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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Receita de Smoothie
Alow verão! Alow semana do carnaval, da festa, da praia e da preguiça pós festa e praia!
Aqui vai uma receitinha fácil, rápida e deliciosa de smoothie, especialmente para aqueles dias quentes em que a fome fala alto, mas não há ânimo para estar em frente ao fogão!
Vamos lá!
Um bowl de melancia em cubos congelada
Um bowl de banana picada congelada
150 ml de leite (pode ser de soja, de arroz, de amêndoas...)
Gengibre a gosto
Bata a melancia congelada do liquidificador e vá adicionando leite aos poucos. Importante, não coloque todo o leite de uma vez só. Quando a melancia já estiver bem triturada adicione a banana e coloque o leite restante. Para quem gosta de sabores picantes e refrescantes o gengibre é perfeito para ser adicionado nesta hora. Vá alternando as batidas no liquidificador, com mexidas com a colher. Quando a consistência estiver como a de um sorvete é hora de servir e desfrutar!
Depois que fizer a receitinha comenta aqui no post contando como ficou!!
Ah, se você gosta de sorvetes industrializados dá uma olhada neste vídeo do canal Do Campo á Mesa e saiba um pouco mais sobre o que você está consumindo!
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Marrocos - Casablanca
Um sol de rachar no final do mês de setembro, assim era o clima quando chegamos em CasaBlanca, Marrocos. Todas as pessoas que conheço que já haviam passado por lá relatavam más experiências em termos de assédio e "tudo pelo seu dinheiro". Então, três amigas e eu já saímos prevenidas. Tentamos ir o mais cobertas possível para não expormos "a figura" e não chamarmos tanto atenção. Mas, nosso sacrifício foi quase em vão. Ao colocarmos o pé para fora do porto começaram a chover ofertas de táxis, cada um com um valor e um motorista mais insistente que o outro. Elegemos um que nos levou para um pequeno tur nos dois lugares que mais nos interessavam conhecer: uma mesquista e a medina.
E lá fomos nós para a importante e imponente mesquita para uma sessão de fotos na área externa já que não somos muçulmanas e não podemos entrar (há horários específicos para visitação).
Saindo de lá nosso motorista de olho no nosso dinheirinho queria nos levar para comprar tapetes, óleo de argam e outros produtos típicos marroquinos. Fomos curtas e grossas diante de tamanha insistência, e fomos a medina. Depois de muito argumentar, lá estávamos nós, expondo a figura em meio de mil lojinhas de suvenirs, artesanatos, roupas e vestes típicas, bem como de produtos falsificados de marcas famosas.
A fome e a sede foram aumentando e naquele lugar de limpeza duvidosa não havia onde comer. Encontramos um café onde literalmente só poderiamos consumir cafés, chás e sucos. Nada, nadinha para comer. Até que passou por nós um senhor carregando uma bandejinha contendo vinagrete, pão, suco de limão e algo que estava coberto mas, com um cheiro delicioso. Sem opção de onde comer e, com muita fome seguimos o senhor. Ele não falava uma palavra de inglês, mas compreendia alguma coisa em francês e, fizemos ele nos levar até a fonte da comida cheirosa. E lá fomos nós, pelas ruas estreitas da medina, dobra aqui, sobe alí, anda mais um pouquinho, sobe uma escada estreita e tadãããam! Chegamos a cozinha do Sr. Mustafá. Tudo bem pequeno, bem simples e bem longe de estar limpo. Ele serve trabalhadores da medina em um mini restaurante improvisado na sua própria casa. E é lá no terraço que ele prepara o famoso tangine marroquino em panelinhas artesanais de barro.
Tudo o que tinha de feio o lugar, tinha de simpatia o senhor Mustafá que nos serviu exatamente o que havíamos visto na bandejinha e mais um delicioso chá de menta, sem açúcar, para atender ao nosso pedido.
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| Será que preciso dizer quem é o Mustafá? O senhor querido que não tem o hábito de tirar retratos é que foi o nosso guia e ao centro minha amada amiga e companheira de aventuras, Camila! |
O almoço no terraço do Senhor Mustafá foi uma das experiências mais bacanas dos últimos tempos. A simplicidade do local e a experiência de sermos muito bem acolhidas, na casa de nativos daquele país de cultura exótica, onde a mulher não tem voz, nem vez. E saírmos de lá alimentadas, não só do estômago, mas a alma também, foi sem dúvida uma experiência irretocável. Leve sua coragem ao Marrocos!
sexta-feira, 20 de junho de 2014
O que é qualidade de vida?
É engraçado, que até pouco tempo atrás, todo mundo queria ser
rico. Hoje todo mundo deseja a tal qualidade de vida. Bem como tv de tela
plana, marcar presença em festas badaladas. Comer em lugares caros. Ou ter um
bom estoque de produtos industrializados, macarrão instantâneo e bebidas na
dispensa. Ter a roupa da moda, a roupa de grife e a roupa nova para o final de
semana. Bem como a bolsa, o sapato, o relógio e todos os outros itens que
vendam uma boa imagem pessoal. Todo mundo quer qualidade de vida, e quer também
o carro do ano, um telefone de última geração para estar conectado a tudo e a
todos em tempo integral. Todo mundo quer qualidade de vida e um cartão de
crédito sem limite.
Se você pensa que qualidade de vida está relacionada com algum desses exemplos acima, não quero te decepcionar, mas você não sabe de nada. Relaxa, não vou chamar você de inocente.
Qualidade de vida nada tem a ver com acúmulos materiais. O moderno não é ter uma tela plana do tamanho da janela da sala de embarque do aeroporto. Mas sim, não ter televisão. Estou falando sério. Noticias podem ser lidas nos jornais, filmes no cinema e pela internet. E se você quer ser entretido liga o som, coloque um disco para tocar e dance no tapete da sala. Outra excelente opção é abrir um livro.
Carro é um facilitador da vida moderna. E com os incentivos da indústria automobilística, todos podem adquirir um. Mas ele também é a peça fundamental para a contribuição naquele inferno chamado trânsito. Troque-o por bicicleta ou uma boa caminhada. Faz bem para a saúde, e em alguns casos, você pode até chegar mais rápido. É uma delícia caminhar e descobrir novos lugares, ou aqueles que até então eram só vistos de longe.
Antes de comprar uma roupa, reflita se ela realmente é necessária. A moda e a mídia criam nas pessoas a necessidade de consumo por coisas que elas não precisam de fato. E vendem a ideia de que aquilo que estão usando, dão status e as tornam interessantes. Estar bem vestido é importante. Mas tão importante quanto isso é a consciência da necessidade do consumo. A grande maioria não compra porque precisa. Compra por prazer. Para expor, para colecionar, para acumular e fomentar a indústria da moda. Considerando que, ser interessante, elegante e atraente, são características de comportamento e não podem ser compradas. Logo, não são as roupas que tornam as pessoas melhores.
A vida noturna bem que diverte, especialmente quando for esporadicamente com um bom grupo de amigos. Já a constante vida noturna, regada a álcool, má alimentação e pouco sono, é excelente para quem quer envelhecer mais cedo. Há quem busque isso como diversão, e há quem use como preenchimento de uma vida vazia.
Viajar é importante, o mundo vai muito mais longe do que a vista da sua janela. Viajar enriquece a biografia. Ir para lugares em meio à natureza recarregam a alma. Viajar para conhecer novas culturas torna as pessoas menos preconceituosas. Viaje. Desbrave o mundo. Cruze fronteiras. Aprenda novos idiomas. Ah, o mundo vai muito além dos destinos de compras e das praias com festas badaladas.
Tem gente por ai querendo ser rica. Mas é tão pobre que pensa que qualidade de vida é um conjunto de itens que podem ser comprados. Pare de comprar. Quanto mais se compra mais lixo se produz. E o lixo vai pra onde mesmo?
Minimize-se. Simplifique-se.
Deixe o carro em casa. Aprenda a descobrir novos caminhos e administrar de outra forma o seu tempo. Descubra o valor dos alimentos frescos e feitos em casa. Plante e consuma aquilo que veio do seu quintal. Desconecte-se. Não deixe todos os seus passos registrados nas redes sociais. Ao invés disso, compartilhe boas ideias. Leia mais. Ler e vivenciar são as melhores maneiras de adquirir conhecimento. Qualifique-se e invista também em aprender novas atividades. Tenha e pratique um hobbie. Lembre-se que atividades físicas são vitais para a saúde, o corpo e a mente. Não cultive ressentimentos, rancor e inimizades. Cultive o respeito, a tolerância e o bom humor. Exercite a sua paciência com as limitações dos outros, da mesma forma que precisarás que os outros sejam pacientes com suas limitações. Estimule sua criatividade. Insira o contato com a natureza na sua rotina.
Qualidade de vida não está relacionada a poder aquisitivo. E sim com a riqueza de saber viver em um mundo com bilhões de itens em oferta, e optar em ter simplesmente aquilo que não pode ser comprado.
Se você pensa que qualidade de vida está relacionada com algum desses exemplos acima, não quero te decepcionar, mas você não sabe de nada. Relaxa, não vou chamar você de inocente.
Qualidade de vida nada tem a ver com acúmulos materiais. O moderno não é ter uma tela plana do tamanho da janela da sala de embarque do aeroporto. Mas sim, não ter televisão. Estou falando sério. Noticias podem ser lidas nos jornais, filmes no cinema e pela internet. E se você quer ser entretido liga o som, coloque um disco para tocar e dance no tapete da sala. Outra excelente opção é abrir um livro.
Carro é um facilitador da vida moderna. E com os incentivos da indústria automobilística, todos podem adquirir um. Mas ele também é a peça fundamental para a contribuição naquele inferno chamado trânsito. Troque-o por bicicleta ou uma boa caminhada. Faz bem para a saúde, e em alguns casos, você pode até chegar mais rápido. É uma delícia caminhar e descobrir novos lugares, ou aqueles que até então eram só vistos de longe.
Antes de comprar uma roupa, reflita se ela realmente é necessária. A moda e a mídia criam nas pessoas a necessidade de consumo por coisas que elas não precisam de fato. E vendem a ideia de que aquilo que estão usando, dão status e as tornam interessantes. Estar bem vestido é importante. Mas tão importante quanto isso é a consciência da necessidade do consumo. A grande maioria não compra porque precisa. Compra por prazer. Para expor, para colecionar, para acumular e fomentar a indústria da moda. Considerando que, ser interessante, elegante e atraente, são características de comportamento e não podem ser compradas. Logo, não são as roupas que tornam as pessoas melhores.
A vida noturna bem que diverte, especialmente quando for esporadicamente com um bom grupo de amigos. Já a constante vida noturna, regada a álcool, má alimentação e pouco sono, é excelente para quem quer envelhecer mais cedo. Há quem busque isso como diversão, e há quem use como preenchimento de uma vida vazia.
Viajar é importante, o mundo vai muito mais longe do que a vista da sua janela. Viajar enriquece a biografia. Ir para lugares em meio à natureza recarregam a alma. Viajar para conhecer novas culturas torna as pessoas menos preconceituosas. Viaje. Desbrave o mundo. Cruze fronteiras. Aprenda novos idiomas. Ah, o mundo vai muito além dos destinos de compras e das praias com festas badaladas.
Tem gente por ai querendo ser rica. Mas é tão pobre que pensa que qualidade de vida é um conjunto de itens que podem ser comprados. Pare de comprar. Quanto mais se compra mais lixo se produz. E o lixo vai pra onde mesmo?
Minimize-se. Simplifique-se.
Deixe o carro em casa. Aprenda a descobrir novos caminhos e administrar de outra forma o seu tempo. Descubra o valor dos alimentos frescos e feitos em casa. Plante e consuma aquilo que veio do seu quintal. Desconecte-se. Não deixe todos os seus passos registrados nas redes sociais. Ao invés disso, compartilhe boas ideias. Leia mais. Ler e vivenciar são as melhores maneiras de adquirir conhecimento. Qualifique-se e invista também em aprender novas atividades. Tenha e pratique um hobbie. Lembre-se que atividades físicas são vitais para a saúde, o corpo e a mente. Não cultive ressentimentos, rancor e inimizades. Cultive o respeito, a tolerância e o bom humor. Exercite a sua paciência com as limitações dos outros, da mesma forma que precisarás que os outros sejam pacientes com suas limitações. Estimule sua criatividade. Insira o contato com a natureza na sua rotina.
Qualidade de vida não está relacionada a poder aquisitivo. E sim com a riqueza de saber viver em um mundo com bilhões de itens em oferta, e optar em ter simplesmente aquilo que não pode ser comprado.
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