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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Diário de Bordo - Santorini

Quantos suspiros cabem em uma Santorini?

Talvez o destino mais charmoso da Grécia, Santorini foi originado pela erupção de um vulcão que fica logo em frente a cidade principal. E lá, no topo de uma das montanhas rochosas do arquipélago que estão as famosas casinhas brancas debruçadas sobre o mar azul do mediterrâneo.

                                                               Amor a primeira visita!

 O vulcão!
Lá em cima podemos avistar a cidade no topo da montanha rochosa.

                                                                         Uma pintura?

Santorini é uma festa para os olhos.  Já na saída do teleférico um dos pontos mais famosos para fotos indica a festa que os olhos terão pela frente. É difícil escolher o que é mais bonito, se a vista panorâmica do arquipélago, se os navios suntuosos  sobre o mar azul, se a arquitetura cheia de personalidade ou se todo o charme e o estilo low profile das ruas estreitas cheias de lojas, bares, restaurantes, igrejas e gente do mundo todo circulando por ali.



                                                    Uma das tantas igrejas de Santorini.

É essa a vista que Santorini nos recebe na chegada!

Sapatos confortáveis, roupas leves, câmera fotográfica e uma garrafa de água são escolhas necessárias para quem quer aproveitar o dia na cidade. Por ser um destino turístico Santorini não é barata. Mas se pensar em quantas vezes se pode estar na cidade, cada centavo valerá a pena. Para quem busca opções mais em conta, nas ruas onde transitam os carros, fora do circuito mais turístico, há uma diversidade de bares e restaurantes mais econômicos, porém sem aquela vista deslumbrante de bônus.


As ruas de Santorini.

Há em Santorini outra espécie de beleza natural. Basta sair da zona turística e ir em busca das ruas onde é possível transitar de carro para ver, por todos os lados, de moto sem capacete, vestindo coletes e óculos de sol, lá estão eles, os gregos. Os homens gregos são um capítulo a parte e nos fazem entender o porque são chamados de "deuses gregos". Como gosto é uma coisa muito pessoal, recomendo as moças de plantão que vão pessoalmente conferir as belezas que só Santorini possui.


Quantos suspiros cabem neste café?

Há três formas de chegar na ilha, pelas escadas, pelo teleférico que custa dois euros e é a alternativa mais rápida ou os famosos burrinhos que sobem as escadas com os turistas no lombo. Que tal experimentar?


Quase 600 degraus para chegar no topo!

domingo, 3 de novembro de 2013

Diário de Bordo - Istambul


Contemporânea e conservadora. Istambul é feita de contrastes e fronteiras. Divida pelo passado e pelo presente na ponte que liga a Istambul Moderna a Istambul Antiga e pelo estreito do Bósforo e sua ponte (na foto abaixo) imponente que a noite se ilumina e sinaliza que de um lado estamos na Ásia e do outro na Europa.

Ao fundo a ponte do estreito do Bósforo.

 A religiosidade está por toda parte,as mesquitas e suas torres imponentes podem ser vistas de longe e de todos os lados, especialmente na parte antiga de Istambul. Pelas ruas as mulheres transitam apressadas e quase sempre acompanhadas, com seus cabelos cobertos por lenços coloridos ou com o tradicional xador, aquele que cobre o corpo todo e deixa só os olhos visíveis atrás dos panos negros.



Em frente a uma das dezenas de Mesquitas.

Os turcos horam a fama de serem bons de negócio. Não há como não entrar em uma loja sem chorar um descontinho. No meu primeiro dia, já sabendo desta fama, fui comprar pashiminas. A primeira que gostei custava 20 liras. Uns 20 minutos, muito choro e negociação saí da loja com 3 pashiminas, incluindo a primeira que gostei, pelas mesmas vinte liras e um beijinho na bochecha do vendedor.

Tradicionais "loxinhas" turcas.

Eu tinha uma grande expectativa em conhecer o Grand Bazaar. E comprovei novamente que, a expectativa é a mãe da frustração. O bazar tem muitas lojas e lindas mercadorias tipicas turcas como as jóias, as luminárias e claro, as pashiminas. Além de réplicas de bolsas, roupas e sapatos de grifes famosas para todos os gostos. Os preços não são os mais atraentes, talvez por ser uma região muito turística. Não dá para aceitar a primeira oferta e para fazer bons negócios é imprescindível que se leve tempo para negociar, dinheiro para comprar e muita paciência para transitar pelos labirintos do bazar. A comunicação não é difícil, a maioria dos vendedores fala alguma coisa de inglês e como são bons de lábia, sempre sabem alguma frase em espanhol e até português.

Tratando de "negócios" com direito ao tradicional chá turco.

No meu roteiro faltaram diversos lugares que eu gostaria de ir, como a Mesquita Azul, ah dizem que a noite de Istambul é super agitada, mas esses programas ficarão para uma próxima oportunidade.
A cidade tem um eficiente serviço de transporte público, uma espécie de metrô que liga a Istambul Moderna a Istambul Antiga por 3 liras. Cada lira vale um pouco mais de 1 real. O metrô já vem sinalizado com os principais pontos turísticos como o Grand Bazaar e o porto.



Minha despedida da Turquia foi no deck 7 do navio, com a cidade iluminada ao fundo e um gostinho de quero mais!


By by Turquia!


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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Diário de bordo - Enfim em alto mar!

Uma cabine pequena, no subsolo de um navio, este é meu novo endereço. Meu local de trabalho fica 9 andares acima durante o dia e 5 andares durante a noite. Tenho sido muito pontual para chegar no trabalho. Minhas companheiras de cabine são ótimas, ambas brasileiras, uma já virou amiga antes mesmo de entrarmos no navio, a outra, por sorte ou ironia, é de Floripa.

Média de 11 horas diárias de trabalho literalmente pesado dividido em 2 turnos. O sono nunca vem completo, aquelas desejadas oito horas, vem em parcelas. Isso sem contar no fuso horário, aqui no mediterrâneo temos 5 horas a mais. Isso tudo junto, resulta em uma coisa chamada cansaço, as vezes exaustão. No final do dia volto para a cabine com o sincero desejo de poder flutuar, tamanha a dor nos pés. Isso me lembra os tempos de eventos, em que ficava infinitas horas em cima de um scarpin. Conforme já esperado, doem partes do meu corpo que eu nem imaginava que existiam. Estou fortalecendo minha musculatura de tanto caminhar e carregar peso. Como tudo tem um lado bom, vou descer magra e sarada no final do contrato.

Circulamos por corredores que mais parecem labirintos. Temos treinamento semanal de segurança. Andamos o tempo inteiro com uma name tag no lado esquerdo do peito. O uniforme já está andando sozinho e aquela cinta para as costas já é quase um novo membro do corpo. Fome é coisa que não se passa. Há muita comida por aqui. Muita mesmo. Durante o dia faço as refeições no crew mess, o restaurante da tripulação não oficial, em meio aos tripulantes de todas as partes do mundo, especialmente asiáticos, latinos e brasileiros. A noite comemos no restaurante em que trabalhamos, podemos inclusive comer os pratos e sobremesa que servimos.

Da janela do buffet onde trabalho durante o dia vejo a Europa passando, vejo os portos, as paisagens o mar infinito e vejo outras coisas quase inacreditáveis. Na manhã da última terça feira, meu segundo dia a bordo, comecei em torno das 6hs da manhã e ainda não havia amanhecido. Cerca de uma hora depois, o sol foi nascendo e pelas janelas eu enxergava as montanhas que sustentavam um lugar dos sonhos chamado Santorini. Pela janela eu olhava eufórica o que estava na rua, sem acreditar, querendo me beliscar. Santorini, aquele pedaço do paraíso que eu só via nas páginas da Viagem e Turismo estava finalmente diante dos meus olhos. Como diriam os colegas, são os relatos das alegrias de um primeiro contrato a bordo.

Por aqui é uma nova pequena conquista a cada dia. E cada uma delas eu comemoro cantando "We are the champions my friend". Tenho muito o que contar e compartilhar, vai ser aos poucos pois a internet e o tempo são quase artigos de luxo. Beijos de amor, de alguém que um dia decidiu não só sonhar.

Nicole Nazer

sábado, 21 de setembro de 2013

A caixa de presentes


A vida adulta tem inúmeros prazeres, mas há uma, uma não, muitas coisas que na vida adulta não tem a menor graça. Uma delas é comemorar aniversários.  Aniversário de adulto não tem cachorro quente, não tem negrinho, branquinho e bala de côco enrolada em papel celofane. Menos ainda balão surpresa. O que poderia ser mais legal e mais esperado do que a hora de estourar o balão? Mesmo que lá dentro viessem balas, pirulitos, chicletes e outras delicias que deviam ser consumidas de forma moderada posteriormente sempre acompanhadas do aviso: vais ficar com os dentes cheios de cárie. A emoção nem estava no conteúdo, mas sim na adrenalina em conseguir um bom lugar para arrecadar o maior número de brindes possível. Ah, e a alegria pré adolescente em cantar "com quem será?" e descobrir qual o nome que deixaria o aniversariante com as bochechas vermelhas. E como nada é tão bom que não possa melhorar ainda havia a hora dos presentes. O prazer em abrir dezenas de pacotes coloridos e estender tudo em cima da cama, ou, voltar a loja no dia seguinte para alguma eventual troca.

Aniversário de adulto não tem a mesma graça. A começar pelo cardápio. Não tem cachorro quente, nem coxinha e raramente há negrinho. As festas são em locais impessoais, bares, restaurantes e baladas, ondem existem outros milhares de passantes que nada tem a ver com a festa. Balão surpresa que é bom, só nas memórias da infância. Na vida de adulto raramente há tempo para encontrar os amigos, logo, ter a presença deles na data natalícia é uma glória. 

Adulto também não ganha presente. Se tornou uma raridade levar presentes a amigos adultos, especialmente quando eles comemoram seus aniversários na balada. Imagina chegar naquele local cheio de gente com um embrulho embaixo do braço? Nâo combina. E os poucos que se aventuram em levar presentes, ainda encontram outro desafio pela frente: o de não conhecer o gosto do aniversariante. Nessas horas vem as gafes. Um homem de trinta e poucos anos, solteiro, amante dos esportes, de viagens, fotografia e cinema, combina com livros de assuntos de seu interesse ou um dvd de um filme clássico, muito mais do que com uma gravata ou um saca rolhas. Uma jovem mãe de trinta e poucos anos, dona de sua casa, que trabalha fora e ainda tem tempo de ter encontros românticos combina muito mais com um conjunto de lingerie do que com um  conjunto para xícaras de café. Presentear um adulto é delicado. Na dúvida, faça algo você mesmo, o mimo terá valor sentimental pelo carinho do seu trabalho. Ou se suas habilidades para trabalhos manuais não são lá essas coisas, um cheque presente de uma livraria pode ser uma ótima pedida. Se o presenteado não gosta de ler, certamente ele gosta de ouvir música e o vale terá um bom destino.

Comemorar é preciso. Levar presente não é obrigação e nem o que se espera na data. Mas também não precisamos acabar com a festa de uma jovem alto astral presenteando-a com um jogo de panos de copa. Não confundamos aniversários com chá de panela. No fim da festa, os aniversariantes agradecerão o bom senso. 

sábado, 7 de setembro de 2013

Desapego



Tudo o que acelera um dia, serena. O dia que este serenar chegar iremos nos encontrar com o desapego, não só do passado, mas com os sentimentos que ficaram bagunçados. A felicidade sincera da compreensão se encarregará de nos fazer companhia neste momento. E restará em nós a certeza de que foi bom e, passou.

domingo, 18 de agosto de 2013

Vidas quadradas



Ontem fiquei 30 minutos parada no trânsito para andar duas, du-as quadras. Já estava angustiada naquela estagnação pensando em subir no banco daquele retângulo de lata, com 4 rodas que servem para o transporte e fugir pela janela. Mas não fiz isso, simplesmente abri mão da missão e puxei a campainha para descer no próximo ponto. E continuei ali, sentada ao lado daquele quadrado de vidro empoeirado onde eu via os prédios. Prédios, retângulos compridos feitos de tijolos, aço e concreto, onde pude furtar instantes de quem vive lá. Pela janela quadrada do prédio via a sala iluminada, com pessoas entretidas por aquele quadrado onde aparecem imagens com alto poder de manipulação que chamamos de televisão. Eu via os moradores chegando, colocando senha para abrir a grade do portão. Da grade para a porta do prédio, de lá para um quadrado grande, de metal onde é possível se transportar na vertical. Do elevador para um apartamento, que é uma espécie de caixa de concreto, cheia de outras caixas fazendo divisórias e empilhadas em cima de outras caixas. Por serem caixas empilhadas não se pode fazer muito barulho. Sambar de salto na sala então, nem pensar. Não dá para falar alto, ter animais e crianças correndo, também não. Quem escolhe morar nestas caixas empilhadas tem que abrir mão de uma boa porcentagem da privacidade. Quem mora em caixa pensa ser feliz assim. Não tem jardim, não tem pomar, não cultiva uma horta e não tem balanço no quintal, simplesmente porque não tem quintal

Esta reflexão não é só por menos trânsito, afinal, foi ele que me fez parar e observar. Esta reflexão é acima de tudo por vidas menos quadradas.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Confesso

Preciso fazer um pedido, saia do meu imaginário!

Tá bom, eu sei que esse é um exercício que eu deverei fazer.  Sei também que cada um é responsável pelo que traz em seu imaginário e que os objetos de desejo não tem culpa de terem ido parar onde estão. Mas adoraria que você pudesse me ajudar e zarpar daqui.

Estava tudo em paz até eu sonhar com você aquela noite. E na noite seguinte e na outra e na outra. Estava tudo certo, você já era especial, mas de uma outra forma. Toda essa perturbação por culpa dos meus sonhos e meus sonhos por culpa do meu inconsciente e meu inconsciente, bom, não há como culpa-lo. Nada na vida pode ser mais consciente que o inconsciente.

As pessoas que trazemos no pensamento, na consciência, na memória e nos sonhos, fazem um certo papel de assombração. Algumas trazem coisas boas, boas lembranças, boas sensações e nos despertam para coisas novas. Mas todas ocupam no imaginário um espaço que deveria ser ocupado pela realidade.
E você é bonito demais para protagonizar o papel de assombração.

Quando você não aparece por aqui, sou eu que me transporto para os lugares que eu desejo estar contigo. Vou longe. Voo longe. Para te ver, para te buscar. Para satisfazer meu imaginário com a tua presença.

Não quero só te imaginar de longe, sem cheiro, sem calor e sem toque. Te quero por inteiro, carne osso e energia. Sorrisos, olhares, sons e pele. Continuo a esperar. Sei que ainda há outros ciclos que devemos atravessar.

Já prometi, jurei e sacramentei que guardo um ciclo inteirinho da minha vida, para que faça parte da minha vida real. Mas hoje eu peço, que só hoje você não apareça nos meus pensamentos.

sábado, 20 de julho de 2013

Dia do amigo!

Olá leitores queridos!

Depois de um final de semestre cheeio de boas novas e aquela corrida com as avaliações na universidade cá estou, com saudades de escrever por inspiração e não por obrigação! Hoje 20 de julho  que é um dos dias mais felizes do meu calendário cá estou de volta. E nada mais oportuno que em 20 de julho escrever para os amigos!

Feliiiz dia para quem compreende que "em 10 min to saindo" é muito mais que 10.


Para quem me ama até quando me ouve catando desafinada.

Para quem entende minhas piadas e sabe que por trás de toda minha maluquez ainda há lucidez.

Para quem guarda meus segredos.

Para os que foram pra rua protestar.

Para quem sabe que eu não como carne e ainda assim me convida pro surraxco só pelo prazer da cia.

Para quem ri comigo (e nisso eu sei que sou boa).

Para quem sabe que sinto saudades e é paciente com minha ausência.

Para quem eu compreendo, amo, perdoo, ouço, falo as verdades que acho que devo.

Para quem me ensinou alguma coisinha e permitiu que eu ensinasse alguma coisinha.

Para os que estão perto ou longe. Para os de ontem e para os de mil novecentos e antigamente. Para os que conquistaram minha amizade a certeza de que é para sempre, aconteça o que acontecer, eu tenho boa memória e lembro sempre de quem faz de alguma forma a diferença na minha vida!

SAUDADES (de muitos) e GRATIDÃO, para todos!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Manifestações em Florianópolis

O trajeto foi o TEMPO INTEIRO PACÍFICO, a multidão era composta de jovens assim como eu e tu. Então, já no final da caminhada, depois da curva da ponte Hercílio Luz (aquela do cartão postal) tínhamos a esperança de que iriamos para cima da ponte, até que, UAU. O que estou vendo é o que estou vendo? Sim, é. A ponte já está tomada, de ponta a ponta. Somos muuuuito mais do que podíamos imaginar. Momento INENARRÁVEL, ilustrado nesta foto de Flávio Neves.
Foi de arrepiar. Foi por mim, por meus amigos, por minha família, foi para os filhos e netos que ainda terei nesta terra. Fui só mais uma no meio de milhares e milhares. Mas assim como todos os milhares, mais uma disposta a fazer a diferença e para reivindicar pelo que é seu. O Brasil pertence ao povo e não aos governantes.

Boa noite para você que VIVE AS HISTÓRIAS que irá contar para os netos!

#VempraruaFloripa #Outonobrasileiro #Verasqueumfilhoteunaofogealuta 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

#OutonoBrasileiro




Em 2010 iniciou no oriente médio e em alguns países da Africa um movimento chamado Primavera Árabe. O estopim foi a auto imolação do verdureiro tunisiano 
Mohamed Bouazizi, como forma de protesto pelas opressões que havia sofrendo da policia local. Seu ato desencadeou uma série de outras manifestações e protestos em jovens de outros países. As redes sociais foram a grande aliada na divulgação e organização desses atos.  O povo foi para as ruas, lutar por seus direito e pelo fim da opressão vinda de seus governantes, muitos deles a anos no poder.

Se o Oriente Médio teve a primavera árabe, por aqui temos o OUTONO BRASILEIRO! Esta estações registram o esgotamento da população em relação aos seus governantes. Estes que defendem acima de tudo seus próprios interesses. É um desabafo coletivo de uma nação que cansou de ser marionete do governo e despertou o desejo de mudança.

 Nosso país está promovendo uma festa das grandes para literalmente todo o mundo, enquanto seus "filhos" estão carentes de coisas muito mais necessárias que modernos estádios de futebo
l. Não que os estádios não sejam bem vindos, são sim, afinal somos torcedores apaixonados. Mas não há coerência em investir na qualidade de futuros elefantes brancos, enquanto nós, os trabalhadores não temos qualidade nenhuma em coisas muito mais necessárias. Nossos profissionais graduados e muitos pós graduados ganham em um ano o que nossos governantes faturam em menos de um mês.
O Brasil sediar copa do mundo equivale a um assalariado comprar uma Ferrari. É bonito para os outros. Pois quem está "em casa" sabe que não há segurança, a educação é precária, o transporte público não tem qualidade e a saúde pública, bom, melhor não contar com ela.

Nós brasileiros queremos sim, sediar grandes eventos, receber os visitantes em estádios modernos, queremos mostrar para o mundo o quão satisfeitos estamos com o emprego dos impostos que trabalhamos 5 meses para pagar. Isso significa que não é agora, que não é a hora e que muitos lideres embolsaram aquilo que era para ser revertido em melhorias para nosso povo.
Apesar de todos os pesares, em especial pelos "nossos lideres", eu tenho orgulho de ser brasileira. Não só por que aqui tem futebol, riquezas culturais, naturais, caeperenha e carnaval pra gringo ver, mas sim, por saber que aqui cada vez mais tem gente que luta pelo o que é seu de direito!

Entre as consequências das manifestações da Primavera, foi a queda de antigos governantes e reformas nas legislações. Mas ainda há muito o que mudar e evoluir por lá.
E por aqui? Onde vamos canalizar nossa fúria e nossa indignação?

Que assim como no outono, caiam todas as "folhas" que já não servem mais e que venha a renovação. Nós, despertamos para fazer a nossa parte!

Nicole Nazer

#acordabrasil #manifestações #protesto #Brasil #Copa #OUTONOBRASILEIRO#Longedoobvio #oGIGANTEacordou

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Paixão?


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Para os solteiros - Sintomas de ócio no coração

 Às vezes pensamos que estamos apaixonadas, encantadas, amando ou qualquer outra coisa do gênero. Porém poucos dias depois, cadê o sentimento que estava aqui? Pois é, sumiu! Diluiu-se no ar, porque na verdade não havia sentimento nenhum. O que havia era um coração ocioso, a ponto de confundir urubu com arara azul. Um coração ocioso é capaz de transformar qualquer mortal na fila do pão francês, em um boy magia em potencial. O que hoje parece paixão, no fundo, é só ócio no coração!
Vamos aos sintomas:
- Desenterrar um ex que já estava morto e enterrado.
- Ficar questionando porque os homens são todos iguais? Porque ele sumiu?
 Esse tipo de questionamento é só desperdício de energia, afinal, quando o cara não está afim ele vai achar qualquer motivo para sair de cena sem dar explicação.
- Ficar pensando que o problema é você, se auto boicotando e procurando defeitos onde não tem.
- Fazer perfil em sites de relacionamentos e ficar empolgada ao receber mensagens de ilustres desconhecidos que moram lá do outro lado do mundo.
- Querer beijar o melhor amigo. Isso pode ser só carência, relaxa que passa.
- Ficar postando frases e indiretas do tipo “não trate como prioridade quem te trata como opção.” No fundo essa frase tem fundamento, mas vamos combinar que as alfinetadas são desnecessárias.
- Trocar o status relacionamento toda hora. Conheceu o gatinho, vai lá e coloca “em um relacionamento enrolado”. Dias depois volta a ser solteira. Esse troca troca, nas entrelinhas, passa uma mensagem de desespero. Desespero para promover alguém um cargo afetivo que no fundo ele não está apto a assumir.
- Ficar deprê no dia dos namorados. Vamos combinar, que 12 de junho tem muito mais efeito comercial do que afetivo, afinal, é só uma data inventada pelo comércio.
- Dar corda para um gatinho que você mesma já havia concluído que não está afim, enquanto não aparece ninguém melhor.
- Achar que só vai ser feliz o dia que tiver um namorado.

Troque um coração ocioso por uma mente ocupada. Mil romances apressados não irão dar certo. E o porque deles não darem certo só iremos entender lá na frente, quando olharmos para trás e vermos que no fundo todos os nãos que levamos era uma maneira da vida nos mostrar que o SIM que merecíamos estava nos capítulos a seguir. Sejamos pacientes!

domingo, 26 de maio de 2013

10 Verdades sobre o amor. Além de nobre, ele é simples!


Ah o amor! Por quê tanto mistério em volta dele? 
Pensar que amor não se repete, confundi-lo com paixão, esperar por um grande objeto para amar... quanta complicação! Esta lista de 10 tópicos é para desmistificar e esclarecer que o sentimento mais nobre do mundo é muito mais simples e acessível que podemos imaginar. Aliás, paremos de imaginar. Amor foi feito para ser sentido, dado, recebido e manifestado, não imaginado.


1° O amor não é difícil. Difícil é encontrar a recíproca. Manifeste e demonstre pelo prazer de amar, e não esperando algo em troca.

2° Não confunda-o com paixão. A única semelhança entre eles é que ambos geram sentimentos de desejo e afeto sobre seus objetos. A paixão é intensa, imediata, possessiva e incendiária. O amor, paciente, benevolente, livre e de longa duração. 

3º Amor e sexo são duas coisas distintas. Mas sexo com amor, é sem dúvida, muito melhor.

4º Ele demora a nascer, mas costuma ter vida longa. Se você duvidar, daqui a 50 anos voltamos a falar sobre este tópico.

5º Sim, ele é cego. Afinal, amor não se vê, se sente.

6º Ele costuma aparecer nas horas mais difíceis. Quando você tiver em seu momento "Maísa, meu mundo caiu", as coisas boas que terão por perto serão o amor.


7º Existem 4 tipos: Ágape, amor caridade. Uma boa forma de conhecê-lo é fazendo trabalho voluntário. Eros, o desejo, a libido e claro, o seeeexo. Philos, amizade, e não é a colorida. Storge, é o amor que temos por nossa família, desde sempre até que a morte nos separe.

8º Sonhar com um objeto para amar, como por exemplo, o príncipe encantado em cima de um cavalo branco, é puro desperdício, não só do sentimento, mas também de tempo e energia.

9º Ele se manifesta em pequenas atitudes. Em um bilhete, nos ouvidos atentos, na compreensão, num alimento preparado com carinho, em um mimo fora de hora...

10º Amor não é moeda de troca. Um, "vou te amar se tu me der ou fizer algo" não é amor, é prostituição dos sentimentos.

Bis! Porque nada é tão bom que não possa melhorar!

11º Não espere encontrá-lo em grandes demonstrações. Cartazes e outdoors combinam mais com vaidade e deslumbre do que com amor!

12º Ah, dizem que ele vai além da vida. Mas sobre esse ainda não posso afirmar.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

10 mil dias


Ele pediu o meu endereço "magnético" para me mandar um e-mail e disse que se eu respondesse ele contaria mais sobre sua vida na fazenda. E assim fizemos. Menos de um mês depois eu estava respondendo o e-mail que aquele querido irmão de aproximadamente 70 anos havia me enviado. E claro, perguntei a ele como era sua rotina na fazenda. Poucos dias depois chegou a resposta e neste e-mail ele contou que as atividades já eram limitadas devido a fragilidade da saúde de alguém que já tinha muitos dias de vida.
Dias de vida? Me perguntei. Quem na vida contabiliza sua existência pelo número de dias?

Eu que não perco tempo para ideias inusitadas, imediatamente peguei a calculadora e multipliquei minha idade por 365. Deu mais de nove mil e oitocentos. Peguei o calendário e fui contando até onde fechasse dez mil. E minha conta manual encerrou no dia 20 de maio. Mas como nestes quase trinta anos tivemos alguns anos bisextos pensei que minha conta não estava muito precisa. Isso foi em janeiro deste ano  e para não correr o risco de esquecer esta data tão importante, tratei de colocar nos meus lembretes. Eis que saltou a informação na última sexta feira e casualmente neste mesmo dia uma amiga comentou de um site que faz o cálculo da quantidade de dias entre duas datas. E foi lá que eu confirmei que no dia de hoje completo dez mil dias de vida!

Se aniversário anual já causa reflexão, imagina a retrospectiva de dez mil dias!

Fiz um caminho de volta. Olhei para trás e encontrei todas as Nicoles que já fui e, observei todas as vias que me trouxeram até onde estou. Passei por muitas fazes e me livrei de coisas e pensamentos que não me levariam muito a diante. Para isso foi preciso mudar. Não só de endereço, mas principalmente de conceitos. E conceito não se muda assim tão fácil. Vai pela vivência, pelos erros, pelo superação do medo e pela auto experimentação.

Hoje encontrei uma fonte constante de felicidade chamada simplicidade. E isto faz com que qualquer piada inteligente e o sabor de um feijão novinho deixem meu dia mais especial. Subi alguns degraus e quando pensei que estava em cima, veio a vida e me deu um tombo. Tive que começar do zero a subir degrau por degrau, e isso foi a melhor coisa que aconteceu. Descobri que do chão eu não passo. Descobri que estava apegada a coisas que não possuía de fato e que levava uma vida de colheitas superficiais.
Cicatrizes, tenho algumas. Cicatriz é consequência de quem dá adrenalina a vida. Feridas abertas é que não acumulo.

Atualmente tenho me auto experimentado. Me propondo atividades e desafios jamais sonhados. Fui em busca de uma vaga em uma universidade, voltei a estudar. Ingressei em um curso que acima de tudo me formará como um melhor ser humano. Já conheci a sensação de voar ao saltar de parapente. Tive romances a longa e a pouca distância. Experimentei conhecer novos idiomas. Cortei várias coisas da minha alimentação. Tenho amigos espalhados pelo país inteiro. Escrevo, para compartilhar com ilustres desconhecidos minhas ideias. Tenho sido mais comprometida e pontual. Me policio para não alimentar nenhum tipo de mau pensamento. Aprendi que em 90% dos casos de coisas que não dão certo em minha vida, a culpa é unica e exclusivamente minha. Eu sou quem escolhe e eu também sou o resultado das minhas escolhas. Ressentimento? Por aqui não cabe não. Assim como o ciúmes. Aprendi que por mais que eu goste de algo ou alguém, a verdade é que elas são tão livres quanto eu. A lucidez, o senso de humor e o prazer em ouvir e plantar boas ideias são as características das quais eu mais me orgulho de ter.

 Daqui a 10 mil dias pretendo ser avó, para contar aos meus netos todas as histórias que tenho protagonizado. São muitas, e são lindas!


PS: Quer saber quantos dias de vida você tem? Calcule aqui!




segunda-feira, 13 de maio de 2013

Drogas Lícitas


Com o que você anda se intoxicando?

Não, não estou falando de medicamentos, drogas ilícitas,  álcool e aquelas outras que conhecemos ao menos de nome.

Estou falando do MEDO, cujos principais efeitos colaterais são a paralisia, a estagnação e a covardia. Por conta dele recuamos frente as realizações, desejos, mudanças e oportunidades de seguir em frente. Descobre a prosperidade, o amadurecimento e o alivio quem o supera.

A PAIXÃO, aquela droga que cega.  Agir por impulso, ficar obsessivo pelo objeto pelo qual se está apaixonado, fazer tudo de forma muito intensa, se jogar de cabeça, sem pensar e sem medir, são alguns dos efeitos colaterais provocados por ela. Percebe-se os estragos depois que ela passa e deixa rastros semelhantes ao de furacões. 


Aquele aperto no peito, sofrimento agudo e incompreensão são as principais manifestações da ANGÚSTIA. A angústia, assim como o sofrimento, pode se originar na necessidade de satisfazer algum desejo do outro. Como por exemplo, chegar na hora em um compromisso, suprir uma expectativa e esperar uma resposta.  Para livrar-se dela, liberte o outro, não crie expectativas, tenha auto confiança e organize-se para cumprir os compromissos.

Auto corrosivo de grande potencia o RESSENTIMENTO é um dos maiores males que se pode armazenar. É como beber cicuta e esperar que o outro morra. Compreensão e perdão ainda não os antídotos mais eficazes para superá-lo, e por consequência poder desfrutar da plena paz interior.

Lembre-se que você nasceu pelado, careca e sem dente e lá no final da vida o caixão não terá gaveta. Se tivesse gavetas seria cômoda. Não armazene bens, bons sentimentos e principalmente tenha consciência que ninguém pertence a você. O APEGO é uma droga que se manifesta pelo ciúme, o materialismo, a posse e a obsessão. Apego é querer viver a vida do outro e interferir nas suas escolhas. É desejar tê-lo por perto, mas não por afeto e sim, pela posse. Lembra que no final das contas, partimos sozinhos e sem malas. Te livra deste sofrimento desnecessário causado pela falta de consciência de que nada, absolutamente nada, pertence  de fato a você.


Observe-se. Crie auto consciência. Busque ajuda, mas por favor, não se auto boicote. Desintoxique-se de todas as drogas, especialmente as que vem disfarçadas de coisas comuns!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Alegrias da vida real



Leitores queridos, no dia de ontem postei um texto que relata minha fase atual, é um depoimento de vida real, que resume o que passei e o que conquistei em tão pouco tempo. Como felicidade é aquela coisa que deve ser compartilhada (e consequentemente multiplicada) compartilho com vocês meu depoimento de vida real. Que fique de inspiração a quem deseja mudar.


Hoje eu acordei especialmente feliz. 29 de abril foi propositalmente escolhido para o dia da mudança. Com a opção de mudar de endereço ou mudar de vida, eu fiquei com a segunda. Dei um soco na cara do medo e debaixo de mau, tempo parti pra o recomeço, com 3 malas, um coração cheio de mágoas e muita vontade de muda
r. Tive 5 meses cinzas, de inverno, sem emprego, acolhida na casa de minha mãe, sem amigos por perto, sem nenhum real, com um coração apaixonado (nada é tão "bom" que não possa melhorar) e acima de tudo determinada a de fato MUDAR.

Resumo, eu olho para o ser que eu sou hoje, e me vejo inteiramente COMPOSTA DE FELICIDADE E GRATIDÃO. Moro em um lugar que nem nos meus maiores delírios eu cogitei morar, é uma casinha simples, mas é onde está minha mãe, meu avô e a nossa paz. Para o desemprego, reencontrei em mim um espírito empreendedor que aos poucos vem evoluindo e, a oportunidade maravilhosa de ser colaboradora de um lugar incrível de estar (no meio do mato) e trabalhar, com o que gosto. Para o coração apaixonado a consciência que paixão, rima com desilusão e a certeza que o amor é o que de melhor posso ofertar e receber (e que para encontrá-lo é preciso ser paciente). Eu não curei a saudade dos amigos que ficaram em Poa, mas tive o prazer de fazer novos amigos. Ví muitos deles partindo rumo aos novos desafios e continuo aberta a receber os que ainda virão. E quanto ao ressentimento, só me restou expulsá-lo, sonhei com perdão e no dia seguinte nenhuma mágoa mais fazia parte de mim. Conquistei uma vaga na universidade e meus horizontes se multiplicaram ainda mais. A felicidade chegou de forma tão avassaladora que pediu mais espaço e tomou conta de mim por inteiro.

Eu já era muito feliz. Mas estava acomodada, não estudava mais, não aprendia outro idioma, não cogitava estudar em uma universidade federal, era mais consumista, tinha uma alimentação péssima e achava que shopping podia ser um bom programa para o final de semana. Era uma felicidade que rimava com mediocridade. Hoje, mais do que nunca, felicidade rima com simplicidade.

Se eu puder dar só um conselho para quem não está satisfeito com a vida que leva: dá um soco na cara do medo. Desapega do que PENSA QUE POSSUI e te experimenta do zero. A mente é elástica, amplia, mas a vida, é curta. Não adie as oportunidades. ATITUDE, AGORA! A prosperidade se esconde atrás do medo.

Floripa e eu, 2 anos depois ♥

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Manipulação?


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Contradições



Quantas versões desconhecidas de nós há em nós mesmos?

(leia a pergunta de novo!)

A imagem que vemos de nós, nem sempre é a mesma imagem que passamos aos outros. Ta certo que a imagem é muitas vezes uma questão de ponto de vista e ponto de vista é uma conclusão individual. Mas há uma coisa que é universal chamada essência. E é ela que não pode ser mascarada, confundida, escondida e alterada.

 Desejamos os fins, mas não estamos de fato dispostos a encarar os meios. Sonhamos em ganhar na mega sena, mas não jogamos. Queremos uma relação adulta e saudável, mas colocamos nossos medos e pré conceitos na frente. Queremos emagrecer, consumindo refrigerantes. Cuidamos dos cães abandonados, mas não abrimos mão do churrasco. Queremos resolver os problemas fugindo deles. Rir para não chorar. 
E aquele que se diz ateu e em uma ocasião de angústia diz "ai meo deos"! Somos contradições ambulantes. 

Quando desejamos algo, buscamos em nossas entranhas versões de nós mesmos capazes de alcançar nossos objetos de desejos. Para outras coisas somos moleques, que não medem as consequências, simplesmente start. Começamos, com gás, com vontade e disposição para passar para as próximas fases. Moleques não tem maturidade, tem vontade. Vontade de tantas coisas ao mesmo tempo que não refletem sobre o que de fato é necessário e não sabem o que fazer com as consequências.

O que é raro, ou inexistente, é alguém que mostre a maturidade nas primícias.  Maturidade normalmente é o que percebemos que falta na hora da conclusão, do fim. Começar é fácil. Ir até o fim sendo a mesma pessoa, tendo a mesma conduta e honrando o que chamamos de caráter e valores são características e atitudes que se escondem em versões de nós mesmos que nem sempre temos coragem de acessar. Independente da idade, nas situações que precisam de maturidade é que fica claro que não passamos de moleques.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Mentiras Sinceras


O que separa a mentira da verdade é a atitude que colocamos para que o ilusório se torne real!

Então, feliz dia do "vamos marcar de se ver" "vou te ligar essa semana" "amanhã eu começo academia" "eu juro que não vou mais beber" "te amo pra sempre" "chego em 10 minutos" "vou emagrecer" e taaantas outras mentiras que contamos a nós mesmos todos os dias!


sábado, 23 de março de 2013

Meu namorado Adevir, 4 anos depois!


Leitores queridos,

Este é um dos primeeeiros textos do blog, publicado em 8 de março de 2009 e quatro anos depois ele ainda é um dos mais lidos. (mas quanta gente atrás desse cara, né?)
Trata-se da descrição do certo alguém que eu desejo encontrar um diiiia. Pois tive o prazer de reler o texto com a intenção de editá-lo, afinal, quatro anos se passaram, eu cresci, evolui e amadureci em diversos pontos e erroneamente esperava que meus desejos também tivessem mudado. Sabe a parte mais bacana? Descobri que meus desejos ainda não os mesmos!

Então sem mudar a essencia do texto original, fiz em parenteses e em destaque meus comentários!


Sim, eu continuo solteira, afinal, não casei ainda, e mais do que nunca, me divertindo com minha solteirice, sem pressa de acabar com ela!



poucos dias (na verdade a 4 anos atrás) minha prima me apresentou o que parecia ser a "solução da minha solteirice", o Adevir! Ou melhor, meu namorado Adevir! Já coloquei no orkut e a brincadeira está tendo uma repercussão formidável. Descobri que o "Adevir" é um ser extremamente desejado! (senhooor, até o Orkut já morreu e o Adevir não veio ainda!)
Mas o que esperar do Adevir?
Eu como já estou esperando a muito tempo (rááá esperando é modo de dizer, enquanto ele não vem eu trato de cuidar de mim e meus afazeres), estou cada dia mais exigente. Desejo que o Adevir venha na pele de um moreno, com um metro e oitenta e todos, que tenha o rosto estampado por um sorriso bobo, que os olhos sejam protagonistas de olhares gulosos em momentos oportunos e de contemplação nos outros momentos! (ando mais tolerante em relação a altura, mas continuo não abrindo mão dos olhares e dos sorrisos). Quero que ele tenha estilo e elegância na hora de se vestir, que o corpo se encaixe perfeitamente com o meu para dormir de conchinha. Desejo que a barriga ainda esteja dentro da calça, que os cabelos ainda estejam na cabeça, que ele saiba dançar e que tenha atitude. (ok, continuo com os mesmos desejos)

Desejo que ele conheça a hombridade na teoria e na prática, (tem gente que acha que hombridade é coisa que se compra na farmácia) que o coração não venha cheio de feridas e que o caráter não seja corrompido. (não abro mão do coração cicatrizado e da integridade do caráter).
O intelecto conta muito, meu querido Adevir, quero saber dos livros que te acrescentaram, dos filmes que tu mais gostou, dos lugares que andou. Me fala da tua história, das experiências mais incríveis! (sou toda ouvidos)  Quero te ver na torcida do colorado, comemorando gols em um domingo ensolarado, quero te fazer rir e dizem que isso eu faço com muito talento, quero dividir contigo um pouco das boas energias que transbordam por aqui, quero teu colo quando eu estiver carente e teu calor em todos os momentos que eu tiver direito! (Quero! Mereço! Preciso)  Ah já saibas de antemão que eu sou bem chatinha, (mentira, sou uma queridona exigente) nunca vais me ver alcoolizada, detesto lugares lotados, cuido da alimentação, da saúde, do intelecto, tenho pavor de cigarro, nunca fui para a "faca", meu corpinho não é uma brastemp mas é todo original, eu trabalho, estudo, tenho amigos de todas as faixas etárias e não abro mão deles. Adoro viajar e tenho planos de migrar de país assim que me formar! (nem que seja pelo tempo de um intercâmbio. Vamos?)

As vezes me pergunto, onde será que está este ser que tanto busco? (confesso que parei de tanto buscar e passei a ter certeza que na hora certa as coisas certas acontecem). Existem milhões de homens neste mundo. Em qual país será que está o Adevir? Será que ele é africano? Chinês? Será que ele mora aqui na Lima e Silva? (adoooro tipos exóticos)

Bom, sonhos á parte e realidade á vista. Na teoria tudo isso funciona, mas na prática, quando aparece aquele baixinho, caolho, que acelera nosso coração, se vão todas as teorias, os sininhos tocam e adivinha: ele chegou!!!
E o tão esperado Adevir nada mais é que uma recíproca verdadeira! Alguém com uma sintonia muito próxima a nossa! (alguém que pulsa no mesmo ritmo e alimenta a vontade gêmea de pagar para ver!)

 E quanto ao meu, desejo que me reconheça, me surpreenda e que venha nesta vida ainda! (não abro mão da parte do “nessa vida ainda”!)
Em troca darei todo o amor que há em mim e que não é pouco! (e só aumenta!)

sexta-feira, 22 de março de 2013

O que temos em comum?






Uma das certezas que a vida trouxe foi a da de que não há ninguém, sim ninguém, perfeito. Somos todos diamantes a serem lapidados, preciosos em diversos ângulos e brutos em muitos outros. Não podemos esperar do outro aquilo que não somos, perfeitos. Ao invés de desperdiçarmos energia tentando moldar as pessoas, poderíamos sabiamente usá-la para pagar pra ver, para desvendar, caçar o tesouro que há em cada um. Mas não, em nossos mundos cheios de problemas, de tempo curto e de rotinas corridas falta prioridade para o diálogo, para pagar pra ver, para a sinceridade e para o afeto. Aliás, afeto, você dá e recebe?
O cavalo vem, e em meio as nossas agendas lotadas só percebemos depois que ele passa que aquele poderia ser o cavalo encilhado que durante muito tempo desejamos encontrar.

Porque o mundo está carente de olhos que olham nos olhos. De vontades gêmeas, de disposição para pagar pra ver. Fatos comprovam, que quanto mais o tempo passa mais exigentes as pessoas ficam e mais cicatrizes, traumas e ressentimentos elas armazenam. Qual a vantagem disso?


A vida precisa de atitude para ir a diante e de paciência para ver florescer. Muitas vezes, só paciência não basta, é preciso e NECESSÁRIO um pouquinho de amnésia voluntária. Amnésia voluntária é quando conhecemos os defeitos, manias e falhas do outro, porém fazemos de conta que eles não existem e tornamos qualidades maiores e mais importantes!


O botão delete está sempre mais ao nosso alcance do que o tentar. Tentar dá trabalho, é para os fortes. Deletar alguém é mais rápido do que compreende-lo. Mas, sejamos francos. Lá no intimo, nossa consciência deleta mesmo? Ela fica realmente limpa e tranquila? Todos desejamos aquela coisa que é cada vez mais rara por conta do nosso medo de cultivá-la, chamada amor. Porém quando aparece em nossa vida uma sementinha dele temos mil outras prioridades e desculpas para não nos entregarmos a ele.

O que temos em comum é a tendência a fuga, ao medo e ao talento para desperdiçar energia e vitalidade.

Os seres humanos são a espécie mais fascinante e também a mais dura, medrosa e covarde diante das maiores preciosidades que eles mesmos nasceram para cultivar.



quarta-feira, 13 de março de 2013

Check list para noivas


Leitores queridos,

Além de escrever eu trabalho com produção de eventos, cada vez mais focada em assessoria de casamentos. Além disso minha mãe e eu temos um ateliê de mimos para eventos. Por aqui quase todos os sábados é dia de trabalhar para ver o sonho de alguém se tornar real. Fiz um compilado de informações para lá de importantes para compartilhar com as noivas que por aqui passarem!

- Chá de panela? Só se a noiva for cheff de cozinha. Caso contrário reúna as amigas para uma comemoração animada, deixe uma lista de presentes em uma loja de lingerie ou em um sex shop. Lembre-se que até que a morte separe é com este feliz eleito que você terá todas as próximas noites da sua vida, trate de aquecê-las.

- Homens casam pensando na instituição casamento. Mulheres sonham com o vestido, as flores, a festa, o detalhe das lembrancinhas. Antes de qualquer outro detalhe, pense se é com este cara que você quer passar o resto dos seus dias e depois deste sim que você deve dizer a você mesma comece a pensar em todos os detalhes do grande dia.

- Os 3 melhores investimentos em uma festa de casamento são:
Animação, seja banda, dj, escola de samba. Escolha o que mais tem a ver com o perfil do casal e não economize, a festa dura pouco, então que seja animada.
Fotógrafo
, as fotos e as memórias são o que ficam depois do grande dia. Eleja um fotógrafo que esteja atento aos detalhes espontâneos mais do que um que reúna sua família para fotos pousadas  em frente ao altar.
Assessoria, por mais que a noiva se dedique a cuidar do casamento, o trabalho de um profissional para orientar, sugerir, auxiliar na contratação dos fornecedores e cuidar de todo o cerimonial no dia é imprescindível, dá segurança e gerencia detalhes que no dia você não terá tempo de cuidar, afinal a prioridade é relaxar e se divertir com os convidados.

- Entre o vestido que fica lindo na foto e o que dá mobilidade para dançar, caminhar e curtir, fique com o segundo. É desnecessário ficar refém de vestido apertado, saias de armação e caudas. Especialmente na hora na festa, quando você já vai estar cansada, suada e querendo se divertir.

- Lembre-se que a partir do momento em que você se casar a sogra, cunhada, sogro e todo o resto da família do seu marido serão parte da sua família também. Não vale a pena se desentender com nenhuma dessas pessoas, até porque, elas chegaram na vida dele primeiro. Saiba respeitar o espaço de cada uma delas e com gentileza e tolerância conquiste o seu. Se não for possível amá-los, tenha no minimo uma relação de respeito.

-  Casamento ao ar livre é maravilhoso. Mas lembre-se de ter um plano B para caso de chuva, afinal esta é a festa dos seus sonhos e não dá para sonhar uma vida inteira com algo que não é "impermeável".

- Mais vale uma festa com 100 pessoas que participam da vida dos noivos do que uma com 350 que você nem sabe o nome. Por mais que os familiares estejam ajudando a arcar com as despesas do evento, converse com eles e exponha que você quer uma cerimônia mais intima, logo o companheiro de bocha do sogro e a tia avó que você não vê a  anos podem ser tirados da lista.

- 80% das coisinhas mimosas produzidas para o evento tem um único destino: lixo. Dos convites, as flores, passando pela embalagem dos utilitários do kit de toilette e as forminhas especiais para os docinhos. Reflita se realmente tudo isso é necessário e dê preferência para ideias recicladas. Sustentabilidade também aparece nessas horas.

- Distribuir brindes na pista nem pensar. Não há nada mais cafona que aquelas fotos das pessoas com trajes de festa de anteninhas na cabeça, óculos neon e buás no pescoço. Poupe o mico coletivo. Se quiser alguma coisa para animar, contrate personagens, tequileiros, por exemplo. Ou eleja um tema e distribua brindes temáticos, como por exemplo só máscaras e transforme sua pista de danças em um carnaval de Veneza, charmosa e animada.

- Se a sua família é de outra cidade procure reservar um hotel para todos e se possível hospede-se lá também. É ótimo ter a família e os amigos reunidos nessas horas e melhor ainda encontrar com as pessoas queridas no café da manhã para relembrar os momentos bacanas da noite anterior, antes de partir para a lua de mel. Ah, ofereça kits de boas vindas para deixar nos apartamentos, com algum mimo e o mapa para o local da festa.

- No dia da festa desencane, confie nos seus fornecedores e principalmente na sua assessoria. Você ficou anos sonhando com este momento, não dá para chegar no grande dia e ficar nervosa. Passa rápido, não desperdice nenhum minuto.

- Em um casamento o diálogo e a paciência são tão importantes quanto o amor!

- Lembre-se que a parte mais importante de um casamento é antes de tudo o amor. Não importa quanto tempo demore para você realizar o sonho de casar, mas case-se com alguém que você ama. As vezes é melhor casar com uma idade mais madura e ficar velhinho junto do que casar cedo e estar divorciado antes dos quarenta!







terça-feira, 12 de março de 2013

Semelhança




Ninguém tem todas as habilidades do mundo, mas fazem a diferença aqueles que estão dispostos a aprender!

Ah, em outros setores, quem se atrai são sempre os dispostos!


domingo, 10 de março de 2013

Drama de sábado!



                               
 Desabafos de uma mulher da vida real em um sábado qualquer!

terça-feira, 5 de março de 2013

Sobre o futuro





Futuro, quem pode prever?
Ninguém! Não há cartomante, bola de cristal, búzios, tarô e mãe Diná que possam prever os próximos capítulos de fato!

Hoje estive pensando nos meus, nas coisas que desejo para breve e no caminho que estou percorrendo para alcançá-los. Fechei o olho e imaginei que estava sobrevoando minha própria estrada e avistando o que há pela frente. Avistei só até onde as limitações da minha imaginação permitiram. Perto das façanhas da vida real a imaginação se torna pequena.

Não foi possível ver o que de fato me espera e pensando bem, é melhor assiml. Tentando prever o futuro se perde muito do presente. Se perde tempo, perde o brilho de algumas passagens e por saber que alguns momentos são efêmeros, talvez não veríamos o valor dos pequenos ensinamentos que eles trazem.

O futuro é para onde caminhamos, mesmo sem garantia de chegada. É onde depositamos todas as pendências do hoje. É a consequência do presente. Ele é a colheita do agora, mas se agora não se planta, logo, o que colher?

Não há como prever o imprevisível, mas se eu pudesse dar algum conselho de como ter um amanhã melhor, seria: faça bom proveito de hoje.

Escolha tudo que vá externar, em especial as palavras. Que estas sejam doces, mesmo nas horas mais perturbadoras, pois talvez, você tenha que as engolir lá na frente.

Que a coragem seja sempre superior ao medo. Vá, mesmo temendo o que poderá encontrar. Não deixe o medo paralisar, a vida requer movimento.

Não armazene em si maus sentimentos, ressentimentos e arrependimentos. Não há como ir longe carregando estes pesos nas costas. Eles são semeadores de amarguras e limitadores de entregas. 

Aceite não ter conquistado o que estavas desejando. Nossos desejos são diferentes de nossas necessidades e nosso merecimento. O que parece ruim hoje é o que faz sentido lá na frente. Tudo tem um lado B. As vezes é necessário deixar o espaço aberto para o que tem que se encaixar, e não para aquilo que queremos que encaixe.

A cautela é sempre uma boa conselheira, mas existem coisas que não podem ser adiadas. Um diálogo, um passo a frente, um telefonema, um pedido de desculpas, comprar uma passagem no primeiro avião com destino a felicidade, ops, para encurtar as distâncias. Não adie o que estampa sorrisos no rosto, o que faz o coração pulsar mais feliz e tampouco o que te deixa em paz.

E por último, vá em frente. Não fique esperando pelo futuro, vá ao encontro dele. Trace uma meta e arrisque o primeiro passo. Quanto mais caminhamos, mais em frente queremos ir. E em frente é onde fica o tal futuro, que tanto se busca, sonha e espera.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Vale a pena (vi)ver de novo?




Trauma? Que trauma que nada! Todas as vezes que o coração for dilacerado, a cara quebrada e a angústia surgir como conselheira que não servira para criar traumas, mas sim para aprender na marra a diferença entre o que é necessário, o que é passageiro e o que vem por merecimento!


Necessário: é saber que a única pessoa que pode te fazer feliz é você mesmo. Este tipo de trabalho não pode, nem deve, ser terceirizado. Enquanto você procurar alguém para te fazer feliz estarás buscando também uma grande chance de encontrar a frustração. A felicidade tem que ser independente, de estar ou não com alguém.

Passageiro: é saber reconhecer que a companhia para a diversão de hoje pode não ser uma boa companhia para crescer, para agir com inteligência e para superar obstáculos. Aquele alguém que aparece em meio a carências e excessos mostra na verdade o quanto o coração e a mente podem estar ociosos.


Merecido: aah, o merecimento é sublime. É estar completo, mesmo que sozinho. É ter descoberto em si o poder da felicidade, a compreensão de que tudo tem seu tempo, o amor próprio, o foco nos projetos pessoais e a importância de manter-se intacto de traumas, medos, ressentimentos e cicatrizes, pois afinal um dia a recíproca do merecimento há de aparecer, e ela vai querer te encontrar por inteiro. 
Sim, inteiro. Não há entrega pela metade. Seja 100% de corpo, alma, coração, razão e até aquelas razões que a própria razão desconhece.

Não se encontra o amor assim tão fácil. Na verdade o amor nem é difícil, o que é difícil mesmo é a recíproca. Principalmente entre adultos, que já trazem consigo tantos" prés" conceitos, que as vezes não sobra tempo (ou seria interesse?) para recomeçar, conhecer, descobrir, estar... e tudo mais que vem depois do start!

Há coisas que não criam traumas, mas sim, que nos tornam mais maduros. Pode doer na hora, mas fortifica e lá na frente essas experiências serão importantes para distinguirmos o que vale e o que não vale a pena (vi)ver de novo!



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sempre, né?


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Seja uma delas!


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Felicidade Clandestina

Dos títulos de Lispector escolhi Felicidade Clandestina para estreia. Difícil escolha, pois as palavras da grande musa da literatura merecem interpretação e reflexão, a leitura não fluiu, mas fiquei com o sincero desejo de me encontrar em uma situação de felicidade legalmente clandestina. 

O vi a primeira vez em uma vitrine, de longe seu colorido me chamou a atenção, cheguei mais perto e... to ferrada! Sai inebriada. Eu que-ro! Quero! É liiiiiiindo! Após algumas horas de suspiros voltei pra vida real,  lembrei que ele não se encaixa no estilo de vida que eu levo, lembrei no desconforto, lembrei do quanto ele custava e, ploft! Foi-se a nuvem de encanto, deixando em minha memória as lindas imagens dele!

Fiz jejum de sapatos altos depois de muito sentir meus pés doloridos. A pelo menos três anos eu não compro mais sapatos desnecessários. Concluí que a melhor parte de usar um salto é poder descer dele e ficar descalça novamente. Inseri em minha vida o conforto ao invés da estética e assim me mantive, ou melhor me mantenho. Isso sem contar na industria da moda e no capitalismo que são os vilões seduzindo as mulheres centopéia. Ok, decidido! Disse a mim mesma, esquece aquele sapato, como se estivesse dizendo a uma amiga "esquece aquele cara".

Alguns meses se passaram e ontem por puro acaso passei novamente em frente a loja e na vitrine enxerguei uma faixa que dizia: liquidação! Liquidação para cérebro da mulher é como cerveja gelada para cérebro masculino. Quase afrodisíaco! Entrei na loja e sem rodeios pedi a vendedora meu objeto de desejo. Filho único de mãe solteira, meu número! Calcei, amei! Me senti tão apoteótica em cima daqueles 10cm que quase sambei em frente ao espelho da loja de tão feliz! Eu vou levar! É meu!

E assim, sem pensar, ou depois de muito pensar e sonhar eu voltei para casa abraçada no pacote, com um sorriso lá na orelha e finalmente compreendendo Lispector. Felicidade clandestina é se despir dos próprios conceitos e se vestir de uma sincera e prazerosa ilegalidade!


                             

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Never miss opportunity



Até quando teremos desejos não sanados, oportunidades não aproveitadas, palavras não ditas, tempo perdido, leite derramado, e outras situações irreversíveis, que remórcio não cura? Não há como parar o tempo, para pensar no que queremos. Em determinadas situações o tempo que se perde pensando é tempo precioso que poderia estar sendo usado agindo.

Adiar, prorrogar e pensar em fazer um diiia, naquele dia que não está na agenda. É mais fácil deixar para amanhã, do que fazer do hoje o dia de agir.

Aquele dia ele estava bem, no dia seguinte sentia dores, foi para o hospital, fez exames, precisou ser operado, ficou na uti, passou para o quarto, sentiu-se mal, foi diagnosticada uma nova inflamação, e no dia de amanhã queira deos que seja de evolução no quadro. No meio de todo esse processo que ele passou, aqui em mim nasceu um grande questionamento. Um pequeno filme, com diversas cenas das nossas vidas, das tantas coisas boas que aprendi com ele, das tantas que ainda queremos realizar e daquelas que talvez não se realizarem. Tive uma sensação de não prioridade, de estar diante de um templo de sabedoria e não explorá-lo. Nâo prioridade não é sinônimo de falta de amor, e sim de comodismo. Nos acomodamos com a convivência limitada, com as controvérsias, com as personalidades fortes e por consequência estabelecemos uma distância não geográfica em nossa relação.

O sujeito deste relato é meu pai. Mas esse é só um dos tantos exemplos, das coisas que acomodamos e que não priorizamos. Daqueles presentes que recebemos, reconhecemos que são especiais, agradecemos a quem enviou, porém guardamos dentro do pacote. sem observar e sem inseri-los em nossa vida como de forma proveitosa. Um dia, o embrulho cai de dentro do nosso armário, abrimos e plim, assimilamos a perda e o desperdício de vitalidade!

Propus a mim mesma uma saída para as decisões difíceis e necessárias. Penso em mim velhinha, lá no meu leito de morte, fazendo uma retrospectiva da minha vida. E me pergunto, do que eu me orgulharia?
Adiar ou pagar pra ver. Ser orgulhosa ou externar o que é necessário. Dar um cartão vermelho por um motivo fútil ou ser tolerante. Comprar e dar um jeito de pagar ou ficar na vontade com o álibi da contenção de despesas. Prolongar a vida de solteira a espera de alguém que idealizei ou me permitir ser feliz com alguém da vida real.

Hoje é o futuro de ontem. As coisas que adiamos correm o risco de nunca serem realizadas. Desacomodemos os desejos. Tiremos os presentes dos rótulos dados por nossos pré conceitos. Não adiemos os sorrisos, o friozinho na barriga, as oportunidades de ser feliz e compartilhar a felicidade. Por via das dúvidas, NEVER MISS OPPORTUNITY!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Elegância é...


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Acorda para a vida!




2013 sem dúvida é um ano de grandes acontecimentos. Elegi o 13 como meu número de sorte, e ele me dá a intuição de grandes mudanças. Pensando nisso decidi fazer um diário para anotar todos os dias a coisa mais bacana do meu dia, para tornar meus sentidos mais sensíveis as pequenas mudanças do cotidiano que muitas vezes passam despercebidas. Também tive a ideia de compartilhar essa iniciativa com todos a minha volta. (vocês estão fazendo, né?)

Ontem estava fazendo uma retrospectiva dos últimos 30 dias e comprovei que janeiro já mostrou para que veio. O único dia que não teve a coisa mais legal do dia foi 27/1 que o coraçãozinho ficou apertado e todas as outras partes de mim sensíveis, em relação a fatalidade em Santa Maria seguida da de Porto Alegre. Em 27/11 não identifiquei a coisa mais colorida, alegre e divertida do dia. Mas acredito que nada, ABSOLUTAMENTE NADA na vida acontece sem um lado B. Se o lado A mostrou a passagem coletiva de centenas de jovens para o outro plano, deixando não só centenas de famílias abaladas e milhares de brasileiros em luto, além do mundo inteiro em choque. O lado B abriu na marra em cada um de nós a porta que pouco abrimos. A porta em que na correria de nosso dia a dia não é aberta por falta de tempo ou prioridade. A porta de dá acesso a parte mais nobre de nós, lá onde habita o amor, a fé, a solidariedade, a caridade, a benevolência e o poder de reflexão.

Em meus vinte e poucos anos de existência nunca havia presenciado tanta, mas taaanta manifestação de solidariedade. O céu ganhou uma constelação de duzentas e poucas estrelas, e o nosso país, e porque não o mundo? Ganhou milhares de pessoas mais atentas a vida, de coração aberto e reflexivas sobre o que de fato tem valor. Impossível ficar indiferente. Aquele velho clichê, "a gente só aprende a dar valor depois que perde" se mostrou mais uma vez real.

É curioso o fato de sabermos que a morte é o único fato consumado da vida e mesmo assim temermos por ela. A morte não é dolorosa. Doloroso mesmo é o apego as coisas terrenas, a falta de fé, a não aceitação, o sobreviver e a limitação de ver só o sofrimento e não os ensinamentos que ele traz.
A morte não é dor, é o cumprimento de uma missão e uma passagem de evolução. Há coisas na vida que estão acima das limitações do nosso entendimento.

Infelizmente é preciso uma tragédia para acordarmos para a vida real. Para ver o quão frágil é a nossa espécie e o quão limitados ainda somos. É para fazer rever os nossos valores e principalmente as nossas atitudes. É para despertar a nossa fé. Nossa coragem de agir. Nosso poder de fazer a diferença. Espero também que sirva para que acordemos os sentimentos que parecem adormecidos, como por exemplo o amor ao próximo, em forma de doação, de caridade, de carinho e de respeito.
O que tenho visto da vida, não são tragédias e sim, seres humanos aprendendo pelo pior caminho o que é de fato humano.

Oremos pelo conforto e aceitação de que vai e de quem fica. E acordemos mais do que nunca para a vida!


sábado, 26 de janeiro de 2013

Batman e Robin

Agora é 1 hora da manhã, ele levantou para ir ao banheiro, me viu acordada na sala assistindo um filme e tecendo outras ideias. Preocupado com a hora disse:

"Vai te deitar!" (isso é o que costumamos dizer para os cães encrenqueiros)

Eu ri, levantei e o acomodei novamente em sua cama, como faço todas as noites.
Há vinte e poucos anos ouço diariamente os mesmos conselhos, como por exemplo: "Não anda de pé descalço. Lavou as mãos?"
Acho que foi de tanto ouvir esta pergunta que criei o hábito de lavá-las constantemente.

Ele continua dizendo para voltar cedo. E quando isso acontece ele me recepciona com um sorriso feliz e sincero. Quando não chego na hora esperada ele diz que estou atrasada. Detesto me sentir controlada, mas, no caso dele, esse controle do tempo nas entrelinhas me diz: "gosto de te ter por perto".

Temos os mesmos gostos por frutas e doces. Nossos lanches são sempre compartilhados com sucos, batidas que ele apelidou de "vaso de salud", chocolates e outras delicias de apreço em comum. Ele é o melhor cobaia para meus experimentos gastronômicos. E ao final de cada degustação diz: Muy esquizito!

Somos parecidos na personalidade também. Rimos muito juntos e tento sempre trazer a ele um pouco das tantas coisas que acontecem em meu dia, enquanto ele, contempla uma rotina mais pacata. Ele é pra lá de espirituoso. É tão bem humorado que até nos raros momentos que está de mau humor consegue ser engraçado. Tem um coração mole. De dinheiro a sentimentos, nada ele poupa. Aprecia as coisas que gosta diariamente, como uma taça de espumante antes do almoço e um bom licor, na sobremesa.

A música é que entra em controvérsia. Seus zambas, tangos, cumbias e boleros são sofridos demais. Mas foi ele que com muita paciência me ensinou palavra por palavra da letra de El Dia Que Me Quieras. Foi ele também que fez a trilha sonora da minha infância ao me apresentar o Carequinha.

Ao esticar as mãos ele vem ao meu encontro, e de mãos dadas somos um pilar. As diferenças de gerações e as limitações, de ambos, são o melhor exercício para a paciência e o caminho para o altruismo.

Tem coisas que ao lado dele se repetem diariamente. Isso me dá a certeza de que por mais que o tempo passe e por mais mulher que eu tenha me tornado, para ele sempre serei uma guriazinha e ele, por mais que o tempo passe, sempre será meu único herói! Me sinto nobre ao lado dele!

Ainda não conheço o prazer de ter netos. Mas com muito amor e prazer, a sua existência me faz descobrir o que é ser um deles!

Te amo Batman!




PS:
Desde sempre somos uma dupla dinâmica, mas foi em outubro de 2011, no velório de minha avó que eu reforcei a força de nossa dualidade e usei Batman e Robin como exemplo. No mês seguinte em seu aniversário, sem muito dinheiro para comprar um presente que pudesse surpreendê-lo, mas como sempre, com imaginação de sobra, tive a ideia de providenciar o que ficou registrado no vídeo abaixo. Dá o play ai!