Aqui tem mais!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Eu sou para casar?

Existem diversas comunidades no nosso querido orkut com este título ou títulos semelhantes, povoada por inúmeros românticos e solteiros, aliás acredito que vários ali já se casaram!
Mas o que não paramos para pensar é, o que faz com que nós classifiquemos como uma pessoa para casar? O que faz de nós um partido em potencial?

Em conversa recente com um amigo (dono de uma mente muito perspicaz) tive alguns questionamentos sobre este assunto. Quem ouve que "fulana é para casar" parece que está se referindo a um ser imaculado e imune de qualquer pecado que este plano terreno possa oferecer, que passa seus dias bordando toalhas para compor um enxoval e a espera de um homem trabalhador, vindo de boa família que vai protagonizar ao lado dela uma linda história de amor.

Sejamos realistas, eu acho um desperdício casar com primeiro namorado, é bonito e romântico, mas aquele ser prestes a se casar praticamente não foi solteiro, não "ferveu", não que ferver seja vital, mas aquela fase de nos permitirmos a sair por ai a conhecer gente nova e produzir estórias para compartilhar com os netos é saudável! Logo a pobre jovem (isso também serve para os homens) está lá contente com seu casamento estável e seu marido trabalhador, até que um dia ela sente tremores ao conhecer um outro alguém que despertou nela algo que a tempos ela não sentia. Sentimentos e desejos provavelmente desconhecidos, que parecem um pecado imenso e que se forem sanados irão gerar algo "horrível" chamado adultério, sim, adultério a maior das hipocrisias! E como neste nosso pais de cultura monogâmica não há punição para os adúlteros é fácil casar, dar uma festa para celebrar com os amigos e abrir algumas filiais não oficiais, e é ai que entro com minha frase cruelmente realista NO hipocrisia, YES poligamia! Não estou defendendo os casos extra oficiais dos casamentos alheios, mas a poligamia seria nada mais que tudo aquilo que acontece nos bastidores a pratos limpos! Simples assim!

O que faz de alguém um partido em potencial é a convicção e o real desejo de iniciar um novo ciclo em sua vida, um ciclo onde o verbo compartilhar é conjugado na prática diariamente. Onde eu cansei de ser a primeira pessoa do singular, quero de fato fazer a diferença na vida de alguém e permitir que alguém também faça de fato a diferença na minha vida, fazendo disso um plural: nós! E antes de chegarmos a este estágio é importante já ter "fervido", conhecido muita gente para ter um parâmetro de qualidade, é bom ter vivido alguns relacionamentos e saber o que de bom deve ser mantido e o que não vale a pena viver novamente e o mais importante é ter se conhecido como parte do plural. Os partidos para casar de hoje raramente são virgens e imaculados, priorizam a carreira profissional, são cultos, viajados e experientes em relacionamentos, e boa parte deles sabe o quer para não entrar em relacionamentos precipitados.

Conclusão, antes de dizer o SIM, ferva, beije, ame, curta, viaje, deleite-se, goze, descubra-se para não cair em tentações durante o ciclo do seu casamento. Em caso de adultério você não vai ser apedrejado em praça pública, mas certamente vais fazer um mal desnecessário aquele que será parte de ti apartir do momento em que ambos decidiram ser um plural!

2 comentários:

  1. Roubaste meus pensamentos!

    ResponderExcluir
  2. Bah Niqui.. tu mecheu num ninho de abelhas aqui... hehehehe..

    Eu tô a um tempo querendo abordar esse assunto mas sem ter idéia de como fazê-lo de forma pouco ofensiva; acho que tu teve uma capacidade de fazer isso que eu não tinha alcançado ainda.

    Enfim, vamos começar do início: como alguém rotula outra pessoa como sendo pra casar ou não?
    A pergunta é muito boa mesmo. Eu entendo que todos nós temos percepções da realidade e não aceso à realidade propriamente. Temos sentidos limitados (pare e pense: nossa visão, audição, tato, olfato e paladar são os melhores aparelhos sensoriais na natureza? Os melhores aparelhos sensoriais da natureza são perfeitos ainda assim?). Entendido isso, fica mais simples perceber que o que chamamos de realidade na verdade é somente o que conseguimos perceber do mundo ao nosso redor e não necessariamente o que é o mundo, ou seja, temos acesso à experiência que o mundo nos dá mas não ao mundo.

    Tá, e daí? Bom, partindo disso eu posso afirmar que eu não conheço a Niqui. Eu tenho minhas experiências particulares sobre a Niqui que, cruzado com outras percepções do meu passado (que também são experiências) me permitem ter uma opinião formada e eu posso, então, classificar alguém como bonito/feio, bom parido/mal partido, agradável/desagradável e todas as outras experiências subjetivas.

    Entendido isso, tu também escreveu sobre o idealismo do casamento. Aquela coisa do conto de fadas e tudo o mais. O psiquiatra Flávio Gikovate deu uma entrevista para a revista Veja (http://veja.abril.com.br/entrevistas/flavio_gikovate.shtml) onde ele aborda essa questão, apropósito de uma maneira genial também.

    De fato, eu lembro de um ditado: cria mais quem conhece mais. E me parece que pode ser adaptado nessa situação também. Quanto mais experiências, em tese, mais apta a pessoa estará para ter uma relação equilibrada.

    Que a própósito, o que tem de gente com relações onde simplesmente se deposita a responsabilidade da felicidade uns nos outros. Ai terminam e alguém cai num buraco negro de dor. Até faz certo sentido, as pessoas são treinadas pra crer que vai ter alguém que vai aparecer e vai ser mágico. Mas realização depende de esforço, depende de dedicação. Mágica é ilusão e ilusão não resolve a vida de ninguém. Aliás, ilusão é um dos caminhos mais rápidos que eu conheço pra decepção.

    No final, concordo contigo no que tange a experiência antes de se entregar.

    Beijão Nique!

    ResponderExcluir

Adoro comentários. Este espaço é para você deixar o seu!