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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sem essa de espartilho


Já tentei entender que graça há nas atuações pretensiosas. Se vestir e transvestir, com a clara intenção de seduzir, e depois de adormecer, voltar a vida real, como um personagem durante um espetáculo.
Isso não me atrai!

Eu sou aquela que vai dormir e acordar de cara limpa. Que vai abrir o seu armário e vestir sua camisa para dormir, sua cueca depois do banho e vou desejar o seu abraço para aquecer. Sou aquela que vai tirar os livros da ordem que você deixou na prateleira, que vai consumir o que há na sua geladeira e que vai deixar vestígios da minha presença por toda a casa. Vou buscar um ponto G no seu ouvido, vou fazer do seu corpo o meu abrigo e usarei meus talentos para te deixar extasiado.

Sem essa de espartilho, cinta liga e calcinha em formato de doritos. Não me imagino a vontade dentro destes figurinos. Também não espere que eu faça um strip tease. Minhas bochechas ficarão mais vermelhas do que o modelito que você espera que eu esteja usando. Mas serei justa, também não desejo te ver tirando a roupa ao som de uma música de clube das mulheres. Homem fazendo strip é tão sexy quanto homem usando cueca de elefantinho. Socorro, me indique a saída de emergência.

Fantasias prontas do tipo enfermeira, empregada, oncinha, gatinha e outras coisas com rabinhos e orelhas também não rolam. Tenho rinite e esses artefatos de pelúcia me dão vontade de espirrar, isso sem contar no quão ridícula eu me sentiria dentro de um tapa sexo pretensioso. Sem essa!
Não vou me mascarar em fantasias. Não sou personagem de fetiches, o que me interessa é causar furor na vida real! 

Seduzir tem que ter mais que intenções libidinosas. Sedução tem que ter espontaneidade. Seduzir é provocar e saciar desejos. 
Fazer algo porque se está com vontade e consciente de que as reações são meras e deliciosas consequências.
O convencional não excita. Nem nas práticas, nem nas fantasias. E não há nada mais brochante que a pretensão de seduzir. 



terça-feira, 31 de julho de 2012

Abaixo maçãs


Nada tenho conta a maçã. Muito pelo contrário. Acho rica, nutritiva e apetitosa. Acredito até na teoria das maçãs do topo da árvore, que faz um comparativo com mulheres desejadas e tudo mais. Mas sejamos francos, se tem uma coisa pela qual maçã não serve, é para matar a fome. Ela é boa, mas não sacia.
Não tenho o hábito de levar maçã para o lanche, pois se eu levar maçã terei de levar um sanduíche bem reforçado para comer depois, um suco e um doce para o final. Ou seja, se levar a maçã, terei de levar a lancheira inteira.
Maçã serve mesmo é para abrir o apetite. É uma espécie de Biotônico Fontoura natural. É aquela coisa que pode-se dar para as crianças comerem antes das refeições, ou para adultos em dieta de engorde.

Maçã é uma fruta simpática. Prima de primeiro grau da banana na família de frutas de boa aceitação. Ela vai bem com canela, no chá, na tortinha da rede de fast food, na geléia, no iogurte da Piá, no strudell, na cuca, no suco da burguesinha e por onde mais passar.
Em minha memória, a única vez que lembro de meu avô ter brigado comigo foi quando cuspi as sementes da maçã no prato dele. A vovó sempre servia frutas para acompanhar o almoço, e neste dia a maçã veio com sementes. Sem saber o que fazer com elas, na limitada esperteza dos meus 5 anos, perguntei ao meu avô, onde podia deixá-las e ele  disse: cospe no prato. Assim fiz, porém, no prato dele. Veja só que agradável.
Esta é a única imagem negativa que tenho com maçãs, além da fome negra que ela me causa quando resolvo consumi-la como lanchinho da tarde.

Neste caso, a
baixo maçãs. Yes croissants!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Fragmentos de felicidade!

 
Perde oportunidades de se sentir feliz quem pensa que a felicidade é aquela coisa que só se encontra no topo das grandes conquistas. 




A felicidade é um conjunto de sensações prazerosas, de alma satisfeita e de saciedade dos desejos. 




Os momentos felizes são tão passageiros quanto os infelizes. Cabe aproveitar cada um dos seus breves instantes.




                                         
Tudo na vida tem um propósito, os que não são de felicidade, são no mínimo de amadurecimento e sabedoria. Porém reconhecer o amadurecimento e a sabedoria também são manifestações de felicidade.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Coisas de tia avó

Há colos que só a mãe pode dar, doces que só as avós fazem e perguntas que cabem única e exclusivamente as tias avós.

As tias avós são aquelas pessoas queridas de cabelos curtos, pintados de louro acajú, que normalmente não temos muita convivência. É possível encontrá-las em velórios, aniversários, batizados e casamentos. Como estas ocasiões são praticamente anuais, passa muito tempo entre um evento e outro. Tempo suficiente para que possamos crescer, ficar mais roliça, corada, ir bem nos estudos e é claro, descolar um namorado.
Na minha família não foi diferente. Toda vez que encontro minhas queridas tias ouço: "Mas Nicole, parece que tu estás mais gordinha!" No meu caso, como sempre fui magra isto soa como elogio.
Há também o interesse pelos estudos. "Quando é que tu te forma mesmo?" ou "Tu estas prestando jornalismo né? Não tia, é filosofia!"
A memória nem sempre é muito confiável. Mas as intenções são sempre as melhores. Depois elas vão contar as amigas, orgulhosas que tem netos e sobrinhas que estão na universidade.

Mas nenhuma questão é tão certa e esperada ao encontrar com a tia quanto a clássica:
"E os namorados?"
Assim, no plural mesmo. Como se vivêssemos em uma cultura poligâmica.
Pensa bem: Você está solteira a anos, e todas as vezes que encontrou com a tia ela fez esta pergunta. Não dá para responder com muita sinceridade todas as vezes, para que a pobre senhora não fique desapontada pensando ter uma sobrinha neta tão encalhada quanto uma orca em piscina de mil litros. As respostas tem que ser bem humoradas, coisas bobas do tipo: "Estão todos bem" acompanhada de um sorriso já para encerrar o assunto.

Se pedir conselhos amorosos elas vão dizer: "Já sabe cozinhar? Aprendeu a cuidar da casa? Olha minha filha essas coisas tem que saber, homem nenhum vai querer uma mulher que não vai esperar ele com a casa limpa e a janta pronta."
No fundo até pode ser verdade, mas este não é o conselho mais adequado para os dias de hoje.

Elas nasceram em um tempo em que as prioridades eram outras. Em que a vida não era tão frenética e que o destino de uma mulher era certo: casar, procriar, cuidar da casa, dos filhos e claro, do marido. Aos vinte e muitos anos estar solteira era preocupante. O que hoje felizmente já não acontece. A geração de sobrinhas conectadas e protagonistas de romances instantâneos não prioriza os dotes domésticos e estar solteira as vésperas dos quase trinta é uma coisa super normal. Afinal, temos formação, intercâmbio, pós graduação, viagens, trabalho, amigos e romances esporádicos, para administrar com mais prioridade.

As minhas queridas tias desejo que tenham certeza de uma coisa, pode ser que demore para eu apresentar um pretendente em potencial, mas no dia que eu casar, todas estarão convidadas, em nome da sincera torcida por meu desencalhe. Podem tirar os sapatos de saltos baixos e os conjuntos com saia longa e blusa de mangas rendadas do armário para pegar um sol. Quero ver todas lá, de rouge e batom, para finalmente conferir se meu eleito é um "pão"!

As perguntas inconvenientes são únicas e exclusivas das avós e tias. Isso já faz parte da lista de tarefas delas na família. Ninguém mais tem o direito de sondar sobre meus romances ou possíveis romances, se eu não compartilhar é porque não diz respeito, né?
Os demais, contenham sua curiosidade até o dia em que tiverem sobrinhos netos para zelar.





sexta-feira, 20 de julho de 2012

Aos meus amigos

Vocês  estão em lugares diversos, a maioria fisicamente longe de mim. Alguns se fazem presentes mesmo quando ausentes. Outros a ausência é tanta que a saudade passou a ser de, matar a saudade.
Quando somos crianças e temos aquela rotina de escola conseguimos manter os mesmos amigos durante anos. Com o passar do tempo começamos a fazer escolhas, estudar, viajar, trabalhar, mudar de cidade, de país. Em cada escolha fazemos renúncias, involuntárias. 


Lembro quando eu tinha 15 anos, deixei minha cidade natal no interior para morar na capital. Doeu. No inicio da adolescência demorei cerca de um ano para fazer novos amigos, todas as atividades que eu desejava ainda eram com minhas amigas do interior. Morei durante 10 anos na capital de meu estado, e ao longo deste tempo fiz as conquistas mais preciosas de toda minha vida: meus amigos. Alguns me acompanharam só em algumas fases e fizeram parte da minha história. Outros ainda fazem parte da minha vida.
Há um ano atrás, novamente me mudei, desta vez a mudança foi de estado, novamente decidi ir em frente, mas com o ônus de deixar minhas mais valorosas conquistas para trás. No inicio consegui estar presente indo visita-los uma vez ao mês, hoje já fazem 7 meses que não vou a minha antiga e querida cidade para encontrar com meus queridos. E que falta a presença de vocês me faz. Neste período ví e vivenciei coisas que eu pensei: "este lugar eu tenho que voltar com a fulana ou isso aqui é a cara do ciclano."
Sei que vocês continuam lá, e muitos tiveram assim como eu, grandes conquistas neste último ano. Isso mostra que é tempo de plantar. E durante o plantio acabamos nos distanciando de coisas que até então eram de estrema necessidade, como estar fisicamente presente na vida de quem amamos. É uma fase, e como toda fase, passageira.

Na linda cidade que vivo hoje já tive o privilégio de conquistar novos amigos, mas aqui é um lugar de ciclos curtos. As pessoas vem e vão, o tempo todo. Muitas das que conheci e conquistei aqui já seguiram seus caminhos em outras terras. Outras, assim como eu, irão permanecer por mais tempo.

Há dias que dá um nó na garganta, por estar fisicamente longe de vocês. Há dias que não sei para qual vou ligar para um desabafo. Apesar de que, até onde sei, todos estariam prontos a me ouvir.
Mas quando é para dar uma boa noticia, não tenho dúvidas, conto logo para todos. E todos vibram comigo. Isso dá uma sincera sensação de que nossa amizade não mudou. E quando recebo as boas noticias das conquistas de vocês, vibro como se as conquistas fossem minhas também.

Hoje ainda preservo a minha melhor amiga de infância assim como as grandes amizades do inicio da vida adulta. Há aquelas que os anos passam e nada muda, não perdemos a intimidade, continuamos as mesmas umas para as outras. Mas há algumas que me pergunto: “em que ponto do caminho nos perdemos?” Nos tornamos pessoas tão diferentes que a afinidade acabou ficando sem espaço.

Não saberia informar hoje qual é o meu melhor amigo, todos são os melhores em alguma categoria. Se eu fosse me casar, teria umas 15 madrinhas, uma mais amada e especial que a outra, cada uma entrou em minha vida e me acompanhou em uma fase. (Calmem ABSolutas, aiiiinda falta muito para eu casar, não precisa pensar no modelito agora).
 Na categoria grandes conquistas não tenho nenhum troféu, aliás troféu é aquela coisa que só serve para juntar pó em cima de uma prateleira, mas tenho incontáveis amizades verdadeiras, daquelas que não há tempo, nem distância que ofusque ou apague.

Este texto relata como me sinto hoje, afortunada pelos que conquistei e pelos que me conquistaram. Não construí nenhuma grande história sozinha, ao meu lado sempre tive algum ou alguns de vocês. Quero que tenham a certeza de onde quer que eu esteja, independente de quanto tempo passe, aqueles que chamo de amigos saibam que SEMPRE poderão contar comigo!

PS: Eu continuo a mesma, atrasada e humorada.





quinta-feira, 19 de julho de 2012

Direto do meu twitter!


Passeando pelo meu twitter reli algumas frases que valem a pena ler de novo!

São elas:

1 - Blá, blá, blá, se vê aos montes. Whiskas Sachê que é bom, ninguém oferece!
 (18 de jun)


2 - DOM, quem possui, possui também o poder de não depender da aprovação de terceiros para exercer aquilo que sabe. (16 de jun)

3 - É sempre bom lembrar: as fases boas são tão passageiras quanto as ruins!
 (14 de jun)


4 – Ao comprar um presente parcelado no cartão, você corre o risco das parcelas durarem mais que a relação.
 (11 de jun – esta foi aqueeela frase que teve mega repercussão no face)


5 - Estudos comprovam: os homens só reparam na calcinha da parceira quando a mesma é bege!
(10 de jun)


Me segue aqui!