segunda-feira, 11 de junho de 2012
Dias de namorado
Realistas conclusões para o dia dos namorados:
1- As óbvias rosas vermelhas duram menos de uma semana.
2- 12 de junho é a terceira data que o comércio mais fatura. Perde só para natal e dia das mães.
3- Homem só repara na lingerie se ela for grande e bege.
4- O jantar dura menos de um dia no estômago.
5 - Os presentes fofos, como bichinhos de pelúcia, serão os primeiros a serem doados quando o namoro acabar.
6 - 12 de junho só é data comemorativa para quem é dono de motel ou floricultura. Estes comemoram os lucros.
7 - Ao comprar um presente parcelado no cartão, você corre o risco das prestações durarem mais que a relação.
Se auto obrigar a encarar um shopping lotado para encontrar algo que seja a cara do parceiro, é mais chato que comprar presente para amigo secreto da firma.
Tudo o que não é espontâneo não tem o mesmo prazer. Se empenhar para comprar presentes e armar surpresas com data marcada é bem fácil. Surpreendente mesmo é armar surpresas sem nenhum motivo aparente, simplesmente porque hoje é segunda feira, por exemplo. Declarar sentimentos e amores em data proposital é bem bonitinho, mas bonito mesmo é se abrir para diálogos sinceros e demonstrar amores e sentimentos através de gestos.
Mandar rosas vermelhas não é surpreender, é ser tão previsível quanto bordão do Faustão. Surpreendente seria receber tulipas brancas, bonsai ou um vaso de manjericão, lindo, perfumado, útil e duradouro.
Dia dos namorados é uma data fortificada pelo comércio, não tem nada a ver com sentimento. Sentimento mesmo é o que acontece nos outros 364 dias do ano.
Interpretar o papel de par perfeito em um único dia do ano não faz de você o melhor partido do mundo. Meninas, de nada vale vestir uma lingerie especial, se montar com espartilho e cinta liga, se no dia seguinte você voltar a ser ciumenta e pegajosa. Meninos, de nada vale você levar a moça no melhor restaurante, no melhor motel, mandar duas dúzias de rosas se na TPM você não tiver sensibilidade com a sua namorada.
Há uma maneira bem mais especial e menos obvia para brindar, presentear e comemorar uma relação: os diaS de namorado. Diferente de 12 de junho estes são bem mais pessoais e sinceros. Dia dos namorados é para um plural. Dias de namorado é um coletivo intimo. São momentos diversos ao lado de alguém especial. Não há a pressão por um presente proposital em um único dia. Mas pode haver a presença proposital em dias diversos. Não há reserva em restaurante lotado, mas pode haver inúmeros momentos gastronômicos selecionados para serem desfrutados com tranquilidade. Não há a ida forçada a um motel, mas há a inovação no cenário para aquele momento de enfim sós.
Dias de namorado tem quem compartilha as delicias do cotidiano. Quem conduz o outro por caminhos novos. Quem sai para contemplar a lua. Quem dança no meio da rua. Quem prepara receitas especiais para contentar o paladar mútuo. Quem sabe que duas cabeças produzem mais do que uma. Quem repara nas sutilezas do outro. Quem compreende e perdoa. Quem conhece o respeito ao espaço e a individualidade. Que está pronto a ajudar. Quem compartilha ideias e conhecimentos. Quem instiga o fogo, por puro prazer em apagá-lo.
Estar sozinho no dia 12 não é o fim do mundo. Tem 24 horas como todos os outros dias e acaba logo depois da meia noite. Se você não estiver muito feliz, vá dormir mais cedo e descansa a cútis que no dia 13 todo o circo já estará desarmado!
Sugestões de presentes especiais para alguém especial em qualquer um dos 365 dias do ano:
- Uma seleção com as músicas que você mais gosta.
- Um bloquinho de folhas recicladas e canetas coloridas para deixar bilhetes, dividir ideias e também para registrar tudo aquilo que mais se admira no outro (para quem sabe lembrar naqueles momentos de crise)
- Café na cama
- Cinema em casa com edredom e chocolate quente.
- Compartilhar o trecho de um livro especial
- Um vaso de flores plantadas
- Calor humano em noites frias
- Incentivo as atividades necessárias, como por exemplo, correr junto no parque.
- Mandar uma carta sincera pelo correio.
- Dar carona na garupa
- Sair só para olhar a lua
- Fotografar um ao outro
- Ir ao um parque de diversões
- Deixar bilhetes escondidinhos
- Fazer um programa que cause fortes emoções, como saltar de paraquedas.
- Planejar uma viagem, para qualquer destino, desde que seja para irem juntos.
Viu? Há muita coisa especial e bem menos comercial para quem quer presentear!
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Quem foi que disse que precisa se apaixonar?
Precisa não. É possivel somente estar. Nós podemos dispensar os opcionais. Podemos também, dispensar as raízes e só desfrutar da leveza das relações sem pretenções. E simplesmente se fazer existir, sem rótulos, enquanto possivel.
Simples assim.
Segue a trilha da Carla Bruni para completar o pensamento!
Simples assim.
Segue a trilha da Carla Bruni para completar o pensamento!
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Adoreeei esse someecards.com! Entre outros mimos, criei este cartão para incentivar meus queridos leitores a comentarem nos posts!
terça-feira, 8 de maio de 2012
Plural
Não sei mais de quantas sou feita.
Por onde ando trago fragmentos de tudo e todos que pelo caminho encontro.
Me multiplico em cada gesto.
Me renovo em cada sorriso e me encontro em cada olhar.
Sou feita de muitos. De cada um que me faz refletir e que involuntariamente encontra algo a agregar.
Em minha essência já trago muito além de mim.
Não sou mais tão pura, sou plural!
Por onde ando trago fragmentos de tudo e todos que pelo caminho encontro.
Me multiplico em cada gesto.
Me renovo em cada sorriso e me encontro em cada olhar.
Sou feita de muitos. De cada um que me faz refletir e que involuntariamente encontra algo a agregar.
Em minha essência já trago muito além de mim.
Não sou mais tão pura, sou plural!
sábado, 5 de maio de 2012
Desabafos capilares
Assim como 90% das meninas,
na infância, eu cortava os cabelos das minhas bonecas. Tinha esperança deles
crescerem de volta, é claro. Cortava não só o das bonecas, mas também os
meus. Não sei por que as crianças tem
essas fixação em cortar cabelos. Usei
Chanel durante anos. Sempre tive franjinha, ora por que eu mesma havia passado
a tesoura na altura da testa, ora por escolha da minha mãe e do
cabeleireiro.
em pensamentos. Dei
uma ajeitada, para tentar recompor o
penteado, e, nada. Foi então que cheguei a uma sábia conclusão:
Na adolescência meus
cabelos deixaram de ser lisos e passaram a ser extremamente cacheados. Aos 18
anos fui cortar as pontas (sempre as pontas) com o cabeleireiro da minha mãe e voltei com o cabelo na
altura do ombro todo escovado, lembrando, ele é crespo. Parei em frente ao
espelho e chorei, com sinceridade e apego a antiga configuração dos fios.
Pensei: “se escovado ele está no ombro, quando eu lavar ele vai encolher e eu
vou ficar com o cabelo do Ronaldinho Gaúcho!!!!” Buááá! Peguei pavor do cabeleireiro. Só deixava
ele fazer minha sobrancelha, que isso ele fazia muito bem.
Depois deste episódio
fiquei cerca de 5 anos cortando novamente os meus cabelos. Eu que fazia a
franja, repicava as pontas e tudo mais que me desse vontade. Por minha conta e
risco. Sem ficar com pavor de alguém por conta de um excesso de tesouradas.
Dos 19 aos 24 anos tive
loooongos cabelos cacheados. Tinha dias que eu acordava a cara da Elba Ramalho,
outros estava meio Maria Betânia. Eu nem
sonhava em mudar o comprimento, pensava que cabelo crespo se cortar curto
encolhe e vira um abajur. Eu vivia bem debaixo dos caracóis, mesmo. Em 2009 nasceu um desejo de
mudar, de arriscar. Passei a ver a mulheres de cabelos longos como pessoas com
apego. O que já não tinha mais a ver comigo que a cada dia mais queria era me
desapegar.
Cerca de um ano atrás eu
cortei. Cortei uns dedos. Passaram-se algumas semanas, voltei a um salão e
cortei meees-mo, abaixo do ombro. Tirei cerca de 20 centímetros . Me sentia
mais leve, mais magra, mais tudo. Olhava
as fotos com meu cabelo antigo e pensava: “Como pude usar aquele corte por
tanto tempo?”
Enfim, sensação maravilhosa
de renovação!
Um ano depois meu cabelo
estava enorme novamente. Já me sentia aflita de ter todo aquele cabelo na
cabeça, no pescoço, nas costas e onde mais ele se alastrasse.
Marquei horário no salão.
Fui, feliz e confiante. Sentei na cadeira, mostrei para a cabeleireira onde eu
queria que fosse o corte, na altura no
bolso da camisa, uns cinco dedos abaixo do ombro, detalhe, cacheado. Ok. Missão
entendida. Ela pediu para eu tirar o óculos (eu sou mega míope, não enxergo sem
eles) e pegou a tesoura. Conversa vai, conversa vem. Até que, tcharam. Está
pronto. Coloquei o óculos e quase chorei.
Ele estava na exata altura do ombro. Ou seja, chanel. E lembrando que
cabelo cacheado quando lava ele encolhe. A insatisfação com o resultado ficou
nitidamente estampada no meu rosto. Ela lavou, escovou, fez o franjão que eu
havia pedido. Sei que o trabalho do cabeleireiro é delicado. Mexer com a imagem é mexer também com a auto
estima dos clientes. Isso pode ser muito positivo, ou plenamente destrutivo,
dependendo da estrutura emocional da vitima.
Na hora de sair do salão
meu cabelo estava lindo. Mas sempre devemos lembrar, que o cabelo do salão é
diferente do cabelo da vida real.
No dia seguinte choveu. A
chuva já comprometeu o resultado da escova. E o cabelo já estava mais perto da vida real.
No terceiro dia, me olhei no espelho ao acordar e por alguns instantes tive
pensamentos de baixo nível. Diferente dos que costumo ter. O cabelo ainda não
havia sido lavado e já estava terrível. Xinguei muito a cabeleireira,
Se um cabeleireiro fizer um
trabalho diferente do que foi solicitado, nunca mais retorne ao estabelecimento
dele. Não pelos centímetros a menos no corte, afinal, cabelo cresce. Mas sim,
pelo maus pensamentos que criamos ao ver o resultado frustrado, desenvolvido por
aquele ser desatento. Os maus pensamentos nos deixam com más energias e podem influenciar a más atitudes, e isso é mais difícil de concertar!
Melhor assim!
Melhor assim!
sábado, 21 de abril de 2012
Desabafos no provador
Eu havia feito um acordo de damas, comigo mesma: não preciso
mais ir ao shopping.
O ponto de encontro foi dentro daquela loja que diz ter todos os estilos. Sou uma cliente cautelosa, bem cautelosa, quase uma mão de vaca. Quase! Me vi seduzida por uma bolsa 3 em 1 ótima para as tantas tarefas do meu dia dia, mas que fui abortada antes de chegar ao caixa. Encontrei umjean s simpático. Não foi aquela
coisa de paixão, “preciiiiso desta calça”. Não, nada disso. Foi um mero: "bacana
esta calça, vou vesti-la". E assim fomos ao provador, minha mãe com uma dúzia de
peças e eu com aquele jean s simpático.
Entrei no provador, super iluminado com espelhos em dois ângulos, um especialmente
para se ver de costas. Coisa que em casa nunca acontece. De cara já vi que meu
cabelo está gritando por um corte. Ok, eu já estava ouvindo os gritos dele. Próximo
passo, tirar os sapatos e a calça para vestir a peça nova. Ao me ver de calcinha e antes de tirar a
peça do cabide fiz uma pausa para reflexão:
que bunda é essa?
Ter uma bunda viçosa não é vital para a felicidade. Afinal, esta é uma das partes mais inúteis do nosso corpo, pois só serve para fazer bem para a vista alheia. Mas ela também recheia a calça, amortece em chás de cadeira, quedas e tudo mais. Pensei em adquirir uma calcinha de enchimento. Pensei também que, eu poderia criar uma espécie de bombinha de ar, para inflar as partes do corpo que precisam de um upgrad. A gente já infla colchão, bóia para as crianças, travesseirinho para o avião. Ia ser legal também, poder inflar as comissões que precisam de um volume extra.
Sempre me senti satisfeita com minha comissão de fundos, mas não tê-la é triste, sabe?
Mas ontem fui seduzida pelo bom humor da mamãe e pela
possibilidade de dar um abraço em amigas queridas que trabalham por lá, e mais
ainda, pela possibilidade de comer em um japonês depois de um dia de trabalho,
aula e tudo mais. Enfim, desculpas esfarrapadas convincentes para quebrar o
acordo.
O ponto de encontro foi dentro daquela loja que diz ter todos os estilos. Sou uma cliente cautelosa, bem cautelosa, quase uma mão de vaca. Quase! Me vi seduzida por uma bolsa 3 em 1 ótima para as tantas tarefas do meu dia dia, mas que fui abortada antes de chegar ao caixa. Encontrei um
que bunda é essa?
No reflexo do espelho identifiquei em meu corpo
algo tipo uma aspirina, branca e arredondada, mas com uma consistência de
mousse de supermercado: cheio de furinhos e gelatinoso. SOCORRO! Cadê minha
bunda apresentável? Aquela que faz bonito na praia e de quebra recheia o jean s?
Sumiu. Não vi em que momento ela me abandonou, mas vi que ela não estava
mais lá. Já um tanto desanimada, vesti finalmente a calça simpática. Me olhei no espelho e tcharaaam:
eu virei o Bob Esponja!!! Quadrada, sem bunda, sem curvas, sem recheio na calça! Oh lord!
Chamei minha mãe no provador ao lado e disse: mãe, a calça seria mais legal se não
contribuísse para que eu me sinta com o corpo do Bob Esponja dentro dela.
Desânimo total. Vesti novamente meu bom e velhojean s
36 que há tempos não entrava em
mim. Vestida e ociosa, parei em frente ao espelho e aproveitei
a super iluminação para dar um conferes na cútis. Senhor, o que é isso? Um
jardim de cravos em minha testa e outro em meu queixo. Xô daqui! Fiz
praticamente uma limpeza de pele em cinco minutos. Mas minha pele é super sensível,
e onde eu havia mexido ficou inchado e vermelho, obviamente.
Quinze minutos após ter tido a brilhante idéia de vestir umjean s simpático no provador, lá estava eu, sentada
com a cara cheia de hematomas e agora sabendo que tenho a bunda do Bob Esponja.
Desânimo total. Vesti novamente meu bom e velho
Quinze minutos após ter tido a brilhante idéia de vestir um
Ter uma bunda viçosa não é vital para a felicidade. Afinal, esta é uma das partes mais inúteis do nosso corpo, pois só serve para fazer bem para a vista alheia. Mas ela também recheia a calça, amortece em chás de cadeira, quedas e tudo mais. Pensei em adquirir uma calcinha de enchimento. Pensei também que, eu poderia criar uma espécie de bombinha de ar, para inflar as partes do corpo que precisam de um upgrad. A gente já infla colchão, bóia para as crianças, travesseirinho para o avião. Ia ser legal também, poder inflar as comissões que precisam de um volume extra.
Sempre me senti satisfeita com minha comissão de fundos, mas não tê-la é triste, sabe?
Ok. Chega de drama. Chega de loja. Vamos ao japonês. Vinte e duas horas o shopping fecha, mas
o que eu não sabia é que, os restaurantes fecham também. Desde quando? Não sei.
Só sei que o japa já estava retirando os peixinhos do balcão quando chegamos. Era
só o que faltava. Sem calça, sem sushi, sem bunda e com a cara cheia de
hematomas.
Pior que isso foi ter que me contentar com um hamburguinho de frango do McDonald’s e acha-lo gostoso. (olha o que a fome faz com a gente!)
Definitivamente, há acordos que não valem a pena serem quebrados. Minha lei de não ir ao shopping para causas desnecessárias, está mais do que nunca em vigor!
Pior que isso foi ter que me contentar com um hamburguinho de frango do McDonald’s e acha-lo gostoso. (olha o que a fome faz com a gente!)
Definitivamente, há acordos que não valem a pena serem quebrados. Minha lei de não ir ao shopping para causas desnecessárias, está mais do que nunca em vigor!
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