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sábado, 29 de dezembro de 2012

As melhores coisas do ano velho!'

2012 foi sem dúvida um dos anos mais felizes e produtivos da minha vida! É como se eu tivesse encontrado aquela mola no fundo do poço, que leva de volta para o topo, ainda mais fortalecida, com uma nova visão do mundo e com uma paz de espírito sem igual. Tá, tá, tá. Vamos pular a parte das teorias e vamos ao que interessa.

PRECISO compartilhar as melhores coisas que aprendi neste ano velho.

-  Mais importante do que reconhecer seus potenciais, é saber o que fazer com eles.

- Amor não vem acompanhado de "mas, se e porém". O amor tem como característica o fato de ser incondicional. O que vem com condição não é amor, é mediocridade.

- Absolutamente TUDO na vida é passageiro, e cabe a cada um de nós absorver o que é necessário em cada fase. Das felizes ficam as boas lembranças e das dolorosas sem dúvida resta o amadurecimento.

- Muitas coisas na vida precisam de paciência, outras precisam de saco. Saiba identificá-las e pratique muito a primeira e repense se de fato as segundas são importantes.

- Só sonhar não basta. É preciso trocar os sonhos por objetivos, colocar as manguinhas de fora e agir para que ele passe a ser realidade.

- É mais sábio fazer poucas atividades, mas com dedicação, do que dez pela metade.

- Não deixe de ir a algum lugar por não saber o caminho. Vá e se perca, quem não se perde nunca vai saber as descobertas escondidas nos roteiros desconhecidos.

- Os caminhos que nossos amigos irão percorrer nem sempre cruzarão com os nossos. Aproveite, aprenda e compartilhe ao máximo enquanto for possível estar junto. ( e não adie as oportunidades de visitá-los!)

- Voltar a estudar é um grande prazer. Se parou, volte. Se já concluiu uma etapa, busque um novo curso. Aprender é sempre uma oportunidade imperdível.

- Lembre-se do poder das palavras. Não publique tudo o que passa pela sua cabeça sem antes filtrar o que convém ser dito.

- Cada ser a nossa volta é uma pecinha que faz parte de uma engrenagem. Esta engrenagem é que move um todo. Saiba conviver e respeitar estes seres, seus formatos e limitações, da mesma forma que você espera ser respeitado. (isso inclui vizinhos, agregados na família, colegas de trabalho e até os aracnídeos)



A limitação do nosso entendimento nem sempre faz com que possamos compreender, mas, quando algo que desejamos não acontece é simplesmente a seta da vida apontando que a coisa certa está mais para frente!

Rumo a 2013! (que pelo fato de ser 13 já o faz mais que auspicioso)

sábado, 15 de dezembro de 2012

No Facebook e no Pinterest

Bom dia leitores queridos!

Ando menos presente do que gostaria, mas por trás de cada texto há alguém real. Que usa a inspiração como fonte de produção. Alguém que trabalha, estuda, que tem outras várias atividades e por isso nem sempre consegue se fazer presente como gostaria.

Para não ficarmos distantes, criei mais dois novos canais de comunicação:

CURTA nossa página no face e compartilhe com seus amigos as frases e textos que você mais gostar!


um perfil no pinterest! Estou APAIXONADA por esta rede social, vejo nela um festival de boas ideias e sem dúvida muita inspiração!

Além disso estou empreendendo. Minha mãe e eu estamos aos poucos tornando real nosso antigo desejo de ter um ateliê. Em breve compartilharei mais sobre esta novidade!

As melhores coisas da vida tem que ser compartilhadas!


domingo, 9 de dezembro de 2012

Receita de sucesso!

Testei e recomendo!



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

E volta o cão arrependido...




Na vida tão certo quanto a morte é a volta do cão arrependido.
E as vezes ele se faz de Fênix e ressurge das cinzas!


domingo, 25 de novembro de 2012

Lei da atração!


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cala a boca pensamento!


Estar em silêncio não é sinônimo de estar quieto, é simplesmente sinônimo de não externar a voz interna.

Neste momento necessito concluir uns trabalhos acadêmicos, mas minha mente pensa nos desejos e esquece das necessidades. Ela é tão voraz que na maior parte do tempo é ela que me conduz. Sendo que o correto é que eu tenha domínio sobre ela.

Meu problema não é a falta de ideias, é o excesso. Minha mente é uma farta fonte de ideias e a medida em que elas vão nascendo e querendo ganhar espaço na lista das preferências, vão ocupando o espaço que era para ser usado para colocá-las em prática.

Estou com 4 janelas do computador abertas com os conteúdos que necessito. Estou escutando música latina e alguns segundos atrás percebi que estava dançando a salsa que faz a trilha em meus fones e no meio disso tudo meus olhos acompanham os passos graciosos que um moço que transita próximo a mim. O caaaaos! SOS!

Aos olhos de quem está de fora sou mais uma estudante, em frente ao seu computador, de fones de ouvido e óculos com cara de quem pensa. Mas aqui dentro, minha mente e eu, somos um turbilhão de pensamentos. Desejos querendo ser mais fortes que as necessidades, ideias mil, planos para breve, reflexões e check list dos deveres. Por fora estou séria e em silêncio, mas em mim há mil vozes, ruídos e fragmentos de pensamentos. As ruas do meu cérebro estão congestionadas.

Preciso de férias. Férias de quê se onde quer que eu esteja minha mente inquieta estará comigo? Preciso de ajuda. De um analista, um psiquiatra, um passe, uns florais, aulas de meditação, padre Quevedo, sessão do descarrego. Aaaah!!!!

Talvez, precise simplesmente de mim. Das minhas rédeas. Do auto controle. De ter uma DR com minha mente e dizer a ela: 
- Presta a atenção nas necessidades que temos para agora e te foca. F-o-c-o. Essa coisa que tem quatro letras e que nunca entra em ti.
Sou o tipo de mulher que não perde a concentração, afinal, pré requisito para perder é ter. 

Me falta foco, disciplina e concentração. E esse problema é antigo. Tenho muito clara a cena de uma reunião que a professora da terceira série do ensino fundamental teve com minha mãe e com a mãe de um outro colega que era tão distraído quanto eu. Ela disse a minha mãe que quando eu finalmente me concentrava para fazer os exercícios, ao usar a borracha eu me distraia com os farelos, e ali ficava, observando-os por infinitos minutos e esquecia que há vida pós farelo. Qualquer poeira de giz levava embora minha frágil concentração.

Se minhas horas na biblioteca não servirem para a produção do que foi inicialmente proposta a ela, pelo menos está servindo para uma outra coisa que tanto preso: escrever. Transformar os fatos da vida real em crônicas e compartilhar. E o blog agradece!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Se...

Ele não pensa, ele pulsa!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Bons frutos


O dia de ontem foi excelente, cheio de pequenas e grandes surpresas. Vi as coisas boas que estou semeando começando a brotar e tive retornos positivos de outros projetos também.
O momento que mais me chamou a atenção foi no final da tarde ao sair do trabalho. Passei em casa, coisa que normalmente não tenho o hábito de fazer, encontrei meu amado avô, troquei o uniforme corporativo por uma peça mais confortável e calcei um par de chinelos. De mochila nas costas e já no caminho me vi de fora e me achei um luxo. Um luxo pelo lugar em que eu estava, por morar próximo do trabalho, pelo sol lindo que iluminava aquele final de tarde, por me sentir confortável, por estar indo para uma excelente instituição de ensino e o melhor, sem ter que fazer mágica no final do mês para pagar a mensalidade. Neste momento todas aquelas sutilezas eram o novo sinônimo de luxo. Me senti coberta de felicidade e gratidão por tudo aquilo.

Já faz um tempo que eu conclui que felicidade faz rima com simplicidade. Cheguei a esta conclusão quando troquei uma vida acomodada em uma cidade urbana, pelo desafio de começar do zero em uma ilha, onde faço as mesmas atividades com a vantagem do contato constante com a natureza. Foi quando me despi de um estereótipo padrão de vaidade para me vestir de mim mesma, com todo meu charme e meus tantos defeitos. Foi também quando eu parei de buscar um emprego e fui em busca de atividades cujo o prazer é maior que a remuneração. Mas nada foi melhor do que o momento em que percebi que estava na hora de mandar embora os ressentimentos, os maus entendimentos e dar um fim aquelas histórias dolorosas que habitavam em mim.

Aquelas substâncias auto corrosivas chamadas ressentimento e rancor foram definitivamente expulsas da minha vida. Tomei esta decisão no sábio momento em que conclui que enquanto eu estava lá envolta naquela nuvem de maus sentimentos o alvo do rancor devia estar gozando da sua felicidade, sem ser atingido pela minha nuvem. Foi duro, mas se alguém tem que dominar esta história, este alguém sou eu e, não o que me faz mal.

Somos usinas geradoras de energia, e cabe a nós decidirmos onde ela será usada. A energia que desperdiçamos com coisas improdutivas não trará nenhum retorno. Assim como o tempo que desperdiçamos com maus pensamentos, más ações e outros maus empregos, também não há como ser recuperado.

Há uma frase do célebre Jean Paul Sartre que diz: “Não importa o que fizeram com você, mas sim o que você fez com aquilo que fizeram com você.”

Jogaram pedras? As pedras que apareceram no meu caminho serviram para serem colocadas em cima das histórias do passado. Recebeu limões azedos? Os limões que me foram ofertados, serviram para deliciosas limonadas, mousses e para me enriquecer de vitamina C. Tentaram te ridicularizar? Haja com elegância e nem pense em pagar na mesma moeda, desta forma ficará claro que o ridículo da história é quem não soube se controlar e não o alvo do descontrole.

Tudo o que aprendi não foi só no amor, foi na dor também, foi quebrando a cara. Decidi abolir o salto alto depois de muito ver meus pés machucados. Decidi não dar enfase ao que não me agrega coisas boas depois de muita energia desperdiçada. Decidi ser mais paciente com as limitações do outro, depois que observei o quão limitada ainda sou. E das coisas que tenho plantado, só coisas boas tenho colhido. Nada muito grandioso. Mas suficientes para estampar sorrisos no meu rosto e que principalmente trazer ainda mais paz ao meu espírito. Isso sim é luxo. E para quem não faz questão de luxo, isso é simplesmente felicidade.

Essa é a minha versão de boa colheita. Reconhecer o que tem que ser extraído e o que deve ser cultivado. E tu? O que tens colhido? Já parou para pensar no que tens plantado?




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Estamos no Face!

Leitores queridos, finalmente esta que vos escreve criou uma merecida página no blog no face!

Os textos, as frases e outras tantas ideias estão lá para você ler, CURTIR e compartilhar!











domingo, 4 de novembro de 2012

Carreira com prazer


Há cerca de dois anos tive o prazer de ir com meu avô a sua cidade natal e acompanhá-lo ao banco. Chegando lá ele encontrou velhos amigos, eram funcionários que trabalhavam lá há mais de 30 anos e estavam perto de se aposentar. Fiquei pensando, há trinta anos atrás eu nem era nascida e aqueles senhores já estavam com aquele crachá pendurado no pescoço. 

Quando alguém se esforça para passar em um concurso público em busca de estabilidade, eu imagino aquela pessoa indo todo dia para um ambiente de motivação duvidosa, com colegas acomodados que se ocupam entre as fofocas de setor e os copos de cafezinho. Será que isso é valido? Para ter a confiança de ganhar um salário razoável, ter plano de previdência, seguro de vida, plano de saúde, vale refeição, alimentação e tudo mais a que se tem direito? O que é estabilidade? É sacrificar anos da vida para cumprir horário em troca de um salário razoável e uma aposentadoria tranquila?

Trabalhar oito horas por dia durante pelo menos 22 dias por mês, 11 meses ao ano, são aproximadamente 1936 horas anuais, considerando que você fique lá no emprego estável durante 30 anos, significa que você passará cerca de 10 anos inteiros de sua vida desenvolvendo a mesma atividade no mesmo lugar. Significa que durante 10 anos inteiros você vai acordar no mesmo horário, bater o ponto, encontrar as mesmas pessoas, fazer o mesmo trajeto, carregar o mesmo crachá pendurado no pescoço e cumprir com todas as demais tarefas que alguém que tem um emprego estável cumpre. Levando este tipo de rotina só posso ter certeza de que são essas as pessoas que carregam a time line das redes sociais com frases de idolatria as sextas feiras. Estas me dão a impressão de que não encontram prazer nas atividades que desenvolvem.

Tão admirável quanto alguém se esforça para conquistar um cargo público, é alguém que joga a estabilidade e o salário razoável para o alto. Digno é quem empreende. Quem larga a vida na metrópole e vai morar onde até então só passava férias. É quem começa do zero, quem tira um sonho do papel, quem ousa recomeçar. Digno de admiração não é quem conquistou a estabilidade, mas sim, quem inseriu o prazer no expediente. Quem tornou o hobbie uma profissão, quem vive da sua arte, quem coordena seus dias e horários de expediente. É quem une uma rotina de trabalho, ao prazer e a felicidade.

Ter uma aposentadoria tranquila é tão merecido quanto ter felizes anos de trabalho.
Liberte-se do convencional e transforme o trabalho em prazer. Liberte-se da estabilidade e vá em busca primeiramente da liberdade!

domingo, 28 de outubro de 2012

O pior pão duro...


Trecho do texto Nada menos que ele!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Quem muito pensa...



Trecho do texto Nada menos que ele!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Nada menos que ele!




Cansada de ouvir a frase “eu gosto de ti, mas...” fui investigar um pouco mais a fundo o valor do que se sente. Não descobri exatamente o que leva uma pessoa a poupar uma coisa que é de graça que tende a se multiplicar, acredito que seja fruto do desinteresse. Ou excesso de razão, quem muito pensa pouco ama.

Sentimentos com condições não são sentimentos, são chantagens afetivas. "Eu gosto de ti, porém se tu continuar me trocando pelo futebol no sábado nossa relação acaba aqui."
Isso é um sentimento egoista e sem afeto. Quem gosta mesmo diz: "Eu gosto de ti, e apesar de não gostar do futebol aos sábados, eu sei o quanto ele é importante pra ti. Vai lá e faz um gol pra mim."
Sentimento só tem valor quando é incondicional. Quando qualquer condição se torna pequena perto do prazer de estar ao lado do outro.

É preciso ter consciência que tanto você, quanto o outro são seres imperfeitos. E que infelizmente no mundo não existe ninguém que carregue consigo a perfeição. Se diante da primeira diferença que encontrarmos no outro pensarmos em desistir da relação, jamais teremos uma relação duradoura e feliz. Aceitar as diferenças e superá-las é onde percebemos a dimensão de um gostar que as vezes nem sabemos como classificar.

Há também sentimentos que são tão fraquinhos que não superam os desafios. Sentimentos de perna curta, são pequenos demais para pularem uma barreira e encontrar o que há do outro lado.
São sentimentos medíocres, que não fazem mal mas que não tem força para ir a diante. São pequenos demais para superarem os preconceitos e para priorizar a relação. São aqueles que vem acompanhados de mas, porém e se.
Sentimento não foi criado ser contido e poupado, nem para ficar fermentando em silêncio em meio a dúvidas, medos, pré conceitos e orgulho. Sentimento existe para ser manifestado, compartilhado, externado, dividido e multiplicado.

Coração foi feito para pulsar. E ele pulsa mais feliz quando se vive uma história especial. O pior pão duro é aquele que poupa coração. Fica temendo os sentimentos e não se permite experimentar ser feliz ao lado de alguém.
Se é para estar em uma relação de contenção de sentimentos, é melhor não estar. Não é digno! 

A resposta que encontrei para o “eu gosto de ti, mas...” foi: "Agradeço o seu gostar, mas eu não mereço nada menos que amor!"


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Fofura!



Vim despida de qualquer coisa que possa causar algum tipo de mal e de coração aberto para ser preenchido por coisas boas e novas!

Final feliz, também é sinônimo de recomeço!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Adolescer!


As coisas vitais para a felicidade nem sempre estão no topo das grandes conquistas. Os pequenos prazeres escondidos nas entrelinhas as vezes não devem ser esquecidos. A adolescência é a fase de uma coisa que considero vital para a felicidade chamada friozinho na barriga. Cada dia nos proporcionamos a uma novidade. Porém esta fase dura em torno de 6 anos e depois que ela passa vamos deixando de lado as molecagens, ganhamos juízo e a disposição tende a diminuir. 
A fase adulta era para ser mais divertida que a adolescência, afinal temos a tão esperada autonomia e independência que não tínhamos antes. Porém sobram pudores e falta espaço para duas coisas que os adolescentes tem de sobra: a coragem e o atrevimento.

Quando imergimos na vida adulta aquelas sensações de ineditismo da adolescência vão se tornando cada vez mais raras. No lugar delas vem a rotina, a busca pela estabilidade e outras caretices a que nos dedicamos. Faz falta se apaixonar, até porque na vida adulta os corações já trazem tantas cicatrizes que há mil barreiras antes de uma entrega. Faz falta andar de montanha russa, faz falta se matricular em uma aula de qualquer coisa que saia da vida comum. Faz falta alguém para idolatrar e ter bandas prediletas. Acima de tudo, faz falta a ousadia que vamos sem perceber deixando para traz quando assumimos as tais responsabilidades. Responsabilidade todos devemos assumir, mas isso não significa que tenhamos que deixar para trás as ferramentas que nos levam de encontro as emoções. 


A vida adulta não precisa ser só de planos convencionais como: graduação, mestrado, doutorado, financiamentos, hipoteca, gestação, ipva e tudo mais. A vida adulta pode, e principalmente, deve ter uma parcela de adolescência. Não no sentido de rebeldia, mas sim, de menos armazenamento de traumas e de mais coragem. 


Viver um amor a longa distância. Parar de sonhar e estabelecer metas para realizar. Planejar uma viagem bacana nas férias. Tirar um dia de folga por conta própria para dormir até a hora que der vontade. Deixar o orçamento de lado e se dar um presente merecido. Parar de dizer "vamos marcar de se ver" e de fato marcar um programa com uma pessoa querida. Pegar a estrada sem rumo e conhecer lugares inusitados. Escrever uma carta para um amigo de infância. Terminar uma relação que tem sido empurrada com a barriga ou simplesmente entrar de cabeça em uma. Levar você mesmo a uma festa e descobrir o quão divertida pode ser a sua própria companhia. Ousar um novo visual. Saltar de parapente. Ufa, são infinitas as oportunidades de se sentir inédito. Ou simplesmente de se sentir você mesmo, em um novo ângulo e em um novo cenário.


Atingir a idade adulta é inevitável. O que é evitável é tornar-se um adulto careta, escondido atrás de responsabilidades impostas pela sociedade da qual fazemos parte. É evitável também abrir mão das coisas que proporcionam frio na barriga e viver só para a rotina. Entre o inevitável e o evitável é que nascem as histórias que irão colorir a biografia. Entre as obrigações e os opcionais é que está o prazer de se sentir inédito e a certeza de que a vida é, acima de tudo a arte de experimentar-se.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Fácil de entender!


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Melhor que Christian Grey


Todas que o conhecem se apaixonam e, as que ainda não o conheceram estão ansiosas por este momento. Tudo o que ele é e, principalmente o que ele faz por sua eleita, está mexendo com o imaginário e plantando a sementinha da inveja em milhões de mulheres mundo a fora. Nele há uma característica marcante: as formas ousadas de levar sua amada ao delírio. Todas as suas façanhas amorosas e eróticas tornaram-se públicas e foi ai que a fama de homem dos sonhos se alastrou. Todas passaram a desejar um homem com aquela ousadia em sua vida, sua cama e onde mais for possível. Mas, estamos falando de um cara que existe em dois lugares: no livro e no imaginário de quem lê. 

Ele é milionário, não mede esforços para provocar prazer, trata muito bem a sua amada e a saboreia sem pudores. Além disso ele é jovem bem sucedido e tem todos os outros atributos que um homem que só existe na ficção pode ter. Sejamos francas, toda a mulher merece ser tratada como rainha. Ver alguém bem apessoado, arrumado e perfumado, que para um carro de luxo na porta de casa, que enche de mimos e elogios, que leva no restaurantes dos sonhos e fecha a noite com cenas quentes, realmente tem seu valor. Os Christians Blue, Green, Red e Yellow fazem tudo isso por suas parceiras. Mas homens assim dificilmente irão existir no dia a dia. 

Na vida real podem haver os milionários, os muito competentes sexualmente, os que  surpreendem e os que amam. Quem quiser encontrar todos estes atributos em um homem só terá que procurá-lo em algum livro de ficção. Os milionários são sem dúvida sedutores e podem produzir histórias com ingredientes que o dinheiro compra. Os competentes sexualmente irão causar momentos de tirar o fôlego, mas sexo sozinho é que nem pastel de vento, não segura por muito tempo. Um homem surpreendente é capaz de provocar as mais diversas reações, este vale a pena só enquanto as surpresas forem boas. Já o homem que ama é  o que vai encarar os desafios,  que vai transmitir segurança e principalmente, é o que não vai desistir de você. É o que vai deixar o coração tranquilo, que vai estar ao teu lado quando necessário e que também vai respeitar o seu espaço. O homem que ama é o único que você vai querer estar e vai querer voltar se for necessário se afastar.

É bom saber que, o Christian Grey daquelas que não protagonizam a história do livro não vai surgir em cinquenta tons de cinza, mas sim em um colorido infinito na alma chamado, amor.



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Feche os olhos e...


Sou míope e não enxergo quase nada que não esteja a um palmo distante do meu nariz sem meus óculos. Pois agora os tirei para limpar e poucos segundos depois surge em minha frente um vulto, e uma voz do além, dizendo: “já venho aqui para acertamos aquela questão!” Eu não o estava vendo, mas o ouvia. Não sabia nem ao certo se meus olhos estavam sendo apontados na direção dele, e para não ter dúvidas coloquei novamente o óculos, sujo e embaçado mesmo, para saber quem era antes de responder. 

É engraçado. Quem está de fora não tem a consciência do que é tirar o óculos e simplesmente não enxergar. Quando quero brincar de ser invisível saio sem óculos. Na verdade o mundo fica invisível para mim. Eu porém, continuo visível para o mundo. É como se “não vejo, logo, não existo.” Porém existo e todos ao meu redor estão me vendo. (exceto se forem mais míopes que eu.) 
Quando desfrutarmos diariamente da visão, não imaginarmos o que é perdê-la. Mesmo que parcialmente.

E se ficássemos cegos de uma ora para outra?  E se passássemos a ser dependente de alguém de boa vontade capaz de nos guiar e nos ajudar nas necessidades mais simples?
Com a ausência deste sentido tão importante nos obrigaríamos a ocupar a vida com coisas mais úteis do que ficar horas em frente ao um computador desperdiçando vitalidade na time line de alguma rede social. Assistíamos menos televisão e escutaríamos mais música. Perderíamos também o prazer da leitura. E para substituí-la, o que fazer? Estudar iria ser possível só em escolas e universidades adaptadas e com professores de muito boa vontade. Será possível?
O paladar e o olfato tornar-se-iam mais aguçados. Reconheceríamos as pessoas pelo cheiro. Nossas mãos seriam nossos olhos. A sensibilidade na ponta dos dedos seria a nova visão.Tocaríamos mais o próximo. Aquele toque com vontade que as vezes parece quase extinto. Sem a visão, a audição seria bússola. Responsável por direcionarmos através dos sons. E com a impossibilidade de reconhecer as expressões faciais interpretaríamos as palavras pelo tom da voz.    

A visão é um sentido sem dúvida valoroso. Há pelo mundo incontáveis motivos capazes de provocar uma festa em nossos olhos. E por usarmos tanto os olhos, os demais sentidos passam a ficar em segundo plano.
Para quem não usa óculos, e não conhece a sensação de ficar cego por alguns instantes eu recomendo que coloque uma venda e vá fazer suas atividades cotidianas com a ausência da visão. É um simples exercício que faz com que passemos a ter uma nova percepção, de tudo. Mostra o quão dependentes somos, testa nossos limites e também a paciência. É um exercício de auto descoberta. Feche os olhos e experimente-se!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Assim nascem os amantes!



A paz e o prazer já haviam pedido licença daquele ambiente. Um se sentia sufocado, o outro angustiado. Não dava mais! O que era para ser feliz e saudável estava se tornando cada vez mais uma fonte de infelicidade. A melhor solução é o ponto final. Estou indo, tchau. Tchau!
Essa foi a decisão para ambos voltarem a dormir e acordar em companhia da paz.


Alguns dias depois, os pensamentos que causavam angustia já haviam silenciado. E o prazer passou a ser encontrado ai, no silêncio da mente e na leveza do coração. O mundo continuou dando suas voltas, e durante uma delas se manifestou em ambos o desejo de novamente estar. Já desprovidos de obsessões e posses foram ao encontro um do outro. 
Despiram-se de tudo aquilo que haviam deixado para trás e se entregaram por inteiro ao que melhor guardavam um pelo outro. 

Ao se desconectarem descobriram sua melhor conexão. Ao decidirem não mais estar, descobriram o quão bom é estarem juntos. Porém, sem expectativas, sem pressão e sem esperar pelo dia seguinte. Entregues ao momento e a fazer daquele momento o melhor para os dois. As coisas que um desejava e o outro não tinha mais motivação para fazer, naquele momento foram feitas de boa vontade. O carinho, o cuidado, a delicadeza das atitudes e o tom de voz brando se fizeram presentes naquela cena de plena cumplicidade.


As relações tem umas situações engraçadas. Não fazer o melhor para mim também é uma forma de não fazer o melhor para o outro. A obrigação gera a espera por uma recompensa. Uma relação saudável requer esforços pelo coletivo. Relação, necessita de doação. Mas doação espontânea, sem a errônea expectativa de uma recompensa. Espontaneidade gera espontaneidade. Espera por recompensa gera é frustração.
E ninguém se sente feliz quando está frustrado. Com a frustração vem a angústia. Com a angústia vem a pressa em reverter o quadro e essa pressa é a responsável para que ponhamos abaixo todas as coisas boas de estar ao lado de alguém. 


Ponto final nem sempre é a decisão mais inteligente. Algumas histórias precisam apenas de reconfiguração e limpeza. Necessitam que sejam jogadas fora todas as expectativas. E que ambos estejam abertos e entregues ao estar. E que este estar vigore no tempo dele.

O erro já foi reconhecido. A situação angustiante já faz parte do passado. Hoje quero de ti o mesmo que tenho a oferecer. Meus 5 sentidos, desprovidos de expectativas e minha mente livre de angústias. Aproveita-me, farei o mesmo com você. Hoje, mais do que nunca, seremos amantes.


domingo, 23 de setembro de 2012

É primavera!




Todo ano ela chega pontualmente, de mansinho, sem esperar que alguém repare, mesmo sendo impossível não ser notada. Chega sem pretensão de conquistar, até porque já tem lugar cativo na vida de todos. Ela é a única que oferece flores sem esperar nada em troca e sem ter uma data especial para isso. Oferece não só flores, mas também beleza, colorido e perfume. Ela proporciona uma festa aos sentidos. Enfeita a paisagem, colore a alma, e mesmo não sendo miss universo, ninguém consegue concorrer com a beleza dela. 

Ela também vem para lembrar que é tempo de florescer. Para ver florescer é preciso colocar as sementes na terra, adubar, regar e cuidar. É um caminho longo e delicado, exige comprometimento e dedicação. Primavera também é tempo de cuidar dos jardins, ao invés de ficar de braços cruzados e esperar que alguém oferte algo. Cada um de nós é responsável por fazer florescer na alma o que alegra. Cada um é responsável por fazer florescer a sua primavera. 


domingo, 16 de setembro de 2012

Antes do próximo capítulo!


Então, todas as emoções vieram parar dentro de mim. Eram 50 corações, cada um pulsando ou querendo parar de pulsar por um motivo. A mente fervilhava de idéias. O anjinho e o diabinho, cada um pousado sobre um lado do ombro querendo dar conselhos. Um dizia: seja forte, passe por cima dos detalhes. O outro dava potência aquilo que o anjinho via como detalhe. Até que Pssssssssssss! Silêncio! Parem todos! Saiam já daqui. Quero que fique somente a serenidade e a sensatez. Neste momento nem a razão nem a emoção são bem vindas, já que cada uma quer que seus interesses sejam priorizados.

E assim foi. Todos foram acalmando. Os 50 corações passaram a ser novamente um só, para cumprir com as funções vitais. As emoções e a mente foram serenadas. O anjinho e o diabinho voltaram para onde nunca deveriam ter saído. A razão e a emoção ganharam o dia de folga. Era somente a sensatez e eu. E juntas colocamos tudo no papel. Tudo o que incomodava, bem como o que era vital para a felicidade. Refletimos sobre nossos desejos e necessidades e concluímos que para ir mais longe é preciso aliviar a bagagem. Carregar muito peso deixa os passos mais lentos e reduz significativamente a disposição para seguir em frente. E não foi fácil escolher o que deveria ficar para trás. Há coisas que carregamos há tanto tempo, que nem sabemos mais o porquê de fato aquilo foram inseridas na bagagem. Carregar medo, só serve para tirar o espaço da constantemente necessária coragem. Quando se acumula rancor, só se colhe dores de cabeça e essas dores tornam a locomoção ainda mais lenta. É preciso se desprender do passado, para abrir espaço para as coisas novas do presente. Antes de seguir em frente é necessário olhar para trás, para ver se não ficou nada fora do lugar. Afinal, o mundo gira o tempo todo, e numa das tantas voltas que a vida dá, pode ser que alguma pendência do passado role para o futuro e se torne um obstáculo desnecessário.


Antes de decidir o roteiro dos próximos capítulos é necessário colocar todas as idéias no lugar. Medir as perdas e os ganhos consequentes das decisões que serão tomadas. Lembrar que a ansiedade, a pressa e a cabeça quente não ajudam ninguém a fazer escolhas inteligentes. Saber que a razão e a emoção são responsáveis por decisões diferentes e para isso é preciso serenar a mente e o coração. Nestas horas, a sensatez costuma ser uma excelente conselheira.

Um próximo capitulo só inicia de fato quando o outro já está encerrado. Não há como virar a página com os personagens do capítulo anterior ainda em cena. Felizmente nem todas as histórias vão terminam com “viveram felizes para sempre”. Pois o sempre, um dia acaba. Por isso, o melhor desfecho ainda é o “seguiram em frente” e para isso, é preciso aliviar a bagagem!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Homens bonitos?

Sempre tive uma tendência afetiva para com homens desprovidos de beleza óbvia. Não que eu me atraia por bichinhos da goiaba, patinhos feios e caridades afetivas. A atração é na verdade, por descobrir aquilo que não está visível aos olhos de qualquer um.

Quando o homem é bem provido de beleza óbvia, ou em bom português, bonito, causa furor e gera interesse, ás vezes sem nem precisar abrir a boca.
Essa tendência dele a seduzir sem precisar se esforçar muito, faz com que involuntariamente nos interessemos sem ir a fundo. Um convite feito por um bonitão tem muito mais chances de ser aceito do que um convite feito por um “esteticamente desprivilegiado”.
O gato faz bonito, literalmente, em qualquer lugar. Ele fica bem nas fotos para as redes sociais. As amigas veem e comentam:
“Viu só o bofescandalo da fulana?”
O moço também faz sucesso nos eventos da família, as avós e tias não vão perder a oportunidade de dizer: “Teu namorado novo é um pão!”
O bonitão tem tudo ali, pronto, é só contemplar e suspirar.
E se não houver disposição dele em mostrar que tem outras qualidades, ou dela em desvendar o que está além do alcance da visão, o encanto se perderá rapidinho.

É muito mais instigante alguém que não deixa suas qualidades só estampadas na cara.
Pode ser que a primeira vista o desprovido de beleza óbvia não desperte interesse. Mas aos poucos os olhos vão se acostumando e vão passando a perceber que mesmo o conjunto não sendo muito harmônico, algumas partes tem seu charme.
Ele pode estar um pouco acima do peso, o nariz pode ser avantajado, a pele não é a mais bronzeada e o porte dificilmente será atlético. A baixa atração visual instiga a busca pela descoberta de outras virtudes. A carência de atributos físicos, leva a crer que as pessoas que não foram contempladas com aquele pacote estético de capa de revista, estão mais predispostas ao conteúdo, ao bom humor e a surpreender. Quer coisa mais gostosa que a companhia de alguém que surpreende e arranca sorrisos?
Esses detalhes são os que realmente conquistam e mais do que isso, são os que mantém.


É importante sermos seletivas e exigentes, e é bom também não descartarmos aqueles denominados feios. Independente da cara ser bonita ou não, do corpo ser atlético ou não, para estarmos ao lado de alguém de verdade teremos que ir além do que está visível aos olhos.

O que vale a pena em alguém não é só o que vemos, mas sim os sentimentos e reações que elas nos despertam.

E convenhamos, beleza sozinha só serve para decoração.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Depressão Mirim



Tenho muito presente na minha memória uma cena assombrosa da minha infância. Aos 6 anos eu estava na primeira série, em minha terra natal, Cachoeira do Sul, minha mãe trabalhava em um banco e morávamos num prédio, em frente a uma praça. Nessa época tínhamos uma empregada, a Deth, das poucas imagens que eu tenho dela eram os cabelos escuros e cacheados, a voz alta e o péssimo gosto musical.
Péssimo porque aos 6 anos eu já tinha um gosto musical latino e refinado. Ouvia os lp’s da minha mãe, meu predileto era o do Gipsy Kings. Colocava no volume máximo, vestia uma saia de prenda e dançava na sala ao redor de uma fogueira imaginária o baila baila baila, baila baila me! Isso sem contar em Fagner, Carlos Oliva y Los Sobrinos, Sandra de Sá e RPM e o famoso Olhar 43. Mais ou menos nesta época meu pai comprou um aparelho completo, com LP, fita k7, rádio, gravador e CD. A coisa mais moderna da época.  Com tudo isso não havia condições de compartilhar a trilha sonora com a Deth, que insistia em escutar a 96 FM, uma rádio lá de Cachoeira que toca sertanejo, gauchesco, Vando, Amado Batista e outros sucessos de gosto duvidoso.

A cena que até hoje assombra minha memória era de todo dia no final da tarde, quando a Deth encerrava seu expediente e eu iniciava meu plantão de espera pela chegada da minha mãe. A Deth se posicionava com o pé na porta e os ouvidos no radinho. O banco fechava as 15hs, até minha mãe fechar o caixa, fazer reunião, sair, passar no mercado e chegar em casa, demorava mais de duas horas. Em horário de verão tinha sol na rua ainda. O ruim era no inverno. A partir das 17hs eu ia para a janela esperar minha mãe. Não tirava o olho da escadaria da pracinha por onde eu sabia que ela ia passar. Enquanto isso a Deth nervosa calculava o horário do ônibus, soltava os cabelos e ouvia as mais pedidas da 96 FM. Nada, poderia ser mais cruel que este momento. Pois no inverno de 1992 uma música do Sérgio Reis fazia muito sucesso e todo o santo dia naquele mesmo horário ela tocava. O refrão dizia assim:

“Chuva fina no meu parabrisaaaa
 Vento de saudade no meu peito
 Visibilidade destorcida, pela lágrima caída
 Pela dor da solidão...

 É chuva no meu parabrisaaa”

Me diz Brasil, o que pode ser mais deprimente do que isso?
Naquela época não havia telefone celular, as vezes minha mãe ligava avisando que ia chegar um pouco mais tarde. Mas as vezes não. Fazia chuva ou sol, lá pontualmente lá estava eu, vendo escurecer, vendo a chuva cair, vendo o vidro da janela ficar embaçado pela minha respiração, vendo os minutos passando, percebendo a ansiedade da Deth e com a sensação de que a mãe só podia ter morrido por tamanha demora. Mais deprimente que isso, era só a chuva fina que insistentemente caia no parabrisa do Sérgio Reis, que tocava ao fundo.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Casamento - mesa de doces


Especial sobre comportamento em eventos e casamentos:

Comporte-se diante da mesa de doces!


Recentemente tive o prazer uma nova experiência: montar a mesa de doces em um casamento. Trabalho com casamentos há alguns anos. Trabalhar no evento dos sonhos da vida de alguém é muito gratificante.

Fiquei cerca de 3 horas em função de escolher e limpar as louças, harmonizar as alturas, abrir as caixas de doces delicados e acomodar mil doces, um a um em seus respectivos lugares. E não é que ficou lindo? (falsa modéstia não é comigo)

Na hora da festa quando a mesa foi liberada, em menos de 5 minutos, eu disse menos de cinco, a mesa estava vazia. Os convidados saquearam a mesa como se os doces fossem moedas de ouro. As pessoas não tinham onde carregar, já que neste tipo de ocasião não são usados pratos, empilhavam no braço esquerdo dobrado, enquanto a mão direita fazia a limpa. Nas mesas dos convidados era um amontoamento de doces finos amassados que dava dó. E essa não foi a única cena que presenciei. Em outra ocasião, os noivos montaram um lindo gazebo com cortinas e flores brancas decorando enquanto os mais diversos doces estavam pousados em lindos suportes provençais. Os convidados desta vez foram mais civilizados. Pegaram os pratos da mesas e fizeram uma fila para acessar o gazebo e se servir de doces. O detalhe é que estava sendo servido em pratos nas mesas, doces mais simples, enquanto o gazebo era mais para efeito de fotos. Do meio da fila em diante os convidados ficaram só na vontade. São tantos os fatos presenciados que achei de grande necessidade este post.

Convidados queridos, ao participarem de um casamento, lembrem-se que a boa educação é mais importante que o modelito de festa e o penteado carregado de laquê. A intenção dos noivos é que os doces escolhidos com tanto carinho, sejam apreciados com tranqüilidade por vocês, enquanto circulam pela festa e se esbaldam na pista. Não saqueie as mesas como se fosse a primeira e única vez que você se vê diante dos doces, pois além de ser uma grande falta de educação, há também a questão do desperdício. Muitos doces ficam pela metade jogado nas mesas por conta da gula de quem nem se preocupou em saber o sabor antes de pegar. Contenha-se e aprecie o que for servido sem desespero. Caso você não tenha o hábito de levar a boa educação aos eventos sociais, reflita se realmente você deve sair de casa. O mesmo vale para fornecedores que estiverem trabalhando na festa. Todos gostam e apreciam as pequenas tentações, mas é importante saber que a festa é para os convidados e que acima de tudo você está lá para trabalhar.

Para os noivos que querem evitar este tipo de situação, fica a sugestão de passar os doces em bandejas ou servi-los em pratos, nas mesas. Ao invés de uma mesa de doces, faça uma mesa de fotos, ou de recados, que também ficarão lindas na decoração e evitará os desperdícios e excessos.

  

PS: Voltarei em breve com mais posts sobre bom comportamento em festas e casamentos. Sugestões de temas?

 

 

 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Coisas de mulher moderna!






Ela namorou aquelas botas por mais de um ano. Tratava-se de um par de coturnos, que ela descrevia como calçado de menina em fuga. Depois de um longo tempo de desejos ela finalmente comprou um par, marrom, de couro e de conforto duvidoso. No dia de estréia ela saiu com uma calça velha e desbotada, cabelos despenteados e fones de ouvido. Poucas quadras longe de casa as botas dos sonhos começavam a dar indícios de que iriam machucar. E assim foi. Já com os pés feridos ela entrou em uma farmácia, comprou esparadrapos e algodões para os pequenos curativos. Já no caixa ela avistou pacotes da camisinha que ele gosta. Pediu ao atendente:

- Três pacotes por favor dos preservativos especiais.

O atendente constrangido adicionou os produtos a compra. Ela pediu um banco para sentar. O moço alcançou e ficou debruçado no balcão a observar ela descalçar os pés machucados e enrolar algodões e esparadrapos por todos os lados.

- Machucou os pés moça?

- Sim, calçados novos ainda não amaciados fazem isso.

Ela calçou as botas, devolveu o banco. Pagou. Deu boa noite e saiu. O atendente continuou no balcão, espantado com a situação. Enquanto ela já ia longe, sabendo que algumas situações podem ser consertadas com curativos, outras, preservativos especiais resolvem. Melhor levar logo 3 pacotes.



*imagem: Google

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Final feliz, longe do obvio!



Hoje tem casamento. Aliás na minha vida tem casamentos alheios constantemente. É parte do meu trabalho. Mas o casamento de hoje é diferente de todos os outros.

Acredito em destino. Acredito que todos temos um caminho traçado e que nada acontece por acaso. Há alguns anos quando o conheci  foi paixão imediata. E o que é pior, paixão não correspondida. Depois de quatro anos nos reencontramos e desta vez a reciprocidade fez parte do encontro. Em pouco tempo construímos algo que não há como rotular, mas que foi mágico, sincero, intenso e mútuo, porém as vésperas de uma despedida. Depois de meses alimentando um mútuo desejo e necessidade de reencontro. Atravessei o país para reencontrá-lo, e enquanto todos, inclusive eu, torciam por um final feliz, percebi que o final já havia se consumado e seu não tinha sido avisada. Ande quilômetros para ir ao encontro de alguém que alimentava um desejo e um sentimento lindo, para chegar lá e voltar com o coração partido em mil. Doeu! Principalmente por ter me sentido enganada. Questionei o outro porque ele não havia sido sincero. Peguei um avião, um ônibus e outro ônibus, desta vez mais resistente para atravessar um trecho sem asfalto e descobri que o motivo que me incentivou a tudo isso já não existia mais. Que a paixão recíproca não era mais reciproca. O outro tem todo o direito de não estar mais interessado. Acredito que o interesse muitas vezes é involuntário. Mas tinha eu o direito de saber disso e optar em ir ou não. Voltei para casa dilacerada. Prometi a mim que não ia mais procurá-lo. Já havia me machucado uma vez e essa segunda era para não ter mais volta. Foi um exercício longo de desapego, precisei domar a mente para ser mais forte que o coração. E consegui. 

Mais de um ano depois, o reencontrei, desta vez on line. Depois de muito tempo sem noticias ele disse que precisava me pedir perdão. Perdão por ter sido leviano comigo. Fiquei paralisada com a atitude. Eu acreditava que em algum momento isso poderia acontecer, mas fiquei muito surpresa com a espontaneidade e principalmente com o raro e nobre gesto de reconhecer um erro e pedir perdão por ele. Que paz! A história já havia por mim sido digerida (praticamente goela abaixo) mas encerramos o capítulo com chave de ouro. Nesta oportunidade ele contou também que havia conhecido uma pessoa muito especial e que estavam pensando em casamento. Uau! Fiquei muito feliz. Ele não tem um coração de pedra como pareceu em alguns momentos. Ele aliás, é um ser humano lindo, de valores lindos e que fez uma admirável escolha de vida, de desapegar de tudo aquilo que ele havia vivido e renascer para desta vez viver em contato pleno com a natureza. Para extrair dela alimento, sustento, paz, sombra e água fresca. Fiquei sinceramente feliz em saber que ele havia encontrado alguém para viver um ciclo de amor, constituir uma família e todas aquelas coisas que a gente faz quando encontra com a pessoa certa. (que assim seja)


Ele casa no próximo sábado. O casamento é daquele que em algum momento do meu passado, entre tantos encontros e desencontros, paixões e feridas. Eu acreditei ser o homem da minha vida. Cheguei a acreditar que um dia iriamos ficar juntos por um longo ciclo. Mas, se de fato ele fosse o homem da minha vida, este casamento seria o meu também. E não é.

Hoje tem final feliz! Aqui é o capitulo final de uma história da vida real. Onde nem sempre as mocinhas ficam com quem elas erroneamente acham que devem. Ele está casando com aquela que desejo que seja a mulher da vida dele. Enquanto eu sigo desimpedida, para  no momento certo e com a pessoa certa, consumar o final feliz da minha história.
Hoje tenho plena certeza de que os finais felizes são justos. Talvez demoremos muito para descobrir isso, mas simplesmente não há como haver final feliz com a pessoa errada.
Que se cumpram os destinos!

sábado, 25 de agosto de 2012

Próximas tendências!

Dos tantos conselhos que recebi de meu pai há um que sempre lembro: não seja lobo de matilha. Os lobos de matilha as vezes nem sabem para onde estão correndo, mas eles querem é estar lá, no meio com os outros. 
Isso sempre serviu de reflexão para minhas atitudes. “Estou fazendo algo porque eu de fato gostaria ou estou me baseando na opinião da maioria?”
Eu uso este questionamento para tudo. É uma maneira de reconhecer  a legitimidade das minhas escolhas.

Fico algumas horas conectada a internet, neste tempo visito blogs de todos os gêneros, redes sociais e outras fontes que me conectam a vida real virtual. Desse tanto de conteúdo de ingiro pelas páginas da internet o que mais vejo é cópia. Muita, muuuuita coisa é cópia.
It girl não-sei-da-onde usou um chapéu de borboleta. Uhuuuul, new trend, todas querem, todas adotam e virou epidemia. Uma semana depois todas estão postando fotos com o chapéu. A Apple anuncia um lançamento, no dia seguinte já há fila de espera para adquirir o novo produto. A tecnologia nunca esperou ter tantos amantes!


Caveira está na moda. Uhuuuulll. Todo mundo praticando o caveirismo. Sneakers são obrigatórios nos pés das mocinhas “antenadas”. Todas compra, todas calça! Tá na moda instagram, todos dão um jeito de comprar a prestação um smart fone para postar suas fotos e fazer parte da nova matilha. Música cafona com letra sem fundamento, não só está na moda, está também na ponta da língua.

Os acessos sem filtro a tudo o que se lança, que se ouve e que se usa, é tão grande que ninguém mais reflete sobre a necessidade do consumo. Todos querem simplesmente consumir.  Todos querem saciar os desejos pelas necessidades desnecessárias. Perde-se a personalidade e entra a padronização. Há uma necessidade coletiva de estar atualizado. É tanto desejo de estar na moda que ninguém percebe que na verdade está padronizado.


Meu telefone celular é o que chamo de “vintage”. Modelo 2006. Não tem nem tela colorida. Estamos juntos a cerca de 4 anos. Já recebi diversas palestras motivacionais de amigos falando sobre as maravilhas de seus smartfones e o quão necessários eles são. De fato, acredito que sejam. Mas telefone celular para mim tem que ter 3 funções: ligar, enviar e receber torpedos e resistir a quedas. Não sou colecionadora de aparelhos e carregadores sem uso. Não quero ficar o dia conectada ao vazio da time line do facebook. Meus e-mails eu leio e respondo quando acesso acesso a internet. Escrevo meus textos off line, em silêncio e posto quando estou on line. O tênis da moda de hoje é a doação da campanha do agasalho do ano que vem. Não uso caveiras, nem mustaches, nem pratico pulseirismos. Não uso as tendências. To por fora da matilha do consumo. E aqui de fora observo e concluo que com exceção da originalidade o resto todo está na moda!



Quer mais?
Este texto também tem tudo a ver, Você mesmo S.A 


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Planos para o fim do mundo!


30 graus, sensação térmica de 40. Isso não seria espantoso se estivéssemos em janeiro, mas estamos em agosto e no sul do país.

Pelo telefone e
la diz: me traz um biquíni!

Ele completa: 30 graus em pleno inverno, estou começando a acreditar que o mundo vai acabar!

Ela pergunta: Quais são os desejos que você quer realizar antes do mundo acabar?

Ele pensou em comprar o carro dos sonhos financiado. Já que não vai precisar pagar o financiamento optou em curtir a reta final motorizado em grande estilo. Ela tem o sonho mirim de atacar um supermercado e comer todas as guloseimas que tem direito. Há também  aqueles que marcaram a data do casamento, se o mundo acabar pelo menos não irão morrer encalhados.
O que poucos assimilam é o fato de o mundo já estar acabando.

As temperaturas aumentaram, parou de chover, as plantações de milho e soja secaram, a pequena safra vai para alimentação ou para a produção de combustíveis. Os animais ficam sem ração, os produtores não tem como alimentar suas criações. Criam valas e jogam milhares de pintinhos famintos vivos, sim eu disse vivos, lá dentro para serem enterrados antes que morram no criadouro. Gente, o mundo está acabando em pequenas parcelas.
E o que nós estamos fazendo para combater, reduzir ou tentar evitar o fim do mundo?

 Pode simplesmente ser que a natureza reaja conforme nossas ações. Como uma forma de defesa para que nos alertemos nas nossas atitudes e da fragilidade das nossas limitações. Fragilidade das nossas limitações porque estamos sempre morrendo. Se está frio “morri de frio esta noite”. Se esta calor “não aguento mais, to derretendo!” Nós cansamos fácil, temos uma quase morte a cada novo dia e aquilo que não está no nosso roteiro é o fim do mundo.

Pode ser que haja uma grande explosão. Pode ser que a terra seja invadida por uma chuva de meteoros que não são da paixão. Pode ser que todas as geleiras derretam e haja uma inundação gigantesca. E pode ser que não.

Esta história de fim do mundo é um fato que se consuma em pequenas doses, diariamente.  Fim do mundo é a não conscientização, é a não mudança de hábitos, é não buscar alternativas de consumo consciente, é não produzir bens duráveis, é o descarte de materiais desnecessários, é o não respeito a natureza e a industrialização excessiva. Ah, fim do mundo também é a falta de gentileza e respeito com o próximo. Afinal de que vale uma população de 7 bilhões de pessoas sem afetividade?

Dificilmente haverá um grande evento que formalize o fim do mundo. Uma pequena parte dele morreu hoje através de uma atitude ou de uma não atitude de cada um de nós em relação a ele.
Então pergunto, quais são os planos que você irá realizar, antes do mundo acabar?

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Responda!


Que dia você vai parar de sonhar?

Não, não há nada de errado nos sonhos. Mas quem sonha o tempo inteiro não realiza nunca. Uma hora é necessário que deixemos de ser só sonhadores e passemos a ser realizadores. E ai, já marcou a data? 


Segue a trilha para refletir com o tema!



     



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Relacionamento sério com a solteirice!

Não faz um ano, nem dois, nem cinco. Já fazem alguns. Aquilo que no inicio parecia um status provisório no perfil do falecido Orkut, se tornou uma opção de vida. Sinceramente no inicio eu não optei por ela, mas parece que desde o início ela optou por mim.
A solteirice e eu hoje convivemos em muita harmonia. Não há solidão nela, na verdade  ela é uma excelente companheira.Juntas decidimos sem intervenções o que queremos, para onde iremos, qual será nosso próximo desafio e em alguns momentos, abrimos exceções para que passantes do destino, entrem para encher nossos dias de dopamina e permanecer pelo tempo que for necessário. Uma relação não precisa durar uma vida inteira para dar certo. Ela dará certo sim, enquanto o desejo for recíproco e vai se dissolver para que possamos dar continuidade a nossa trajetória. 
 

Hoje percebo que estar solteiro não é sinônimo de estar a procura de alguém, mas sim de estar dedicando-se a si. Minha atual solteirice me acompanha nos projetos pessoais, acadêmicos e profissionais. Ela me dá asase me acompanha nos vôos que parecem solos. Todas as experiências vividas na solteirice serão importantes, para que quando iniciar uma fase em que não serei mais um singular que eu tenha a sensação de saciedade de tudo aquilo que gostaria de fazer sozinha

Mas nem sempre foi assim. Já recusei a companhia dela e tentei me entregar de cabeça a passageiras juras de amor. Já quebrei a cara,uma, duas, tantas vezes que já nem lembro mais. As primeiras vezes parecia que aquela dor de cotovelo não iria sarar nunca. Foram tentativas de entender o que se passava com o outro, litros de lágrimas perdidas, coração partido, desilusão e tudo mais que um bom drama pede. Hoje perdi o medo de quebrar a cara, já aprendi que quem se arrisca corre o risco de se ferir. As feridas doem, mas ador é passageira e o sofrimento é sempre opcional. O tempo e a mente ocupada se encarregam de cicatrizar o que machucou.
Já tive a fase do salto alto na pista. Da carência exposta em fotos super alto astral com as amigas na balada. Fotos de “como sou linda” com legendas de autovalorização. Já fiz de conta que  tinha esquecido alguém que não saia do meu pensamento. Já rezei para a amnésia se encarregar de cuidar desses casos e quando percebi, já não lembrava mais quem era o fulano que me perturbava. Já tive a ansiedade, a carência e a pressa como companheiras e estas, só fizeram estragos.



E se eu puder dar só um conselho, não deixe de acreditar no amor. Não importa quantas vezes você tenha o coração partido, mantenha-se sempre inteiro. Na sua bagagem armazene só as coisas boas das experiências que viverás. Deixe qualquer tipo de ressentimento fora da sua vida. Não procure por um amor, mas mantenha os olhos atentos e o coração aberto a quem tiver que entrar.
Um dia, todo mundo vai encontrar alguém que poderá ser responsável pela compreensão de todas as vezes que você quebrou a cara. E será neste dia que você deixará de ser solteiro.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Por mensagens de aniversário CRIATIVAS no Facebook


E pelo fim do parabéns tudo de bom!

Confesso que fico aflita ao deixar um recado de aniversário na página de algum amigo em alguma rede social e ver o tanto de “parabéns tudo de bom” que se acumulam na página do aniversariante. As vezes é mais falta de tempo e de criatividade do que de consideração em escrever algo que realmente faça a diferença ao aniversariante.
Acessar nossas páginas na rede no dia da data natalícia é uma alegria e tanto, eu normalmente deixo para ver tudo de uma vez só, e quando isso acontece, me sinto coberta por uma nuvem de boas energias emanadas por pessoas queridas. As mensagens com algo menos mecânico que lembram um pouco da personalidade do aniversariante sempre tocam e são as mais lembradas.

 Está sem ideias? Eu ajudo!


Para aniversariantes que você não tem muita intimidade:

Uhuuuuulll!!! Feliz dia da Niquiiiiii!!!!
(simples, sem clichês e mostrou ser pessoal por usar o apelido do aniversariante)

Olá “fulana”, parabéns pelo seu dia!!! Saúde e sucesso neste novo ciclo!
(para ambientes profissionais e colegas de pouco convívio)

Hoje é dia de comemorar teu ano novo exclusivo, desejo que este seja de muitas conquistas e realizações! Parabéns!


Mensagens que combinam com destinatários e remetentes humorados:
É big, é big, é  big, é big, é big
É hora, é hora, é hora, é hora, é hora
Rá-tim-buuuum
Fulana! Fulana! Fulana!


Sei que já passamos da idade recomendada para balão surpresa, por isso desejo que neste novo ano, teus dias sejam de muitas e boas surpresas, melhores do que aquelas que esperávamos que saíssem de dentro do balão!


Segue a lista dos ingredientes para o bolo que estou fazendo para teu aniversário:

100 gramas de alto astral
200 gramas de sabedoria
100 gramas de sucesso
150 gramas de paz interior
500 gramas de saúde


Para aqueles que você já conhece tão bem que não sabe nem mais o que desejar:
Eu estava fazendo as contas agora, e conclui que estamos a caminho de ficar velhinhas juntas. E sabe qual foi a melhor parte desta conclusão¿ Quanto mais o tempo passa, melhor tu ficas. (e olha que tu não é vinho.)

Para mim a melhor parte do teu aniversário é ter a honra de estar ao teu lado e ver de perto todas as coisas boas que te desejo se tornando realidade! Parabééééns!
(essa é para BFF, para o gato, enfim, para alguém que se gosta muito)

Meu predileto, aquele não só que eu criei, mas que principalmente escrevo para os amigos queridos e também para quem conheço pouco:
Saúde, sucesso e sabedoria, sempre!
(saúde é fundamental, sucesso nos projetos pessoais e sabedoria, pois ela é a coisa mais valorosa que a maturidade pode nos trazer. Precisa mais¿)

Ah, se por ventura você esquecer de parabenizar no dia, ainda vale usar este.

Tu que faz aniversário e eu é que fico velha. Sei que teu niver já passou, mas os votos de felicidades (se puxa ai nos votos) ainda estão de pé! Aceita?


Espero ter ajudado, e mais que isso, vamos colocar a massa cinzenta para funcionar, pelo fim do parabéns tudo de bom, e outras mensagens clichês!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sem essa de espartilho


Já tentei entender que graça há nas atuações pretensiosas. Se vestir e transvestir, com a clara intenção de seduzir, e depois de adormecer, voltar a vida real, como um personagem durante um espetáculo.
Isso não me atrai!

Eu sou aquela que vai dormir e acordar de cara limpa. Que vai abrir o seu armário e vestir sua camisa para dormir, sua cueca depois do banho e vou desejar o seu abraço para aquecer. Sou aquela que vai tirar os livros da ordem que você deixou na prateleira, que vai consumir o que há na sua geladeira e que vai deixar vestígios da minha presença por toda a casa. Vou buscar um ponto G no seu ouvido, vou fazer do seu corpo o meu abrigo e usarei meus talentos para te deixar extasiado.

Sem essa de espartilho, cinta liga e calcinha em formato de doritos. Não me imagino a vontade dentro destes figurinos. Também não espere que eu faça um strip tease. Minhas bochechas ficarão mais vermelhas do que o modelito que você espera que eu esteja usando. Mas serei justa, também não desejo te ver tirando a roupa ao som de uma música de clube das mulheres. Homem fazendo strip é tão sexy quanto homem usando cueca de elefantinho. Socorro, me indique a saída de emergência.

Fantasias prontas do tipo enfermeira, empregada, oncinha, gatinha e outras coisas com rabinhos e orelhas também não rolam. Tenho rinite e esses artefatos de pelúcia me dão vontade de espirrar, isso sem contar no quão ridícula eu me sentiria dentro de um tapa sexo pretensioso. Sem essa!
Não vou me mascarar em fantasias. Não sou personagem de fetiches, o que me interessa é causar furor na vida real! 

Seduzir tem que ter mais que intenções libidinosas. Sedução tem que ter espontaneidade. Seduzir é provocar e saciar desejos. 
Fazer algo porque se está com vontade e consciente de que as reações são meras e deliciosas consequências.
O convencional não excita. Nem nas práticas, nem nas fantasias. E não há nada mais brochante que a pretensão de seduzir. 



terça-feira, 31 de julho de 2012

Abaixo maçãs


Nada tenho conta a maçã. Muito pelo contrário. Acho rica, nutritiva e apetitosa. Acredito até na teoria das maçãs do topo da árvore, que faz um comparativo com mulheres desejadas e tudo mais. Mas sejamos francos, se tem uma coisa pela qual maçã não serve, é para matar a fome. Ela é boa, mas não sacia.
Não tenho o hábito de levar maçã para o lanche, pois se eu levar maçã terei de levar um sanduíche bem reforçado para comer depois, um suco e um doce para o final. Ou seja, se levar a maçã, terei de levar a lancheira inteira.
Maçã serve mesmo é para abrir o apetite. É uma espécie de Biotônico Fontoura natural. É aquela coisa que pode-se dar para as crianças comerem antes das refeições, ou para adultos em dieta de engorde.

Maçã é uma fruta simpática. Prima de primeiro grau da banana na família de frutas de boa aceitação. Ela vai bem com canela, no chá, na tortinha da rede de fast food, na geléia, no iogurte da Piá, no strudell, na cuca, no suco da burguesinha e por onde mais passar.
Em minha memória, a única vez que lembro de meu avô ter brigado comigo foi quando cuspi as sementes da maçã no prato dele. A vovó sempre servia frutas para acompanhar o almoço, e neste dia a maçã veio com sementes. Sem saber o que fazer com elas, na limitada esperteza dos meus 5 anos, perguntei ao meu avô, onde podia deixá-las e ele  disse: cospe no prato. Assim fiz, porém, no prato dele. Veja só que agradável.
Esta é a única imagem negativa que tenho com maçãs, além da fome negra que ela me causa quando resolvo consumi-la como lanchinho da tarde.

Neste caso, a
baixo maçãs. Yes croissants!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Fragmentos de felicidade!

 
Perde oportunidades de se sentir feliz quem pensa que a felicidade é aquela coisa que só se encontra no topo das grandes conquistas. 




A felicidade é um conjunto de sensações prazerosas, de alma satisfeita e de saciedade dos desejos. 




Os momentos felizes são tão passageiros quanto os infelizes. Cabe aproveitar cada um dos seus breves instantes.




                                         
Tudo na vida tem um propósito, os que não são de felicidade, são no mínimo de amadurecimento e sabedoria. Porém reconhecer o amadurecimento e a sabedoria também são manifestações de felicidade.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Coisas de tia avó

Há colos que só a mãe pode dar, doces que só as avós fazem e perguntas que cabem única e exclusivamente as tias avós.

As tias avós são aquelas pessoas queridas de cabelos curtos, pintados de louro acajú, que normalmente não temos muita convivência. É possível encontrá-las em velórios, aniversários, batizados e casamentos. Como estas ocasiões são praticamente anuais, passa muito tempo entre um evento e outro. Tempo suficiente para que possamos crescer, ficar mais roliça, corada, ir bem nos estudos e é claro, descolar um namorado.
Na minha família não foi diferente. Toda vez que encontro minhas queridas tias ouço: "Mas Nicole, parece que tu estás mais gordinha!" No meu caso, como sempre fui magra isto soa como elogio.
Há também o interesse pelos estudos. "Quando é que tu te forma mesmo?" ou "Tu estas prestando jornalismo né? Não tia, é filosofia!"
A memória nem sempre é muito confiável. Mas as intenções são sempre as melhores. Depois elas vão contar as amigas, orgulhosas que tem netos e sobrinhas que estão na universidade.

Mas nenhuma questão é tão certa e esperada ao encontrar com a tia quanto a clássica:
"E os namorados?"
Assim, no plural mesmo. Como se vivêssemos em uma cultura poligâmica.
Pensa bem: Você está solteira a anos, e todas as vezes que encontrou com a tia ela fez esta pergunta. Não dá para responder com muita sinceridade todas as vezes, para que a pobre senhora não fique desapontada pensando ter uma sobrinha neta tão encalhada quanto uma orca em piscina de mil litros. As respostas tem que ser bem humoradas, coisas bobas do tipo: "Estão todos bem" acompanhada de um sorriso já para encerrar o assunto.

Se pedir conselhos amorosos elas vão dizer: "Já sabe cozinhar? Aprendeu a cuidar da casa? Olha minha filha essas coisas tem que saber, homem nenhum vai querer uma mulher que não vai esperar ele com a casa limpa e a janta pronta."
No fundo até pode ser verdade, mas este não é o conselho mais adequado para os dias de hoje.

Elas nasceram em um tempo em que as prioridades eram outras. Em que a vida não era tão frenética e que o destino de uma mulher era certo: casar, procriar, cuidar da casa, dos filhos e claro, do marido. Aos vinte e muitos anos estar solteira era preocupante. O que hoje felizmente já não acontece. A geração de sobrinhas conectadas e protagonistas de romances instantâneos não prioriza os dotes domésticos e estar solteira as vésperas dos quase trinta é uma coisa super normal. Afinal, temos formação, intercâmbio, pós graduação, viagens, trabalho, amigos e romances esporádicos, para administrar com mais prioridade.

As minhas queridas tias desejo que tenham certeza de uma coisa, pode ser que demore para eu apresentar um pretendente em potencial, mas no dia que eu casar, todas estarão convidadas, em nome da sincera torcida por meu desencalhe. Podem tirar os sapatos de saltos baixos e os conjuntos com saia longa e blusa de mangas rendadas do armário para pegar um sol. Quero ver todas lá, de rouge e batom, para finalmente conferir se meu eleito é um "pão"!

As perguntas inconvenientes são únicas e exclusivas das avós e tias. Isso já faz parte da lista de tarefas delas na família. Ninguém mais tem o direito de sondar sobre meus romances ou possíveis romances, se eu não compartilhar é porque não diz respeito, né?
Os demais, contenham sua curiosidade até o dia em que tiverem sobrinhos netos para zelar.