quedas do lado argentino. Já dá aquela sensação de UAU!

            Com o dia ensolarado foi um festival de arco-iris para todos os lados!

Vendo as quedas beeem de pertinho! A natureza não tem explicação!

No final da trilha há um elevador panorâmico onde podemos chegar a outro mirante que nos proporciona esta vista aqui! Mais uma vez, UAU!


Saindo do elevador você já pode se dirigir ao estacionamento para tomar o ônibus que o levará de volta a entrada do parque!


Dicas extras:

- As capas de chuva são essenciais se você deseja ir até a "garganta do diabo". Na entrada do parque elas são muito mais baratas que lá dentro. Já garanta a sua na chegada.

- Use roupas e calçados impermeáveis. Tênis só de for de couro, caso contrário seus pés podem voltar encharcados.

- Dentro no parque há diversas lanchonetes. Porém, esteja atento, os quatis estão por toda parte e eles literalmente roubam sua comida! Se você duvida, dá uma olhada nesse vídeo!




E como nada é tão bom que não possa melhorar. Quando a gente chega em uma cidade turistica sempre precisa de uma ajuda. E eu super indico a empresa de receptivo que tivemos em Foz. A Brasil Das Águas Tur oferece um serviço excelente. Desde os traslados para o aeroporto. Ao guia exclusivo que me pegou na porta do hotel e me acompanhou no passeio. O serviço é super eficiente e os guias super atenciosos.


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Lagoa da Conceição - E seus pequenos detalhes



O bairro Lagoa da Conceição, em Florianópolis é conhecido por suas belezas naturais, pelos bons restaurantes e pela agitada vida noturna. Mas este mesmo bairro é cheio de charme e pequenos detalhes que o deixam mais bonito. Este post é para mostrar alguns detalhes do bairro que normalmente passam despercebidos aos olhos de todos.

A avenida das Rendeiras e as dunas que levam a praia da Joaquina!

A vista do caminho para o Santuário.


Paraíso para a prática de Kite Surf na Ponta das Almas.


O amor ao bairro está em forma de mosaico nos postes!


Olha quem mais veio fazer sua morada na Lagoa!


O grafite nas paredes desta banca de revista!
Aqui é primavera o ano inteiro!


* Todas as fotos pertencem ao blog. Caso deseje usá-las fale antes com nossa autora, Nicole Nazer.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

As maiores saias justas ao redor do mundo!


Não basta abrir mão de tudo em terra, compartilhar uma cabine minúscula com mais 3 pessoas, trabalhar muitas horas por dia, administrar as dores no corpo e a saudade. Você ainda vai passar por muitas saias justas fora do barco. Selecionei as minhas 3.

1º Compras frustradas na Turquia
Quando recebi meu primeiro salário estava ávida por comprinhas. Então um dia, desci com as colegas em Izmir, na Turquia, uma cidade portuária, com um ótimo comércio. Sai com pouco mais de cem euros, uma nota inteira e alguns trocados. Entramos em uma loja fast fashion, tipo uma prima turca da C&A. Escolhi um vestido e algumas daquelas peças que não preciso, mas gostei e vou levar, do tipo acessórios, meias e zas. Quando chegamos ao caixa, a primeira colega passou suas compras, e o moço do caixa usou aquela caneta que identifica notas falsas, se a caneta riscar na nota é porque a nota não é confiável. E a bendita riscou nas notas dela, mas ela, prevenida tinha mais dinheiro e conseguiu pagar suas compras. Quando chegou a minha vez, estava tranquila, afinal, o dinheiro novinho que eu acabara de receber a bordo, com certeza, era confiável. Mas me enganei, o brutamontes pegou meus suados cem euros e tascou a caneta, fez um risco amarelo na minha nota e perguntou se eu tinha outra. Eu disse que não. Ele disse que aquela nota ele não aceitava. Eu perguntei então, como faria para pagar. Ele disse que sentia muito, mas que como meu dinheiro não era confiável eu não poderia comprar. O queeee???? Cooooomo assim?
Falei todos os palavrões, não, quase todos. Poupei os de baixo calão, como sempre. E o que mais me indignava é que eu estava dando uma lição de moral e gastando meus seletos palavrões e o infeliz do turco não estava entendendo absolutamente nada.
No meio desta confusão toda, entra na loja a minha Best Friend on board e diz:
"- Niqui, tem uma loja linda aqui na frente, cê vai enlouquecer!"
Resumo, entramos na loja, fomos atendidas pelos proprietários, que eram os únicos que tinham uma leve noção de inglês. Fomos tratadas que nem princesas. Naquele dia voltei para o barco cem euros mais pobre, e com a mala muito mais cheia, de roupas lindas, por preços que se contar, nem eu acredito.


2º Buenos Aires, 50º!

No nosso primeiro porto em Buenos Aires, estava um calor absurdo. Me sentí queimando no mármore do inferno ao dar um rolé na calle Florida. Na ida, minha best friend on board e eu pegamos um taxi honesto. Na volta o tempo estava curto, fomos em busca de um taxi, e eu que já conheço os taxistas da capital porteña de outros carnavais já estava preparada para algum golpe. Um deles queria nos cobrar 500 pesos, para andar 5 minutos. Oi? O outro, simplesmente arrancou o carro a hora em que perguntei se ele "prendia o taxímetro". Resumo, do final da Florida até o porto não era longe. Era só um caminho curto, porém desconhecido, em uma zona portuária, sob um sol que deixava o asfalto mais quente que chapa de xis. Fomos caminhando, caminhando, caminhando. E o tempo para chegar ao trabalho cada vez mais curto, até que tivemos a brilhante ideia de correr. Claro! Sair correndo, atravessando a rua no meio de caminhões, afinal, zona portuária. E o sol cozinhando todas as partes da nossa pele em que a roupa não cobria. Quando chegamos a cabine nos deparamos com a cor das nossas peles. Era um vermelho de gringo que passa o dia em copacabana sem protetor solar. Na cabine tomamos uma ducha, afinal e subimos para trabalhar uns 5 minutos atrasadas. Porém exaustas e com a pele cor de pimentão que  foi motivo de gargalhadas dos colegas. Naquele dia fomos carinhosamente chamadas de "well done", (carne bem passada) pelos colegas.



3º  O capuccino mais caro do mundo

Em Gibraltar, uma ilha no mediterrâneo que pertence a Inglaterra, era a minha última parada antes do desembarque. E, como eu já sabia que teria muitas horas de espera nos aeroportos, precisava de um lugar com internet para configurar meu computador. Só que a cidadezinha foi ficando deserta, as pessoas iam sumindo da rua, os bares e restaurantes fechando, e encontrar um local com internet foi ficando cada vez mais difícil. Restou só um pub, que acabou sendo o bar dos tripulantes. E lá havia o que eu precisava: wifi. Para não ficar chato, me infiltrar no meio da galera, colocar a senha da internet e depois sair sem consumir nada, eu pedi um capuccino, desses comuns. Capuccino, mesa a meia luz e computador, clima perfeito, para o namorado ficar com ciúmes, do computador, é claro. Usei a leeenta internet e consegui fazer parte do que eu queria. Na hora de ir embora, fui pagar e, adivinha? Cinco libras!!! O que? Cinco libras por um capuccino? Isso são 20 reais, por uma taça média, um namorado emburrado e meia hora de internet a lenha. O problema maior não é pagar 5 libras e sim, se sentir refém da falta de opção.

Dias depois, meu namorado encontrou uma moedinha no chão da cabine, e eu já havia guardado tantas moedinhas de tantos lugares que, já estava com medo que por conta delas eu corria o risco de pagar excesso de bagagem e, nem dei bola. Quando ele disse: "Ó, é uma libra!" Dei um pulo, na terra da rainha, uma libra vale um capuccino da minha terra. Passa essa moedinha pra cá.



segunda-feira, 14 de abril de 2014

A parte do Rio em que ele continua lindo



Neste último verão estive no Rio de Janeiro pelo menos umas 10 vezes. A maioria das chegadas ao Rio eram pela manhã, tão cedo que nem o sol havia nascido ainda. O sol, chegava junto conosco e acordar antes das 6hs da manhã para presenciar este espetáculo estava valendo a pena. A cidade começava a revelar sua silhueta, de morros, prédios e praias e ao fundo todos os tons do amanhecer. Meo deos mas que cidade linda!

 Mas, como o tempo de tripulante é curto, meus passeios eram aos arredores do porto e do centro da cidade. Me batia uma sincera ansiedade de ir mais longe e descobrir aquela parte do Rio que inspirava canções de Tom e Vinícius.
Na virada do ano, em alto mar presenciamos a queima de fogos em Copacabana, que sem dúvida foi um momento, UAU!  Em um domingo de sol, meu namorado e eu tomamos um táxi e fomos para o famoso posto 9, em Ipanema. Meo deos, que praia mais lotada! Relax não se encontra por lá. O metro quadrado na areia é disputado, não só por quem quer um lugar ao sol para repor a vitamina D, já que bronzeado, no meu caso estava muito difícil. Mas também por aqueles que querem vender alimentos, suvenir e bebidas para quem está na areia e mais, os que querem concorrer com os que estão vendendo. Ou seja, caos total. A água do mar bem que estava agradável, o bixcoito globo  bem que estava gostoso e o côco, geladinho. Mas muvuca, não é a minha praia.

As semanas iam passando e minhas oportunidades de ir mais longe ficando cada vez mais difíceis.  Queria conhecer a floresta da Tijuca, Santa Tereza, o Pão de Açúcar e claro, o Redentor. Eis que na nossa última ida a cidade, apareceu uma oportunidade imperdível. Tratava-se de uma excursão ao Cristo, especial para tripulantes e com um preço inacreditável.
E claro, eu não poderia deixar de aproveitar. Não sou muito adepta de excursões. Gosto de me perder pelo caminho, e com hora marcada e guia acompanhando os momentos a sós comigo mesma ficam impraticáveis. Mas era pegar ou largar. No dia marcado eu estava lá, pronta para cruzar mais uma fronteira. Subi no ônibus, escutei todas as histórias contadas pela guia e embarquei no trem vermelho junto com gente do mundo inteiro. Passeamos pela floresta e quando chegamos lá em cima, uau! Ele estava lá, entre nuvens e raios de sol. O Redentor, de braços abertos a nos receber. Que sensação maravilhosa. Me senti feliz da vida, não sabia se contemplava ele ou, a vida que havia lá em baixo com aquela vista de 360° da cidade. Momento memorável. O Rio de janeiro já havia me mostrado seu morador mais ilustre, ou o morador ilustre é que havia me apresentado sua cidade maravilhosa.

Fui embora de volta para o barco com aquela deliciosa sensação de fronteira cruzada e com a certeza de que Tom e Vinicius não haviam exagerado, o Rio, realmente é lindo.




sábado, 31 de janeiro de 2009

Gramado, mais uma vez!



Nos últimos 4 anos tenho tido o prazer de passar uma semana naquela que para mim é a cidade dos sonhos: Gramado!

Mas acredito que este ano foi melhor que os anteriores, fiquei muito bem instalada, adooooro mordomias! E as companheiras de aventura também era ooootemas! Riamos o tempo inteiro! Adoooro!

No primeiro dia chegamos e fomos fazer turismo, fotos e mais fotos pelo caminho, e em Gramado o q não falta é lugar sugestivo para tirar fotos!!

E falando em lugar sugestivo, sugiro o hotel Laghetto, super bem localizado e com vista panorâmica para o lago Joaquina Bier, isso sem falar que ao final da tarde banheiras de hidromassagem esperam por aqueles que tiveram um dia cansativo, um simpático senhor faz limpeza de pele nas hóspedes, o café da manhã tem coisas saudáveis e engordantes e eles emprestam bicicletas para aqueles que querem fazer um passeio diferente pela cidade e eu é claro que peguei uma e fui pedalar. Fazia muito tempo que não andava de bicicleta. A sensação de liberdade é maravilhosa, e em todos os momentos estava com aquele olhar atento de quem tinha muito a descobrir, tanto pelas belezas do lugar quanto pelo trânsito. Gramado é cheia de curvas e rótulas temos que estar sempre atentos!

A noite é sempre super agitada, com inúmeras opções gastronômicas e de lazer. O Bill Bar já é super famoso, está sempre lotado nesta época devido ao movimento da Fenim. O bar vira point noturno, paqueras e amigos, todos certamente estarão por lá!

Escolhi algumas imagens para encerrar com chave de ouro:
Vista do hotel Laghetto!


O charme das ruas de Gramado!