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quinta-feira, 12 de março de 2015

Curiosidades na França

Sobre praia na França e diálogos com um francês


Em setembro de 2014 estive de passagem pelo norte da França, mais precisamente em La Havre na região de Normandie. Estava curiosa para descobrir alguma coisa do país no curto espaço de tempo que teria para conhecer o que quer que fosse. Estava um dia lindo, quente e ensolarado.

Le Havre é ali naquele pontinho vermelho e na frente já é a Inglaterra!
Acompanhada de uma amiga decidimos ir para a praia. Passamos em um supermercado para comprarmos espumantes, afinal, estávamos na frança e alguns petiscos para um pic-nic a beira mar. No super nada de espumantes gelados para a viagem. (mas em compensação a nutella estava baratíssima e ainda tinha uma versão inédita de Lindt recheado com créme brulee. Ops, abafa).

A gente sempre acha alguma delicinha extra no caminho!
Meio frustradas com a falta de ingredientes para o nosso pic-nic dos sonhos fomos para a praia dispostas a consumir as delícias que estivessem sendo vendidas por lá mesmo. Porém, chegando na praia. Cadê a areia? Cadê os guarda sóis? Cadê os corpinhos magros e brancos em trajes de banho?
No lugar de tudo o que vemos nas praias brasileiras haviam cabaninhas para subtituir os guarda sóis, senhoras de maiô e o que mais me impressionou: não havia areia, mas sim pedras. Sim, pedras na beira na praia, impossível colocar o pé na areia.

Quedeeeelhe a areiaaa? E essas cabaninhas permanentes na beira da praia? É muito exotismo pro meu gosto!

Já para comer, haviam muitas opções de restaurantes, bares, sorveterias e delicinhas afins, sempre com aquele atendimento nada cordial, tipicamente francês.

Apesar de tudo ter se saído diferente do esperado o dia estava lindo. Não há como não estar feliz no sol!

Resumo do nosso passeio: nada de pic-nic, nada de pé na areia, nada com cara de praia, além do sol e do calor!

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Alguns meses depois, já de volta ao Brasil, conhecí o Tomás. Um francês muito do simpático, o que é raro na frança, que morou um ano em São Paulo e estava de passagem por Floripa durante sua viagem de bike pelo sul do Brasil. Contei a ele sobre minha passagem a França e tivemos o seguinte diálogo:

Eu: - Conhecí Le Havre, foi a praia mais esquisita que já tive na vida. Não tem areia, as pessoas ficam vestidas e acomodadas em cabaninhas construídas na beira na praia.

Ele, as gargalhadas: - Como você quer ir a praia em Le Havre se lá faz frio e chuva o ano inteiro? As pessoas ficam nas cabanas para se proteger do mau tempo típico da região.

Eu: - Não faz não, quando fui estava quente e tinha um super sol.

Ele: - Faz praticamente uma semana de sol por lá. Você deu muita sorte, pois a Normandie fica próxima a Inglaterra e lá é tão cinza e fria quando a vizinha da frente.

Eu (a essa altura já me achando sortuda): - Então tudo faz sentido, pois eu não estava entendendo qual a moral de ter cabanas em um lugar que as pessoas vão para tomar sol.

Ele: - Você é a primeira pessoa não francesa que conheço que foi a Le Havre. Niguém vai pra lá, todos vão para Paris ou cidades mais turísticas. Aliás, por que os brasileiros gostam tanto de Paris? Qual é a graça que vocês tanto veem lá?

Eu: - Ainda não conheço París e, confesso que é uma cidade que está longe de encabeçar a minha lista de desejos. Mas acredito que seja uma cidade com um bom marketing, pois 50% dos viajantes brasileiros já foram, ou sonham em ir para lá.

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Mudando de assunto, mas ainda conversando com Tomás...

Ele: - Tenho muita vontade de comer mousse de maRRacujá. É uma das coisas do Brasil que mais sinto falta!

Eu (considerando que mousse de maracujá é a coisa mais fácil do mundo de ser feita, não entendi porque ele não comeria na França): Ah, não é comum leite condensado fora do Brasil, né?

Ele: - Leite condensado não é comum mesmo, mas se acha. O problema é que na França praticamente não existe maRRacujá!

Eu: - Gargalheeei! Realmente, em termos de produção de frutas o Brasil é campeão!




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Receita de Smoothie



Alow verão! Alow semana do carnaval, da festa, da praia e da preguiça pós festa e praia!
Aqui vai uma receitinha fácil, rápida e deliciosa de smoothie, especialmente para aqueles dias quentes em que a fome fala alto, mas não há ânimo para estar em frente ao fogão!

Vamos lá!

Um bowl de melancia em cubos congelada
Um bowl de banana picada congelada
150 ml de leite (pode ser de soja, de arroz, de amêndoas...)
Gengibre a gosto

Bata a melancia congelada do liquidificador e vá adicionando leite aos poucos. Importante, não coloque todo o leite de uma vez só. Quando a melancia já estiver bem triturada adicione a banana e coloque o leite restante. Para quem gosta de sabores picantes e refrescantes o gengibre é perfeito para ser adicionado nesta hora. Vá alternando as batidas no liquidificador, com mexidas com a colher. Quando a consistência estiver como a de um sorvete é hora de servir e desfrutar!

Depois que fizer a receitinha comenta aqui no post contando como ficou!!

Ah, se você gosta de sorvetes industrializados dá uma olhada neste vídeo do canal Do Campo á Mesa e saiba um pouco mais sobre o que você está consumindo!



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

As Aventuras do Vovô Batman




Episódio de hoje: Uma atividade de ocupação
Minha mãe me contou que esses dias o vovô em suas tardes em frente a tv viu o que parecia a chance de ouro para exercer uma nova atividade: comprar uma máquina de estampar camisetas (vou proibir o canal da polishop aqui em casa)!!!!!
Vovô diz: Achei uma coisa para me ocupar. Vou comprar a máquina de estampar camisetas. É bom porque eu posso fazer sozinho, é só comprar a máquina, as camisetas e para imprimir é só baixar a alavanca e já está pronto.
Ah, e dá para pagar em 10x!
Mãe (em pânico): Tu está louco?! A máquina é ligada na tomada e aquilo é quente. Como tu vais manusear sozinho aquele troço, correndo o risco de te machucar? Isso sem contar que não tem nem espaço em casa para colocar aquele trambolho
PS: o vovô Batman tem parkinson, e há momentos que não há força nem para ficar em pé!
Sem opção nosso super herói abortou a missão!
Ontem a noite minha mãe e eu estávamos fazendo a lista do super e como sempre as benditas caixinhas de leite estavam na lista. Foi ai que tive uma brilhante ideia:
Niqui diz: Vamos comprar uma vaquinha!!!! O primeiro que acordar vai lá no pátio ordenhar e traz o leite para o dia!!!!
Mãe conclui: Vou pai, como tu é o primeiro a acordar vai ter que tirar o leite da vaca!
Niqui: Viu só, tu querias uma coisa para te ocupar, acho que achamos a solução! Cê sabe ordenhar vovô?
Vovô responde dando risada:
É mesmo, pode ser uma boa!!! Emoticon grin

Status oficial da família Nazer: A procura de uma vaca!
Ps: Na India tem bastante!

A casa dos sonhos

Quando criança eu imaginava que a casa dos sonhos era algo grandioso. Uma mansão em um bairro nobre, com piscina, jardim, muitos quartos, empregados e fantasias do gênero. Com o passar do tempo e da minha percepção do mundo conclui que a casa dos sonhos e a casa da vida real podem ser a mesma coisa. Desde que sonhemos com coisas realmente importantes e necessárias, e não com grandiosidades e cafonices a la Hollywood. 

Atualmente a minha casa dos sonhos é rústica, simples, iluminada e aconchegante. É de madeira, com uma cozinha espaçosa, para meu amor fazer o que mais gosta. Com um escritório com uma janela grande com vista para um lugar silencioso para eu trabalhar. Um quintal com grama para andar descalço e uma horta para colher ingredientes frescos. Outras coisas essenciais são, um bom liquidificador, uma boa cama e um bom chuveiro. Não preciso de muito. 

Juntando meu conceito de casa dos sonhos fiz uma seleção de casas na Noruega, que são assim, simples, de madeira, as janelas são enfeitadas com cortinas e flores e a vista é sempre para um lugar lindo. Tudo simples, tudo charmoso e uma paz sem fim. 

Convido você a passear pelas casas dos meus sonhos versão norueguesa!





Plus! Com a mesma arquitetura de madeira encontramos também este hotel em Flam!



E esta lindeza ao pé da montanha e na beira do rio é uma escola, também em Flam. Que não gostaria de poder levar os filhos para a aula em um cenário destes?










terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Mensagem de ano novo!

Mais uma vez chegamos ao final do ano e como de costume começamos com nossos desejos e promessas para o ano que se iniciará.

Na verdade o ano novo é um álibi perfeito para a renovação dos desejos que não nos encorajamos a realizar. Desejamos melhorar de vida, iniciar uma rotina mais saudável, fazer uma viagem, perder peso, trocar de carro, de casa, de emprego. Acumulamos os projetos para o ano seguinte da mesma maneira que prometemos que na segunda feira vamos começar a dieta.

Somos habituados a desejar, mais do que a realizar. E nossos desejos costumam ser acompanhados de especificações, o que tarda ainda mais a sua concretização.
Sabe aquela frase que diz: cuidado com o que desejas pois seus pedidos poderão ser alcançados?
Então, de que forma você está se preparando para alcança-los?

Desejas um trabalho melhor. Mas você está se qualificando?
Desejas uma viagem ao exterior. Mas já começou a juntar dinheiro?
Desejas um amor para a vida inteira. Mas você já aprendeu a se amar primeiro?

Estes são só alguns exemplos de uma extensa lista daquelas coisas que desejamos e, só. Desejos e sonhos são muito mais que discurso de ano novo.   Os sonhos são importantes. Nos movem. Mas os sonhos não devem ser eternos. Sonhos devem ser acompanhados de objetivos para que se tornem fatos. Desejos não são coisas que devem ficar estagnadas e reveladas em datas de renovação. O ano é que se renova e, nos dá mais 365 presentes para realizarmos aquilo que ontem chamávamos de planos para o futuro.

Mova-se!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Marrocos - Casablanca




Um sol de rachar no final do mês de setembro, assim era o clima quando chegamos em CasaBlanca, Marrocos. Todas as pessoas que conheço que já haviam passado por lá relatavam más experiências em termos de assédio e "tudo pelo seu dinheiro". Então, três amigas e eu já saímos prevenidas. Tentamos ir o mais cobertas possível para não expormos "a figura" e não chamarmos tanto atenção. Mas, nosso sacrifício foi quase em vão. Ao colocarmos o pé para fora do porto começaram a chover ofertas de táxis, cada um com um valor e um motorista mais insistente que o outro. Elegemos um que nos levou para um pequeno tur nos dois lugares que mais nos interessavam conhecer: uma mesquista e a medina.

E lá fomos nós para a importante e imponente mesquita para uma sessão de fotos na área externa já que não somos muçulmanas e não podemos entrar (há horários específicos para visitação).




 Saindo de lá nosso motorista de olho no nosso dinheirinho queria nos levar para comprar tapetes, óleo de argam e outros produtos típicos marroquinos. Fomos curtas e grossas diante de tamanha insistência, e fomos a medina. Depois de muito argumentar, lá estávamos nós, expondo a figura em meio de mil lojinhas de suvenirs, artesanatos, roupas e vestes típicas, bem como de produtos falsificados de marcas famosas.



A fome e a sede foram aumentando e naquele lugar de limpeza duvidosa não havia onde comer. Encontramos um café onde literalmente só poderiamos consumir cafés, chás e sucos. Nada, nadinha para comer. Até que passou por nós um senhor carregando uma bandejinha contendo vinagrete, pão, suco de limão e algo que estava coberto mas, com um cheiro delicioso. Sem opção de onde comer e, com muita fome seguimos o senhor. Ele não falava uma palavra de inglês, mas compreendia alguma coisa em francês e, fizemos ele nos levar até a fonte da comida cheirosa. E lá fomos nós, pelas ruas estreitas da medina, dobra aqui, sobe alí, anda mais um pouquinho, sobe uma escada estreita e tadãããam! Chegamos a cozinha do Sr. Mustafá. Tudo bem pequeno, bem simples e bem longe de estar limpo. Ele serve trabalhadores da medina em um mini restaurante improvisado na sua própria casa. E é lá no terraço que ele prepara o famoso tangine marroquino em panelinhas artesanais de barro.

Tudo o que tinha de feio o lugar, tinha de simpatia o senhor Mustafá que nos serviu exatamente o que havíamos visto na bandejinha e mais um delicioso chá de menta, sem açúcar, para atender ao nosso pedido.





Será que preciso dizer quem é o Mustafá? O senhor querido que não tem o hábito de tirar retratos é que foi o nosso guia e ao centro minha amada amiga e companheira de aventuras, Camila!

O almoço no terraço do Senhor Mustafá foi uma das experiências mais bacanas dos últimos tempos. A simplicidade do local e a experiência de sermos muito bem acolhidas, na casa de nativos daquele país de cultura exótica, onde a mulher não tem voz, nem vez. E saírmos de lá alimentadas, não só do estômago, mas a alma também, foi sem dúvida uma experiência irretocável. Leve sua coragem ao Marrocos!